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segunda-feira, 31 de maio de 2010

A GENTE VÊ CADA COISA NA IGREJA...


Das coisas que menos gosto quando estou pregando ou ministrando em cultos, é a falta de respeito (pode-se entender numa linguagem mais religiosa “falta de reverência”, ou falta de educação também) das pessoas.
É muito difícil suportar passivamente desde aqueles que simplesmente deixam escapar pelas caras e bocas que estão ali como quem “amarrou o jegue” em lugar errado, até os que ficam passando de mão em mão os terríveis bilhetinhos ou, então, a distração medíocre mais nova: comunicação via SMS em pleno culto!
Lembro-me de várias pessoas que só faltavam me engolir com os olhos quando as pregações mexiam com seus pecados ou vaidades. Em especial, me recordo de uma mulher que certa vez disse que preguei toda a mensagem “nas costas dela”. Não tive dúvidas em responder que era muita prepotência da parte dela pensar que eu passaria várias horas preparando uma mensagem só para ela, além de ser estranho uma pessoa carregar um púlpito nas costas – nada mais burro!

Mas não são só aqueles que quase nos “engolem” com olhares de reprovação durante o período que estamos ministrando, ou os críticos que partem para o ataque pós-culto achando que estamos mandando indiretas (esta dedico para um ex-membro [e ex-tudo] que usou este argumento para me atacar recentemente) me incomodam. Há muitos outros comportamentos e atitudes que não só evidenciam a falta de respeito ao ambiente de culto, mas a falta de educação como já disse e de bom senso – alguns chegam a ser extremamente inconvenientes, perturbando o culto das pessoas que estão próximas a eles.
Há quem consiga negociar e marcar encontros em pleno culto! São freqüente os episódios em que o louvor está rolando solto e um irmãozinho cabeça-de-jaca ficar tentando se livrar do carro que está lhe dando dor de cabeça, dizendo para outro: “Ô irmão, compra meu carro! Só quero te abençoar com esta beleza que só perde pro carro de fogo de Elias, e faço em 12 vezes!”. É possível flagrar outro mané que nem finge ao ser visto digitando no celular “e aí, blz? vamu cume pizza dpois do culto” (usando a linguagem dos viciados em teclas).

Mas têm muitos outros que vão para os cultos no espírito do “tô num tô”. Exemplos:

• Os “mano” que vão atrás das “mina”;
• As “mina” que vão atrás dos “mano”;
• Os fofoqueiros que vão atualizar o repertório;
• Os dorminhocos que vão “sonhar com os anjos”;
• Os que só vão pra cumprir escala;
• Os quem não tem outro compromisso;
• Os críticos analistas de sermões; 
• Outros...

Sinceramente, todas as pessoas que procedem assim prestam um grande desserviço ao culto. Acho que nem deveriam estar ali. Seria bem melhor pra todo mundo (em especial para os ministros) que ficassem em suas casas, ou que fossem para outro lugar até que mudassem de atitude! - pr Aécio

sexta-feira, 28 de maio de 2010

CORAÇÃO DE PASTOR


O texto que lerá abaixo foi escrito há quatro anos. Entretanto, de lá pra cá as coisa não mudaram muito no que diz respeito à relação pastor-ovelha. Por este motivo achamos oportuno postá-lo para a apreciação e comentários de quem visita nosso blog. Boa leitura!
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Neste fim de semana estarei em Lídice, sul do Rio de Janeiro, na igreja que pastoreio interinamente. Terei um encontro com a liderança daquela igreja para avaliarmos o desempenho de nosso seminarista que vem trabalhando lá desde julho deste ano, e definiremos se haverá convite oficial para a sua ordenação ao ministério ou não.
Vejo-me pensando hoje sobre a relação pastor-ovelha. Tenho meditado bastante por este ângulo desde que resolvi pregar em João 10 e Lucas 15. A ovelha é um animal extremamente dependente de seu pastor, e sua sorte depende diretamente do caráter de seu dono. A ovelha é tão frágil que, por ela mesma, não consegue nem sequer beber água... por isso o Salmo 23 diz: “leva-me às águas tranqüilas”. Além disso, Philipp Keller, um escritor que trabalhou como pastor de ovelhas no Oriente, disse em seu excelente livro Nada me faltará: “durante os anos em que fui criador de ovelhas, talvez as lembranças mais pungentes estejam ligadas à ansiedade da contagem dos animais, associada ao trabalho de salvar e resgatar as ovelhas viradas”.

Eu desejo que o seminarista em Lídice tenha essa preocupação como futuro pastor! Contar e recontar ovelhas é tarefa árdua de um pastor que, de fato, preocupa-se com suas ovelhas, não as tendo apenas como número sem rosto em seu rol de membros, mas sobretudo enxergando-lhes a alma, em toda a sua fragilidade e dependência. Há de fato ovelhas que já não são mais ovelhas - costumo dizer que elas foram modificadas geneticamente, e agora são “lobelhas”. Isso me faz lembrar algo que li recentemente: lobos comendo ovelhas, aí até se compreende pelas leis da natureza, agora... ovelhas comendo ovelhas é monstruoso e contra a própria natureza!!!

O ministério pastoral hoje precisa ser revisitado como um serviço de alta responsabilidade. Quando olho para Lucas 15.4-7, percebo um homem que, possuindo cem ovelhas, logo ele delega a responsabilidade de cuidar dessas ovelhas a funcionários de sua confiança, que eu chamaria de sub pastores, e um deles simplesmente “perde uma delas...”. O texto fala de uma perda, uma perda irreparável não apenas para o sub pastor que estava cuidando dela, mas de toda uma comunidade que contabilizava ao fim do dia o seu rebanho e havia chegado à triste conclusão que faltava uma... Na lógica capitalista e utilitarista que impera (até mesmo em nossas igrejas) aquele homem poderia pensar “... ah... mas ainda temos 99... não vale a pena correr o risco de perder o que temos em busca da que já não temos...”.

Agora, encanta-me o retrato de um coração pastoral que não fica reduzido ao conforto da contemplação do número de ovelhas que já possui em seu rebanho, mas se expõe à sequidão e aos perigos do deserto para buscar a que está perdida... E a procura deveria ser de uma firme atenção porque, caso a ovelha tivesse tropeçado em algum buraco e se virado, ela permaneceria virada, imóvel, esperando ser retirada desse estado de morbidez anunciada, afinal de contas, uma ovelha jamais se vira sozinha... Os balidos daquela ovelha perdida já não estavam em um som inteligível. Cabia ao pastor ter sensibilidade à flor da pele... Não posso deixar de encerrar aqui uma sentença: triste é o pastor que já perdeu o coração de pastor!!!

É lamentável ter de concordar com o professor Lourenço Stelia Rega em um artigo intitulado “Crente porco espinho” que “no segmento cristão, parece que estamos caminhando para um grande vazio, ainda que com os bolsos repletos de tecnologia e sofisticações. Cada crente é estimulado a voltar-se para si mesmo e buscar a sua própria significação da vida. Caímos numa ausência de solidariedade, um vazio de perspectivas, um marasmo de conteúdos. Corremos atrás de uma vida eclesiástica ocupada, sem tempo para reflexão sobre o próprio sentido do cristianismo. Perdemos a percepção de como podemos ser úteis para a construção de um mundo habitável.”
Cabe a nós, os subpastores do Supremo Pastor Jesus, não nos deixarmos levar pelo “espírito de nosso tempo” que tem nos impulsionado ao isolamento, à indiferença e ao distanciamento uns dos outros. Sei que é difícil, mas o coração de pastor precisa continuar sendo o da acolhida, preocupação com os perdidos e amor incondicional, sobretudo àqueles que nos fazem mal. É aquilo que eu recebi de Deus esta semana a respeito de uma pessoa que insiste em me chatear: “não espere que ele venha reconhecendo seus erros, perdoa-o apenas”. É por aí... perdoar é estar disposto a doar-se novamente, mesmo sem um reconhecimento por parte do ofensor de seus próprios erros e estratagemas para o mal.

Que Deus injete em cada coração de pastor um coração ainda mais pastoral!

Maranata. Ora vem, Senhor Jesus!!!

POR EZEQUIAS AMANCIO MARINS
EM 27/10/2006

quarta-feira, 26 de maio de 2010

A FALÁCIA DAS MEGA IGREJAS – MAIS PIMENTA


Crentes no mundo todo abandonam as pequenas congregações em busca do “Eldorado”, fascinados cada vez mais com o cristianismo das grandes concentrações (leia-se amontoados de gentes) – tendência nefasta em nossos dias. Mal sabem eles que em mega congregações na maioria das vezes não desenvolverão suficientes comunhão ou amizades (me refiro a amizades reais, não eventuais); não serão devidamente discipulados (e disciplinados quando necessário); não terão um pastoreio de qualidade e muito menos a devida assistência para suas famílias – a única exceção recai sobre a possibilidade de haver um sistema de grupos efetivamente bem elaborado e executado por ministros vocacionados para o ministério pastoral, caso contrário, congregar em igrejas enormes é uma enorme falácia mesmo.

Sei que nas grandes igrejas estão as melhores e mais aparelhadas bandas; que é onde há melhor tratamento acústico; que é onde se encontram os pregadores mais bem preparados teologicamente (embora muitos não valham o que comem); que é lá onde há melhores acomodações, estacionamentos; etc. Mas, nada disto substitui ou compensa o aconchego dos pequenos rebanhos, onde todo mundo cuida de todo mundo e conhece todo mundo, etc.
Na vaidade de se sentir parte de um grande rebanho, muitos irmãos jamais terão a oportunidade de sequer conversar com aquele que pensam ser seu pastor, por exemplo – diga-se de passagem, é até um pouco estranho chamar alguém de “meu pastor” numa igreja de milhares, correndo o risco de nunca sequer receber a visita daquele sujeito em sua casa e que, possivelmente, não o terá por perto nos momentos de maior necessidade – pela lógica aquele nunca nem saberá o nome da esmagadora maioria dos membros, o que dirá de seus sofrimentos.
Aliás, muitos destes pastores de multidões se tornam até arrogantes. Alguns deles entram e saem das igrejas acessando “entradas secretas” que vão do púlpito ao gabinete e vice-versa. Quando muito, eles atendem os maiores dizimistas, os famosos, os empresários, os políticos e os puxa-sacos – é triste escrever ou ler isto, mas é a mais pura realidade. A inacessibilidade destes homens é terrível!

Quer um teste: Você que congrega em uma igreja de 1.000 membros ou mais e não se enquadra no rol das pessoas mais influentes da igreja, que é um ilustre desconhecido ligue na casa ou no celular do pastor titular neste exato momento e diga-lhe que deseja conversar com ele urgentemente, que necessita de oração, que precisa desabafar ou de aconselhamento. Algumas questões prováveis:

1. Você tem os números de seus telefones?
2. Ele o atenderá ou outra pessoa dirá para ligar depois, para encontrá-lo na igreja, etc.?
3. Será que ele dirá para você procurar alguém responsável “por esta área”?
4. Se ele atender, mesmo que já esteja há pelo menos um ano nesta igreja na condição de “não influente”, ele sequer conhecerá seu nome? Lembrará de seu rosto?
5. Ele o receberia em sua casa, para que você pudesse ter comunhão com sua família num almoço de final de semana?
Sei que isto pode provocar uma série de debates, mas a única coisa que quero mostrar aqui é este contra senso de se deixar levar pelo tamanho da igreja, sem levar em conta que as pessoas correrão o risco de não serem devidamente cuidadas, pastoreadas. Que, em matéria de cuidado pastoral e comunhão não existe nada melhor que as pequenas igrejas – salvo na hipótese dos pequenos grupos extremamente bem elaborados, como já disse antes (não aqueles dos modismos tipo gedozianos ou afins, que mais servem para causar divisões e confusões). Neste caso, duas coisas parecem redundantes e as quero reforcar: a primeira é que os pequenos ajuntamentos são os mais eficazes mesmo; a segunda é que pastoreio que se preza mesmo é o de pequenos rebanhos – o resto é fascinação; é falácia.

Há outros efeitos próprios das mega igrejas. Citaria a facilidade com que as pessoas podem manter-se na prática de pecados, tirando proveito do anonimato; ou o convite a manterem-se alheias à necessidade de testemunho de vida mais comprometido com a realidade do Evangelho, além de outros comportamentos do gênero. Afinal, são muitos rostos anônimos perdidos na multidão, sentindo-se satisfeitos tão somente em assistir cultos, onde buscam amenidades e bênçãos – “pastores” de milhares satisfeitos de um lado, “rebanho” na sua grande maioria supostamente bem cuidados, doutrinados e treinados de outro.
Quer um conselho? Procure uma pequena igreja, ou faça parte de um pequeno grupo devidamente bem assistido por alguma denominação séria (cuidado com movimentos estranhos) próximos de sua casa e inicie uma jornada cristã sem a afetação perigosa do modismo das multidões. – pr Aécio

terça-feira, 25 de maio de 2010

QUANDO DEUS TE REANIMA



Sabemos que a vida humana é marcada pela inconstância do coração. Há dias em que somos tomados pela esperança e outros marcados pela melancolia da alma. Há dias de encorajamento e dias de inquietante desmotivação. Há dias de paz e dias de angústia. Dias de alegria e dias de amargura. Dias bons e dias maus.
Perante esta inconstância da vida somos confrontados com um Deus totalmente constante, estável, firme e inabalável.
A Bíblia nos apresenta Deus como o sol do meio dia, as inabaláveis montanhas de Sião, o forte cedro do Líbano e as altas muralhas de Jerusalém. C.S. Lewis nos lembra que o Senhor não se abala, e esta é a certeza que temos de que seremos salvos.
Davi é um exemplo de inscontância humana como talvez nenhum outro personagem na Palavra. Foi guerreiro implacável e na força de Deus derrotou o gigante Filisteu. Por outro lado adulterou com Bate-Seba e traiu Urias, um de seus leais soldados. Reconstruiu Jerusalém que passou a ser chamada cidade de Davi. Mas também magoou seus filhos e foi um desastre como pai. Era temente ao Senhor e foi chamado homem segundo o coração de Deus. Entretanto, em sua família houve incesto, assassinato, mentiras e traição. Talvez um dos momentos de maior melancolia e desespero tenha acontecido quando, voltando de uma batalha, exausto, encontra Ziclague, sua cidade, saqueada e destruída. E todas as mulheres e crianças levadas cativas. Seus homens, amargurados, falam em apedreja-lo. E ali se encontra Davi, caído, sem consolo e esperança. Mas algo inesperado acontece, e este é o texto que tem sido usado por Deus muitas e muitas vezes para me reanimar: “E Davi se reanimou no Senhor seu Deus”.  Esta frase, encontrada no primeiro livro de Samuel, capítulo 30, verso 6, revela-nos uma das mais poderosas obras de Deus na vida de seus filhos. Levantar-nos quando tudo parece perdido. Abrir o caminho quando não sabemos para onde ir. Fazer romper o sol quando estamos presos na neblina da vida. Dar-nos perseverança quando a vontade é parar.
O que mais me intriga é que este reânimo veio absolutamente do Senhor pois não havia ali elementos de esperança. Caiu destruído, levantou reanimado.

Tenho pensado e orado para que Deus nos reanime especialmente em três áreas: casamento, ministério e emoções.
Casamento. O hedonismo é talvez o maior elemento da nossa atualidade que contribui para a inconstância conjugal. Ele nos ensina que nós nascemos para nós mesmos, não para Deus, não para o outro. Não para a esposa ou o marido. E se eu me torno o centro inquestionável de minha relação com minha esposa e marido, esta relação só durará enquanto eu estiver feliz.
Ministério. Perante as tribulações, angústias, questionamentos e críticas, o que nos alimenta, em nossos ministérios, não é nossa capacidade humana ou o companheirismo do que está ao lado, mas sim Deus. A maior certeza que um ministro tem em seu ministério é que ele precisa desesperadamente de Deus. Se esta certeza um dia faltar perderemos o rumo e o ânimo. Estaremos caídos sem haver quem nos levante. 
Emoções. A ansiedade humana é um dos aspectos mais corrosivos da alma. Conheço inúmeros irmãos e irmãs que, tomados pela ansiedade crônica, que não passa, pela insastifação constante do coração, tornaram-se secos, perderam a brandura, não gargalham. Vivem sempre a espera que amanhã seja melhor, menos triste. Que algo novo aconteça.
Se olharmos para Davi naquele dia, ele estava acabado. Sem família, sem cidade, sem liderança, sem futuro. Mas a reação de Davi, mesmo que forjada por Deus, indicou uma atitude necessária para cada um de nós: Obediência. Ele se levantou!
Davi se reanimou em Deus. Levantou-se e perseguiu os Amalequitas, com alguns de seus homens. Tomou de volta as mulheres e crianças, e o despojo. Reconstruiu a cidade e habitou nela. Recuperou o respeito de seus homens com o brilho de quem um dia iria reinar sobre toda Israel.
E serviu a Deus. Pois se levantou quando Deus disse: levanta-te. - Ronaldo Lidório

segunda-feira, 24 de maio de 2010

PARE DE SOFRER...


Muita gente recorre aos lugares onde se concentram multidões em busca de milagres, motivados por promessas estupidamente mal intencionadas, produtos de homens e mulheres que se engrandecem tirando proveito do sofrimento alheio.

A moda agora é esta: Grande concentrações – disputas entre as gigantes do ramos que aponta para uma nova tendência do mercado de “emprejas” brasileiras. Quem pode mais, amontoa mais (gente)! Na última concentração da IURD não só pessoas leigas se “concentraram”. Lá estavam “concentrados” o prefeito e sua comitiva (está aberta a temporada de caça aos votos, né?); artistas outrora decadentes “concentrando” suas novas investidas no segmento gospel e tal... “Güenta” concentrações daqui pra frente!

É impossível assistir isto e ficar quieto. É lastimável ver como as pessoas têm uma propensão a gostar deste tipo de movimento que mais provoca barulho que qualquer outra coisa.

A proposta “Pare de sofrer”, por exemplo, pode representar uma promessa vazia, que não diz nada com coisa nenhuma. É um jargão atraente com o intuito de ludibriar os desgraçados e miseráveis. É uma mera frase de efeito elaborada pelos marqueteiros de faixas e fachadas... É uma cola “pega-rato” que oferece o alimento, mas prende e escraviza na velha religiosidade fantasiada de nova onda.

Sim, seria muito bom se todas as pessoas que entrassem para estes lugares parassem realmente de sofrer de suas doenças e de tudo o mais que lhes causam dores. Mas elas também têm que parar de sofrer de outras coisas que são tão ou mais preocupantes que as doenças físicas ou quaisquer outros dilemas. Elaborei abaixo uma pequena lista de coisas que as pessoas precisam parar de sofrer:

1. Pare de sofrer de infantilismo espiritual – Cristãos imaturos são levados e arrastados por todo vento (e movimentos) de doutrina. Esta volúpia por eventos recheados de atrações é coisa de gente que não possui maturidade espiritual, meninos na fé – pessoas não regeneradas. Quem não cresce na fé vive brincando neste supostos eventos gospels promovidos para mera diversão e entretenimento.

2. Pare de sofrer de ignorância (às vezes burrice) espiritual – A Bíblia diz que o povo de Deus estava sendo destruído por falta de conhecimento (Os 4.6). Quem lê e examina as Escrituras jamais cairá nestas teias engendradas pelos mercenários auto-intitulados apóstolos, bispos, missionários, pastores, etc. Quem não estuda a Bíblia é tapado, analfabeto espiritual, incapaz de julgar entre verdade e mentira adequadamente.

3. Pare de sofrer de vícios espirituais – O efeito vicioso que os movimentos distorcidos, supostamente cristãos atuais provocam, é tão absurdo que até muitos cristãos honestos entram e outros continuam misturados neles! É como o fumante que diz “sei que faz mal, mas não consigo largar”. Muitos irmãos estão tão fascinados por atrações evangélicas do gênero, mesmo sabendo que muitas delas são prejudiciais para sua vida, mas não conseguem parar com a dependência de shows, baladas e eventos gospel que provocam um tremendo mal estar para as igrejas locais e seus respectivos pastores.

4. Pare de sofrer de engano – Correntes, campanhas, acessórios tipo “ponto de contato” em forma de objetos supostamente copiados da Bíblia são como “drogas” para a alma. Tendo uma vez acreditado que só será curado ou abençoado através de uma toalhinha suada, uma rosinha ou qualquer outra “inha” que os vendilhões apresentam como sendo úteis para alcançar a benção, ficará tremendamente difícil se libertar depois.

- pr Aécio -

AGENDA IBERO - 23/05/2010

SEMPRE ESPECIAL!
Assim é a agenda na Igreja Cristã Ibero-Americana. Aqui você encontra um variedade de atividades que fogem do "marketing de fachada" e do ativismo tão comuns em nossos dias!

sexta-feira, 21 de maio de 2010

OS DIAS DOS "CAFETÕES DA PROSPERIDADE" ESTÃO CONTADOS

Pesquei este vídeo do Youtube no Blog de meu amigo Valdemir (mandou bem brother!). Aos poucos os 7.000 profetas que não dobraram os joelhos à Baal vão surgindo... Uhuuuu! Yes! Yes! Yes! Quero ver se aparece alguns dos tais "cafetões da prosperidade" pra refutar isto aqui... VÃO TER QUE ENGOLIR esta e muitas outras, porque a hora da virada está chegando! Se aproxima a hora em que o povo de Deus vai bradar contra as falcatruas pregadas nas tribunas da falsidade; em que aqueles que são sinceros irão sair das pequenas "babilônias" supostamente evangélicas, espalhadas por todo o mundo.

Aumenta o som:

É HOJE... E EU VOU!


Quem mora na Grande São Paulo ainda consegue se programar para assistir a brilhante palestra do Dr Paulo Romeiro sobre Chico Xavier.
Para maiores informações entre no site da Igreja Cristã da Trindade ou clique no cartaz para ampliar e ver mais detalhes.
Considero um evento imperdível, principalmente para aqueles que ainda não se deram a oportunidade de ver "o outro lado da moeda", algo que possa oferecer uma maneira diferente de entender -  sob um olhar bíblico -  a vida e a obra deste homem que ainda influencia milhões de pessoas. No passado li alguns livros "psicografados" de Chico Xavier e os considerei sobremodo confusos, nebulosos e cheios de reticências.
Com a grande comoção provocada pelo filme e outras iniciativas da mídia ainda resta uma pergunta: Merece confiança o que Chico Xavier dizia, escrevia e "sentia"? - pr Aécio

quinta-feira, 20 de maio de 2010

¿POR QUÉ NO TE CALLAS?

Todo mundo lembra do carão que o rei da Espanha (Juan Carlos) deu no falastrão medieval (Hugo Chávez), presidente da Venezuela. Virou piada em tempo real e vexame mundial em manchetes de jornais; engrossou a má fama do fulano bolivariano; fomentou comentários já não muito simpáticos sobre sua pessoa nas mídias e até se transformou em toque para celular – tudo isto porque aquele sujeito não conteve sua bocarra.
No livro de Provérbio, na Bíblia, encontramos uma coletânea de versículos que chamam a atenção dos linguarudos, bocudos e falastrões sem noção. Gosto destes: “O que guarda a sua boca e a sua língua guarda a sua alma das angústias” (21.23).

Em Eclesiastes 3 diz que há tempo de falar e de ficar “de bico fechado” (v. 7).
Jesus disse que seremos julgados pelas palavras frívolas, fúteis que saírem de nossas boca: “Mas eu vos digo que de toda a palavra ociosa que os homens disserem hão de dar conta no dia do juízo.” (12.36).
Pelo código penal brasileiro aqueles que falam demais, atacando outras pessoas comprometendo sua moral ou levantando falso testemunho, cometem crimes contra a honra e correm o risco de serem levadas aos tribunais por calúnia, difamação ou injúria.
Enfim, quem fala demais tem que assumir o risco de sofrer as conseqüências, resultantes de palavras muitas vezes grosseiras, inadequadas, de duplo sentido, oportunistas ou simplesmente desnecessárias.

Nós temos o hábito de denunciar e julgar os pecados mais gritantes, escandalosos e classificá-los como horrendos, nojentos, etc. Mas, será que o fofoqueiro é menos pecador que o adúltero? O caluniador é menos culpado que o ladrão? A gula é mais pecado do que a acusação infundada?
Muita gente pode até se defender dizendo que não fuma, não bebe, não mata e não trai, mas será que estes mesmos poderiam dizer não murmuro, não blasfemo, não amaldiçôo e não falo mal de ninguém?!

Tiago diz que das nossas bocas podem proceder bênçãos e maldições (3.10), então, daqui pra frente prestemos mais atenção no que falamos. Lembremo-nos da “bronca” do rei da Espanha sempre que der aquela coceirinha na língua: ¿Por qué no te callas? - pr Aécio

quarta-feira, 19 de maio de 2010

NEM SÓ DE PÃO... MAS DE CIRCO TAMBÉM

A Bíblia diz “que o homem não viverá só de pão, mas de tudo o que sai da boca do Senhor” (Dt 8.3). Jesus repetiu isso ao diabo ao ser tentado em Mateus 4.4 e, em muitas passagens, tanto no Antigo, como no Novo testamento, podemos verificar que a Palavra de Deus é suficiente para a garantia da vida vitoriosa em todos os aspectos, sem a necessidade de qualquer outro componente.
O Salmo 119, por exemplo – não por acaso o maior capítulo da Bíblia – faz uma celebração e a devida apologia no sentido de mostrar a grandeza e a suficiência da Palavra de Deus.
Reiteradas vezes Jesus publica a necessidade de crer, examinar e praticar as Escrituras.
Paulo, o apóstolo aos gentios não deixaria por menos. Em I Timóteo 3.16 ele também procura mostrar o que muitos pregadores (talvez movidos pelo diabo) tentam esconder em nossos dias: “Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça”.

Diz a história que foi no antigo Império Romano que, para driblar problemas de ordem social, o imperador mantinha as pessoas distraídas em espetáculos para depois lhes oferecer alimentos – nasce daí a famosa frase “política de pão e circo”.
Inevitavelmente tenho que comentar que muitas igrejas atuais querem viver assim, à base de “pão e circo”. Como se não bastasse esse “pão” não ser o genuíno Pão, que é a Palavra de Deus, oferecem inúmeras atrações que transformam essa geração de cristãos em pessoas ávidas por performances, espetáculos e shows que podem até transformar homens e mulheres em celebridades, mas não são suficientes para engrandecer o Reino.

Crentes e não crentes em todo o mundo estão sendo ludibriados por essa miserável estratégia de atrair multidões com pregações milimetricamente calculadas, elaboradas para persuadir multidões com técnicas de marketing, retóricas positivistas e promessas fundamentadas nas expectativas óbvias de todo ser humano de ter dinheiro, ser feliz e desfrutar de vida regalada.
Igrejas em todo mundo travestem-se de casas de espetáculos para atrair público. Grandes cultos do passado viram grandes shows para multidões, montados para exibir instrumentos e tecnologias de última geração, que deixam os antigos cabarés e casas de espetáculos no chinelo (desculpem a comparação, mas vou mantê-la). Tal fascínio me preocupa, pois milhares e milhares de pessoas que se deixam seduzir por esta onda crescente de exibicionismo e demonstração de grandeza, continuarão engodados, achando que podem alcançar o favor de Deus nos eventos e igrejas que vivem de pão e circo – o que é uma grande estupidez! - pr Aécio