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terça-feira, 28 de junho de 2016

DAR DINHEIRO NA IGREJA



Dar dinheiro na igreja tem sido uma prática cada vez mais questionada. Certamente em virtude dos abusos de lideranças religiosas de caráter duvidoso, e a suspeita de que os recursos destinados à causa acabam no bolso dos apóstolos, bispos e pastores, não são poucas as pessoas que se sentem desestimuladas à contribuição financeira. Outras tantas se sentem enganadas, e algumas o foram de fato. Há ainda os que preferem fazer o bem sem a intermediação institucional. Mas o fato é que as igrejas e suas respectivas ações de solidariedade vivem das ofertas financeiras de seus frequentadores e fiéis. Entre as instituições que mais recebem doações, as igrejas ocupam de longe o primeiro lugar na lista de valores arrecadados. Por que, então, as pessoas contribuem financeiramente nas igrejas?
Não são poucas as pessoas que tratam suas contribuições financeiras como investimento. Contribuem na perspectiva da negociação: dou 10% da minha renda e sou abençoado com 100% de retorno. Tentar fazer negócios com Deus é um contra-senso, pois quem negocia sua doação está preocupado com o benefício próprio, doa por motivação egoísta, imaginando levar vantagem na transação. É fato que quem muito semeia, muito colhe. Mas essa não é a melhor motivação para a contribuição financeira na igreja. 

Há quem contribua por obrigação. É verdade que a Bíblia ensina que a contribuição financeira é um dever de todo cristão. A prática do dízimo, instituída no Antigo Testamento na relação de Deus com seu povo Israel foi referida por Jesus aos seus discípulos, que deveriam não apenas dar o dízimo, mas ir além, doando medida maior, excedendo em justiça. A medida maior era na verdade muito maior. Os religiosos doam 10%, os cristãos abrem mão de tudo, pois crêem que não apenas o dízimo pertence a Deus, mas todos os recursos e riquezas que têm em mãos pertencem a deus e estão apenas sob seus cuidados. 

Alguns mais nobres doam por gratidão. Pensam, “estou recebendo tanto de Deus, que devo retribuir contribuindo de alguma maneira”. Nesse caso, correm o risco de doar apenas enquanto têm, ou apenas enquanto estão sendo abençoados. A gratidão é uma motivação legítima, mas ainda não é a melhor motivação para a contribuição financeira. 

Existem também os que contribuem em razão de seu compromisso com a causa, com a visão, acreditam em uma instituição e querem por seu dinheiro em algo significativo. Muito bom. Devem continuar fazendo isso. Quem diz que acredita em alguma coisa, mas não mete a mão no bolso, no fundo, não acredita. Mas essa motivação está ainda aquém do espírito cristão. Aliás, não são apenas os cristãos que patrocinam o que acreditam. 

Muitos são os que doam por compaixão. Não conseguem não se identificar com o sofrimento alheio, não conseguem viver de modo indiferente ao sofrimento alheio, sentem as dores do próximo como se fossem dores próprias. Seu coração se comove e suas mãos se apressam em serviço. A compaixão mobiliza, exige ação prática. Isso é cristão. Mas ainda não é suficiente. 

Poucos contribuem por generosidade. Fazem o bem sem ver a quem. Doam porque não vivem para acumular ou entesourar para si mesmos. Não precisam ter muito. Não precisam ver alguém sofrendo, não perguntam se a causa é digna, não querem saber se o destinatário da doação é merecedor de ajuda. Eles doam porque doar faz parte do seu caráter. Simplesmente são generosos. Gente rara, mas existe. O relacionamento com Jesus gera esse tipo de gente. 

Finalmente, há os que contribuem por piedade. Piedade, não no sentido de pena ou dó. Piedade como devoção, gesto de adoração, ato que visa apenas e tão somente manifestar a graça de Deus no mundo. Financiam causas, mantém instituições, ajudam pessoas, tratam suas posses como dádivas de Deus, e por isso são gratos, e são generosos. Mas o dinheiro que doam aos outros, na verdade entregam nas mãos de Deus. Para essas pessoas, contribuir é adorar. 

Por: Ed René Kivitz / pastor da Igreja Batista da Água Branca

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

COISAS DE IGREJA EVANGÉLICA


Todo ano (o ano todo) milhares de crentes trocam e "destrocam" de igreja. É um vai e vem, um frenesi até certo ponto normal e, guardadas as devidas proporções, necessário. Confesso que foi difícil, mas com o tempo aprendi a lidar com isso. Nessas ondas, tem muita gente honesta, pessoas bacanas, legais e super confiáveis - conheço e convivo com um bocado. Seria injusto não dizer que são crentes sinceros, cristãos de verdade com motivos razoáveis de sobra pra mudar de igreja, comunidade, etc., mesmo. Há casos mais que justos como mudança de bairro e tal; algum desconforto com a visão do ministério ou denominação anterior; algum desacordo com pessoas ou grupos, etc. Agora, minha gente, cá entre nós: difícil mesmo é separar o joio do trigo - às vezes tarefa i-m-p-o-s-s-í-v-e-l!

No bolo desses movimentos de vai e vem tem cada enrosco. Cada "causo" mal contado, cada história pra boi dormir, cada rolo que "só Jesus na causa" (kkkk)... Tem gente querendo se esconder de situações que envolvem pecados; tem insubmissos fugindo de uma bela disciplina ou correção; tem outros que vivem peregrinando em busca de obter alguma vantagem aqui ou ali; tem alguns que simplesmente querem sugar um pouquinho da ingenuidade e da boa vontade dos pastores ou líderes pra depois seguirem seus intermináveis caminhos de desventuras e por aí vai ... Meu Deus! Quanto igrejeiro sem noção, hein?!

"Porque há muitos desordenados, faladores, vãos e enganadores ..." - Tito 1.10

-pr Aécio -

sexta-feira, 24 de abril de 2015

ALEGRES EM JESUS... SÓ QUE NÃO!


Onde temos buscado prazer? O que nos causa satisfação e alegria? 

 Cadê a alegria de estar na casa de Deus? Onde foi parar a satisfação de estar com os irmãos em Cristo?

Pare um pouco pra pensar: O que realmente nos alegra? Passeios nos shoppings? Restaurantes? Cinema? Viagens? Festas? Games? São essas coisas que estão preenchendo o seu coração?

Sabe, a impressão que tenho é que considerável parcela dos crentes em todo o mundo já não sente mais prazer em estar nos cultos, não quer mais saber de templos e muito menos de agenda de igreja. Parece até que muitos detestam reuniões de oração, acham enfadonho e tal. Muitos vão pra as igrejas “arrastando os pés”, talvez pensando em quem vai pregar, em quantos louvores vão cantar, se o culto vai demorar, se alguém vai dizer algo do tipo “nossa, você sumiu!”, etc. Muitos relutam, pensam uma, duas, dez vezes antes de tomar a decisão de ir ao culto; ficam em dúvida se não tem algo “mais importante” a fazer ou a curtir, pois para esses igreja se tornou um fardo (pra não dizer outra coisa).
Há quem nem disfarce. Fazem caras e bocas, se contorcem, mostram enfado na hora do louvor, mal cumprimentam os irmãos. Na hora da Palavra nem se fala... Parece que é um tormento!

Sei lá, acho que aquele prazer que nossos antepassados tinham em cultuar, orar, buscar ao Senhor, fazer vigílias, enfim, deram lugar às muitas horas gastas (inutilmente) diante das telas brilhantes dos aparelhos eletrônicos. Há muito que a alegria de desfrutar da comunhão entre irmãs de fé perde feio para as novelas, para os jogos de futebol, para incontáveis horas no Xbox e, ultimamente, até para campeonatos de UFC nos canais pagos... Vai entender!

Será que nós, pastores, teremos que nos vestir de palhaços (com todo respeito à arte e à profissão) para atrair as pessoas às igrejas? Será que teremos que aprender técnicas para fazê-las dar boas gargalhadas? Será que teremos que imitar como fazem as seitas Universal, Mundial e semelhantes que inventam mil e uma iscas em forma de campanhas, correntes e “milagres”? Será que teremos que começar a chamar demônios para darem entrevistas em nossos cultos, com o intuito de exibir um suposto poder ou domínio sobre as “forças do mal”? Será que vamos ter de apelar para luzes de neon, canhões de fumaça ou contratar artistas para dar show gospel?

Parem e reflitam meus irmãos: Onde estão nosso prazer e nossa alegria?

Um abraço.

- pr Aécio -

terça-feira, 14 de abril de 2015

IGREJA MODERNA: CADA VEZ MAIS DIFÍCIL DE SABER QUEM É QUEM

DO FACEBOOK DA IBERO
 
Verdade seja dita, o universo evangélico brasileiro vive uma “mistureba” tão ridícula que às vezes a gente não sabe quem é quem. É difícil abordar esse e outros temas relacionados sem ser taxado de dinossauro, devido o liberalismo e o pós modernismo que tomam conta de uma massa crescente formada de crentes tão moderninhos quanto ocos, vazios espiritualmente falando.

A coisa está feia! O tanto de gente que não representa em nada o Evangelho do Senhor Jesus Cristo, a julgar pelo testemunho “nada a ver” é algo assustador. É aí que a gente precisa se preocupar! Isso não tem nada a ver com ser bitolado, velho ou arcaico. Tem a ver com conversão e vida transformada!

Recentemente excluí da minha página do Facebook dezenas de perfis de tão escandalizado pelas coisas ruins, mundanas e até diabólicas misturadas com versículos bíblicos, imagens e vídeos com temas evangélicos e selfies em igrejas e eventos gospel! Deus me livre!

Gente, acho que tolerar (e ficar quieto pra mim também é uma forma de tolerância) esse tipo de coisa faz a gente tropeçar em passagens como estas abaixo:

“Não vos façais, pois, idólatras, como alguns deles, conforme está escrito: O povo assentou-se a comer e a beber, e levantou-se para folgar.
E não nos forniquemos, como alguns deles fizeram; e caíram num dia vinte e três mil.
E não tentemos a Cristo, como alguns deles também tentaram, e pereceram pelas serpentes.
E não murmureis, como também alguns deles murmuraram, e pereceram pelo destruidor.
Ora, tudo isto lhes sobreveio como figuras, e estão escritas para aviso nosso, para quem já são chegados os fins dos séculos.”
- 1 Coríntios 10.7-11

“Adúlteros e adúlteras, não sabeis vós que a amizade do mundo é inimizade contra Deus? Portanto, qualquer que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus.” - Tiago 4.4

“Mas, ficarão de fora os cães e os feiticeiros, e os que se prostituem, e os homicidas, e os idólatras, e qualquer que ama e comete a mentira.” - Apocalipse 22.15

Nem vou escrever mais nada. Deixo a Bíblia falar por si.

Um abraço.

pr Aécio

terça-feira, 7 de abril de 2015

VAI MUDAR DE IGREJA?






O ideal seria que todo crente permanecesse em sua igreja o máximo de tempo possível, de preferência para sempre, mas...

Há um fenômeno cada vez mais comum em nossas igrejas que vou chamar de “migração”. É um movimento cíclico dinâmico no qual os crentes mudam de igreja (ou de congregação, ou de denominação, etc.) com uma frequência cada vez maior – observações à parte, nada contra o fenômeno em si, visto que considerável parcela entre aqueles que migram de uma igreja para outra apresentam motivos mais que justificados e, em boa parte dos casos, é algo que se faz necessário.

Quase todos os anos entram e saem pessoas da igreja na qual sirvo – demorei a entender esse negócio, mas, enfim, consegui assimilar (aleluia!). Isso é tão interessante que arrisco em dizer que a maioria das igrejas evangélicas brasileiras é formada de pessoas originárias das mais diversas denominações, exemplo: Numa igreja batista tradicional é possível encontrar ex-assembleianos, ex-presbiterianos, ex-metodistas, ex-neopentecostais, etc., e assim sucessivamente.

Mas, mudar de igreja não é como mudar de roupa. Não pode ser por capricho ou por mera vaidade.

Lembro-me quando há mais ou menos dez anos uma mulher, mãe de uma adolescente me procurou e disse que iria sair da igreja e que já tinha outra em vista. Apenas por uma questão de praxe indaguei sobre o motivo da repentina mudança, e a resposta foi impressionante: “É que minha filha quer congregar numa igreja que tenha ministério de danças, e aqui não tem!”. Essa é apenas uma história dentre as dezenas que acumulo na memória. Eu mesmo fui membro de outra denominação por cinco anos (de 1987 a 1992), logo, não pense que estou querendo julgar, muito menos condenar fulano ou beltrano.

A propósito, como o assunto rende, quero terminar com alguns conselhos fáceis para aqueles que consideram migrar para outro lugar ou que um dia precisarão mudar de igreja:

- Certifique-se isso é realmente necessário, e se é a melhor (única) opção;
- Ore até estar certo de que sua vontade está rendida à vontade do Pai;
- Deixe seu pastor/líder participar de todo o processo;
- Não saia sem rumo ou sem destino certo;
- Tenha motivos, não desculpas;
- Não provoque ou cause motivos;
- Evite a lei do menor esforço;
- Não fuja de problemas, resolva-os;
- Deixe a porta aberta, para o caso de precisar voltar;
- Mantenha as amizades e conserve as boas experiências;
- Não difame pessoas, nem o lugar de onde saiu;
- Para onde quer que vá, seja uma bênção.

Por enquanto é só.

Um abraço.

- pr Aécio -

quinta-feira, 12 de março de 2015

O REMÉDIO DE DEUS PARA A FALTA DE COMUNHÃO NA IGREJA







Referência: FILIPENSES 2.1-11

Disse certo filósofo: “Eu amo a humanidade. O que eu não consigo suportar são as pessoas.”

As pessoas podem roubar-nos a alegria. Na igreja de Filipos havia uma dupla ameaça à unidade da igreja:
1) Falsos mestres que vinham de fora – 3.1-3 e
2) Desentendimento entre os membros – 4.1-3.
Paulo não chega a dizer qual a razão do desentendimento existente entre EVÓDIA = fragrância e SÍNTIQUE = ditosa, feliz.

Paulo escreve este capítulo para corrigir este problema do desentendimento, das brigas na igreja. Como os crentes de Filipos estão em Cristo, Paulo os exorta a trabalhar pela UNIDADE E AMOR e não pela DIVISÃO E COMPETIÇÃO.
Não pode haver alegria na vida do cristão se há egoísmo e orgulho no seu coração. Se ele se põe a si mesmo acima dos outros. O segredo de ter alegria, a despeito das circunstâncias é uma MENTE INTEGRAL. O Segredo de ter alegria, a despeito das pessoas, é uma MENTE SUBMISSA. O verso chave é 2.3.
 
No capítulo 1 vemos CRISTO TENDO O PRIMEIRO LUGAR
No capítulo 2 vêm OS OUTROS A SEGUIR.

A pessoa humilde não é aquela que tem um baixo conceito de si mesma; simplesmente, ela não pensa em si! Humildade é aquela virtude que, quando notamos que a possuímos, já a perdemos.
Os olhos do crente estão desviados dele próprio e focados sobre as necessidades dos outros.
Porém, a MENTE SUBMISSA não significa que o crente é um capacho religioso para qualquer pessoa pisar. Somos servos uns dos outros por amor de Jesus.
Jesus neste texto ilustra as 4 características da pessoa que tem uma mente submissa:
I. ELE PENSA NOS OUTROS, NÃO EM SI MESMO – 2.5-6
Conforme o v. 5, a nossa atitude deve ser igual à de Cristo Jesus. Se agirmos com egoísmo, vamos provocar traumas, feridas, machucaduras, divisões, destruição – Tg 4.1-10.
Jesus mesmo sendo Deus bendito, adorado pelos querubins, exaltado em glória inacessível, no pleno gozo da comunhão com o Pai e com o Espírito Santo, não pensou em si mesmo.
Como Deus, Jesus não precisava de nada. Possuía toda glória e louvor do céu. Com o Pai e o Espírito Santo, Ele reinava sobre o universo. Mas o v. 6 diz que Ele não considerou sua igualdade com Deus como “algo que deveria reter egoisticamente.” Jesus não pensou em si mesmo. Pensou nos outros. Jesus não manteve seus privilégios para si próprio. 

Vale a pena contrastar a atitude de Cristo com a de LÚCIFER (Is 14.12-15) e com a de ADÃO (Gn 3.1-7). Lúcifer era o mais elevado dos seres angélicos, junto ao trono de Deus (Ez 28.11-19), mas desejou sentar-se sobre o trono de Deus.

Lúcifer declarou: “Eu farei.” Mas Jesus disse: “Seja feita a Tua vontade.”
Lúcifer não se contentava em ser criatura, queria ser o criador! Jesus era o criador e, voluntariamente, se fez homem. A humildade de Cristo constitui uma repreensão ao orgulho de Satanás.
Adão foi criado como rei da criação. “Domine…”, mas quis ser igual a Deus, e precipitou toda a raça no pecado. Adão pensou só em si mesmo; Jesus Cristo pensou nos outros.
 
No Novo Testamento encontramos mais de 20 instruções de Deus sobre a maneira de como devemos viver uns com os outros: Preferí-vos em honra uns aos outros; edificai-vos uns aos outros; levai as cargas uns dos outros; perdoai uns aos outros… OUTROS é a palavra chave no vocabulário cristão que exercita uma mente submissa.

II. ELE SERVE – 2.7

Pensar nos OUTROS apenas de modo abstrato não basta; temos de descer aos fundamentos do verdadeiro serviço.
 
Ex.: JEAN-JACQUES ROUSEAU = ensinou que o homem é bom por natureza, mas abandonou seus filhos, deixando-os na miséria.
 
KARL MARX = pregou uma sociedade justa, mas deixou sua família passando amargas necessidades.
Um famoso filósofo escreveu palavras muito bonitas a respeito da educação dos filhos, mas abandonou os seus. Para ele era fácil amar as crianças em termos abstratos, mas quando se entra no campo da prática o assunto mudava de figura.
 
Jesus pensou nos outros e tornou-se SERVO.
1) Ele aniquilou-se a si mesmo, pondo de lado seus atributos.
2) Ele tornou-se permanentemente humano, num corpo físico sem pecado.
3) Ele serviu-se desse corpo para ser servo.
4) Ele levou esse corpo à cruz e morreu voluntariamente.
Do céu à terra; da glória à vergonha; de senhor a servo e da vida à morte e morte de cruz.
Ele voluntariamente se humilhou a fim de nos poder erguer. Ele se fez servo. Agiu como servo. Noite e dia serviu = pregando, ensinando, curando, perdoando, restaurando. Serviu aos aflitos, aos doentes, aos chagados, aos tristes, aos enlutados. Veja Mt 20.28 – Ele veio para servir. Jo 13 Ele usa o avental de escravo. A maneira de acabarmos com a falta de comunhão na igreja é nos humilhando e servindo uns aos outros.

III. ELE SE SACRIFICA – 2.8
Muitas pessoas estão prontas a servir os outros se isto não lhes custar nada. Mas se há um preço a pagar perdem logo o interesse. Jesus por amor foi à cruz – v. 8. A sua morte não foi a de um MÁRTIR nem a de um INDEFESO, mas a de um SALVADOR. Ele voluntariamente deu a sua vida.
O Dr. Jowett disse: “O ministério que não custa nada, não realiza nada.”
Numa certa feira estava alguns artigos religiosos à venda: Cruzes baratas = é isso que muitos cristãos procuram hoje – cruzes baratas, cruzes sem sacrifício, sem dor, sem renúncia, sem morte.
 
A cruz de Jesus não foi barata.
 
A pessoa que tem uma mente submissa não evita o sacrifício: VIVE PARA A GLÓRIA DE DEUS E PARA O BEM DOS OUTROS.
Ex.: David Brainerd = influenciou Jonathan Edwards, John Wesley, William Carey. Morreu aos 29 anos.
O apóstolo Paulo = Tudo sofro por causa do Evangelho. Sofro as dores de parto até Cristo ser formado em vós.

IV. ELE GLORIFICA A DEUS – 2.9-11
Este é o objetivo de tudo o que fazemos = a glória de Deus (I Co 10.31 e Cl 3.17). O que não é feito para a glória de Deus é VANGLÓRIA (2.3). Tudo o que é feito para se mostrar ou para competir é vão e vazio.
A exaltação de Jesus começou com a ressurreição. Os homens tinham feito o pior ao Salvador – matado e sepultado, mas Deus o exaltou e o honrou. Os homens aplicaram-lhe nomes ridículos e insultuosos, mas O 

PAI LHE DEU UM NOME GLORIOSO.
Quando se humilhou se fez servo, mas quando o exaltou lhe deu o nome de SENHOR.(At 2.32-36).
A sua exaltação inclui: AUTORIDADE sobre todas as criaturas no céu, na terra e no inferno. Todos se prostram diante dele.
 
A pessoa humilde deve esperar sacrifício e serviço enquanto vai vivendo para os outros, mas no final isso conduzirá à glória. (I Pe 5.16). Ex.: JOSÉ SOFREU E SERVIU 20 ANOS, mas depois Deus o exaltou e o tornou o segundo homem do Egito. DAVI foi ungido rei quando ainda era rapaz. Experimentou anos de dificuldades e sofrimento, mas a seu tempo Deus o exaltou como rei de Israel.

CONCLUSÃO
A vida de Jesus, o exemplo de Jesus, a morte de Jesus, a exaltação de Jesus devem ser para nós o remédio para curar os males da falta de comunhão na igreja.
Toda ambição egoísta, toda busca do prestígio pessoal, todo egocentrismo esboroa-se diante de Jesus.
A falta de unidade, de humildade e de altruísmo existem quando nossos olhos não estão fixados em Cristo.

Rev. Hernandes Dias Lopes.

sexta-feira, 6 de março de 2015

IGREJA: SAUDADE DE UM TEMPO QUE NÃO VOLTA MAIS

 DO FACEBOOK DA IBERO



Já são quase trinta anos servindo ao Senhor.
Como crente, nesse tempo tenho procurado viver de forma intensa a vida cristã. Mesmo com todas as minhas falhas e percalços, sempre fiz o possível para me comprometer e me envolver nas várias ações referentes à minha comunidade de irmãos, minha igreja local. Essa foi a forma que entendi ser ideal para crescer espiritualmente e para manter minha fé saudável.

Mas, confesso que não estou nada satisfeito com a “metamorfose” sofrida e sentida em nossas igrejas nas últimas duas décadas. Confesso ainda que às vezes fico meio confuso. Outras vezes fico inteiramente confuso – será que só acontece comigo? Acho que não.

De vez em quando bate uma saudade da igreja de como a encontrei. Parece bobagem, mas uma melancolia enche minha mente quando penso na simplicidade dos crentes daquele tempo. Que saudade louca quando lembro dos cultos sem muitos requintes; das pessoas comungando humildemente; dos ministros bem menos ostentosos e de uma espiritualidade bem mais verdadeira e latente.

Compreendo que hoje até podemos encontrar essas coisas aqui ou ali, nem que seja nos lugares mais remotos, entretanto, honestamente, não como antes. Pelo menos pra mim não.

Hoje pela manhã um amigo me lembrou que as coisas tendem a piora nas igrejas. Não acho que ele seja pessimista. Concordo com ele. Que pena...

- pr Aécio -

P.S..: NÃO DEIXE DE CURTIR O VÍDEO.

domingo, 22 de fevereiro de 2015

DAVID MIRANDA ESTÁ MORTO

 FONTE: Bem Paraná
  


O missionário David Martins Miranda, fundador da Igreja Pentecostal Deus é Amor, morreu aos 78 anos no final da noite de sábado (21). Ele sofreu um infarto. A informação foi divulgada oficialmente na rede de rádios mantida pela igreja. 

A Deus é Amor foi fundada em junho de 1962 e hoje possui mais de onze mil templos espalhados pelo Brasil e outros 136 países. 

Em 2004, a igreja chamou a atenção por causa da inauguração do gigantesco Templo da Glória de Deus, na avenida do Estado, em São Paulo, com capacidade para 60 mil pessoas. 

Uma das filhas do missionário, Débora Miranda, diretora da igreja, lamentou a morte do pai numa postagem no Facebook. 

"Um homem guerreiro, lutador, foi recolhido ao paraíso de Deus. Descansa no Senhor. Meu paizinho, te amarei para sempre", escreveu. Centenas de frequentadores da igreja também usaram as redes sociais durante a madrugada para lamentar a morte de David. 

O fundador da Deus é Amor será velado a partir das 8h no templo localizado na avenida do Estado. 

(CRISTINA CAMARGO COLABORAÇÃO PARA FOLHA SÃO PAULO, SP)

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

O SONHO DE STOTT

Escrito e lido por John Stott* no aniversário de 150 anos da All Souls Church, a igreja de Stott na Inglaterra.

FONTE: Ultimato



Sonho com uma Igreja Viva

Sonho com uma igreja que seja uma igreja bíblica – que seja leal em cada detalhe à revelação de Deus na Escritura, cujos pastores expõem a Escritura com integridade e relevância, e assim procuram apresentar cada membro maduro em Cristo, cujo povo ama a palavra de Deus, e a adornam com uma vida obediente e semelhante a Cristo, que seja preservada de todas as ênfases não bíblicas, cuja vida inteira manifeste a saúde e beleza do equilíbrio bíblico.

Sonho com uma igreja bíblica.
                                  
Sonho com uma igreja que seja uma igreja adoradora – cujo povo se reúna para se encontrar com Deus e adorá-lo, que sabe que Deus sempre está no meio deles e que se curva diante dele em grande humildade, que frequente regularmente a mesa do Senhor Jesus, para celebrar seu poderoso ato de redenção na cruz, que enriqueça o culto com suas habilidades musicais, que creia na oração e se apegue a Deus em oração, cuja adoração seja expressa não só nos cultos de domingo e nas reuniões de oração, mas também em suas casas, no trabalho durante a semana e nas coisas comuns da vida.

Sonho com uma igreja adoradora.

Sonho com uma igreja que seja uma igreja acolhedora – cuja congregação seja formada de muitas raças, nações, idades e origens sociais, e manifeste a unidade e diversidade da família de Deus, cuja comunhão seja calorosa e receptiva, jamais manchada por ira, egoísmo, ciúmes ou orgulho, cujos membros amem com fervor uns aos outros com coração puro, suportando uns aos outros, perdoando uns aos outros e levando as cargas uns dos outros, que ofereça amizade aos solitários, apoio aos fracos e aceitação aos que são desprezados e rejeitados pela sociedade, cujo amor derrame sobre o mundo exterior o amor atraente, contagioso e irresistível do próprio Deus.

Sonho com uma igreja acolhedora.

Sonho com uma igreja que seja uma igreja que sirva – que veja Cristo como o Servo e ouça seu chamado para ser também serva, que seja liberta do interesse próprio, virada do avesso e se dê de modo altruísta ao serviço dos outros, cujos membros obedeçam ao mandamento de Cristo de viver no mundo, permear a sociedade secular, ser o sal da terra e a luz do mundo, cujo povo compartilhe as boas novas de Jesus simplesmente, naturalmente e entusiasticamente com seus amigos, que sirva com diligência à própria paróquia, bem como aos residentes e trabalhadores, famílias e solteiros, nacionais e imigrantes, idosos e criancinhas, que esteja alerta às necessidades em mudança da sociedade, sensível e flexível o bastante para continuar adaptando seu programa para ser mais útil no serviço, que possua uma visão global e esteja constantemente desafiando seus jovens a entregar a vida ao serviço e constantemente enviando seu povo para servir.

Sonho com uma igreja que sirva.

Sonho com uma igreja que seja uma igreja que espera – cujos membros nunca consigam sossegar na afluência material ou conforto, porque lembram que são estrangeiros e peregrinos sobre a terra, que seja ainda mais fiel e ativa porque está esperando e ansiando a volta do seu Senhor, que mantenha acesa a chama da esperança cristã num mundo escuro e desesperador, que no dia de Cristo não vai se esconder dele envergonhada, mas levantar-se exultante para recebê-lo.

Sonho com uma igreja que espera.