Translate

Mostrando postagens com marcador reflexão. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador reflexão. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

FAMÍLIA, AMIGOS E COMUNIDADE


O sociólogo, filósofo e escritor polonês Zygmunt Bauman, morto aos 91 anos em janeiro de 2017, chamou o presente tempo de “modernidade líquida”, tempo no qual nada é feito para durar, nem as relações. Em seu pensamento, registrado em cerca de cinco dúzias de livros, por exemplo, a segunda metade do século XX registra a diluição dos conceitos de família, amizade e comunidade ao ponto de não serem mais fundamentais para a felicidade das pessoas, visto que as marcas das novas gerações são “o individualismo, a fluidez e a efemeridade das relações”. Infelizmente não há como discordar.
Mas, é realmente possível ser feliz ou se ser realizado sem interagir coletivamente, sem família, sem relacionamentos ou laços de amizade duráveis? Penso que não. Pelo menos, creio que não totalmente. Apesar de todas as variantes positivas e negativas nas relações humanas, creio que não existe nada mais prazeroso do que estar rodeado de gente que se ama, que se admira, que se completa e que faz a gente se sentir vivo! Na opinião de quem criou o homem, portanto, quem mais entende de suas necessidades, “não é bom que o homem esteja só” (Gn 2.18). Então, que independente das novas modalidades ou padrões no comportamento humano possamos optar pela família, pelos amigos e pela comunidade. Sem essas bênçãos a busca pela felicidade pode ser uma corrida atrás do vento.



Pr Aécio – Ibero

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

QUANDO O "POLITICAMENTE CORRETO"...

Conflita com o BIBLICAMENTE CORRETO não tenho nenhuma dúvida:
"Porém, respondendo Pedro e os apóstolos, disseram: Mais importa obedecer a Deus do que aos homens." - Atos 5.29


Há uma crescente perseguição - já não tão silenciosa nem discreta - contra todos que discordam das minorias ruidosas que acham que só eles têm direitos e razão. Muito se fala sobre "discurso de ódio", no entanto, há dois pesos e duas medidas. Exemplo: Quando um crente discorda da falaciosa "ideologia de gênero" nas redes sociais automaticamente ele se torna um "hater" (termo inglês geralmente usado para classificar aquelas pessoas que praticam "bullying virtual" ou "cyber bullying" em redes sociais). Mas quando um ativista gay ou uma feminista enfurecida afirma que "todo crente é tapado, burro"; ou ainda quando algum deles nos ofende com os mais baixos palavrões não tem problema nenhum, é liberdade de expressão ou mera opinião! Algumas escolas e universidades, então, viraram verdadeiras arenas para crianças e jovens cristãos que optam por seguir as instruções bíblicas recebidos dos pais ou dos seus pastores. Professores e alunos defensores ferrenhos do tal "politicamente correto" e discordantes do cristianismo podem achacar e humilhar crianças, adolescentes e jovens crentes. O contrário é perigoso demais!
Atualmente alguns movimentos LGBTs e feministas; vários partidos políticos e determinados segmentos religiosos, dentre outros, são extremamente intolerantes (paradoxalmente) e agressivos especialmente contra os cristãos que defendem valores e princípios conservadores ou tradicionais (família, fé, educação de filhos etc.). Contudo, isso não é nenhuma novidade. Milhões de cristãos no passado foram humilhados, perseguidos ou mortos por defenderem a fé e os valores que julgavam agradar a Deus - outros tantos estão sofrendo as mesmas coisas em vários lugares do mundo atualmente. Diante do exposto, cabe a cada cristão tomar a decisão entre submeter-se, aceitando passivamente a avalanche de distorções e mentiras dos novos pensamentos, filosofias, costumes e ideologias ou fazer como o apóstolo Pedro e tantos outros mártires crentes.
"Se pelo nome de Cristo sois vituperados, bem-aventurados sois, porque sobre vós repousa o Espírito da glória e de Deus; quanto a eles, é ele, sim, blasfemado, mas quanto a vós, é glorificado." - 1 Pedro 4.14
Pr Aécio 
Igreja Ibero

sábado, 21 de janeiro de 2017

SÓ PRA PASTORES




Em especial os iniciantes:

Levem todas as pessoas de seus rebanhos a sério. Lide com seus colegas das suas e das outras denominações/instituições/organizações etc. a sério. Tratem seus ministérios, suas vocações pessoais e suas igrejas a sério. Mas, faça um favor a vocês mesmos: Levem muito, mas muito mais a sério tudo aquilo que realmente entenderem valer a pena. Levem muito mais a sério todos aqueles que os tratarem com seriedade e respeito; que tratarem seus ministérios, projetos igrejas etc. a sério também.

Penso que quanto antes adotarem essa postura, menos frustrações e menos decepções terão.

Há entre nós, cristãos evangélicos, uma deplorável e crescente cultura de desprezo, abandono e disputa que não pode (não deve) mais ser ignorada. Essa é uma cultura inexorável, que os tirarão de cena sem piedade na primeira falha ou deslize. Há entre os rebanhos aqueles que não perderão a primeira oportunidade em trair, criticar e abandonar vocês.
Com o tempo percebi que se tivesse tido mais "malícia" em lidar com o meio; se tivesse gasto menos tempo com amenidades e se tivesse dado menos atenção a determinados eventos, pessoas, organizações ou grupos teria sido muito mais frutífero em relação a tudo o que fiz até hoje. Percebi que poderia ter dedicado meu melhor tão somente a tudo aquilo e a todos aqueles que realmente merecem nosso tempo, nossa energia, nosso conhecimento, enfim, nossa vida!

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

CANSEI DE MUITAS COISAS DITAS "MISSIONÁRIAS"




Cansei de ver selfies em cenários estrangeiros que mais servem para inflar o ego de "aventureiros" do que para mostrar trabalhos missionários efetivos e com resultados mensuráveis, reais. Sim, elas, as fotos podem até ser interessantes e curiosas, porém, o que realmente importam são os FATOS, aquilo que verdadeiramente famílias, casais e solteiros estão realizando nos campos nos quais igrejas e cristãos estão investindo seu DINHEIRO, seu tempo de ORAÇÃO e demais recursos.

Cansei de Congressos caríssimos em hotéis ou lugares chiques, onde crente pobre "vê com os olhos e lambe com a testa"; onde preletores de elite falam de coisas que estão mais para exibicionismo retórico pragmático do que para preocupação real e/ou engajamento com a Causa do Evangelho nos lugares e povos mais necessitados da presença da Igreja.

Cansei de Conferências e eventos similares em igrejas locais cujos apelos não passam de mensagens repetitivas, fotos, peças, jograis, vídeos e Powerpoints apelativos só para cumprir agendas anuais.

Cansei de pastores e igrejas que não têm um centavo para investir em Missões, mas que não se intimidam em exibir gastos estratosféricos em festas "gospel" nababescas, retiros recreativos em locais luxuosos, além de investimentos em construções faraônicas e outras coisas fúteis e não tão necessárias.

Cansei de ver gente me procurando pra dizer que "tem um chamado missionário", mas o primeiro e mais importante chamado fica em segundo plano: o de ser discípulo - ao longo dos anos me deparei com muita gente "apaixonada" por missões na mesma proporção em que era apaixonada pelo mundo, suas ofertas e regalias.

Cansei de gente que percorre terra e mar em projetos missionários de temporada para depois fazerem uso dessas "experiências missionárias" como se fossem "salvadores de todos os povos perdidos" em enfadonhos relatos ou testemunhos.

Cansei de agências que existem para agenciar e promover executivos e tecnocratas, cujos projetos mirabolantes fazem das necessidades missionárias, bem como de aspirantes aos campos missionários meios, formas de angariarem fundos com o intuito de promoverem suas instituições a partir de igrejas e amantes de Missões.

Cansei de "emocionários" oportunistas que se autodenominam missionários - também conhecidos como “fogo de palha” –, que dizem “Deus mostrou ... Deus falou... Deus revelou”, mas que na primeira dificuldade transformam seus suposto sonhos, visões ou revelações missionários em pesadelos para pastores e igrejas inteiras. Será que ouviram a voz de Deus ou barulho de trem?

Cansei!... Apesar de tudo isso só cansei, não desisti e não desistirei daquilo que entendo como a SUPREMA TAREFA DA IGREJA e SUPREMA RESPONSABILIDADE DE TODO CRISTÃO!

Por fim minha gente, caso a presente mensagem alcance mais algum cansado como eu, apelo do fundo do meu coração: NÃO DESISTA!

Meu cansaço não me cegou, não me anulou e não me emburreceu. Ainda há muito gente boa por aí com inegável chamado e vocação missionários; ainda há muitos crentes sinceros que amam Missões; ainda há muitos teólogos engajados de fato; ainda há muitas igrejas e muitos pastores que fazem missões, e que seguram a corda como ninguém; ainda há muitas agências dignas de credibilidade; ainda há muitos Congressos e eventos similares críveis que merecem nosso respeito e que são dignos da gente aplaudir de pé!

Ah! Ia me esquecendo do mais importante: Há muitos perdidos mundo afora, muitos povos não alcançados esperando a mim e a você com cansaço e tudo! Então, VAMOS FAZER MISSÕES minha gente!!!

"Não sabes, não ouviste que o eterno Deus, o Senhor, o Criador dos fins da terra, nem se cansa nem se fatiga? É inescrutável o seu entendimento. Dá força ao cansado, e multiplica as forças ao que não tem nenhum vigor." - Isaías 40.28,29


pr Aécio

terça-feira, 12 de abril de 2016

O MINISTÉRIO DE SUSANNA WESLEY - EXEMPLO DE MULHER E MÃE INTERCESSORA

 Se John Wesley é o pai do Metodismo, Susanna é a mãe -  Um exemplo de força, coragem e serenidade. 

“Meus filhos, tão logo eu tiver sido posta em liberdade, cantem um salmo de louvor a Deus”. 

O pedido foi feito por Susanna Wesley, momentos antes de ela morrer, no dia 23 de julho de 1742.
Dizem que, se John Wesley foi o pai do Metodismo, Susannah foi a mãe. Ela é apontada como a maior influência religiosa do filho, condutor de uma grande obra de avivamento na Inglaterra do século 18.
Filha de uma família de puritanos ingleses, ela aceitou ir para a Igreja Anglicana, onde seu marido Samuel Wesley exercia o ministério de pastor, na pequena paróquia de Epworth, na Inglaterra. Ele era conhecido por não entender o limite – ou a diferença – entre disciplina e controle excessivo. Sua rigidez em relação às ovelhas levou alguns de seu rebanho a odiá-lo. O ápice da perseguição culminou em dois incêndios a sua casa. No segundo, a residência dos Wesley foi totalmente destruída.

A tudo isso Susannah, que foi mãe de 19 filhos, suportou para dar uma boa formação a sua prole. Seu jeito e modo de agir com eles, desde a idade mais tenra, estão registrados principalmente no diário pessoal de John Wesley. Mas é possível conhecer-lhe a história também por biografias que foram feitas por escritores ingleses. Uma das mais conhecidas é The Mother of the Wesleys, de John Kirk, lançado em 1864.

Ela entendia o compromisso da maternidade como a responsabilidade de educar e formar homens e mulheres de Deus. Era a responsável pela alfabetização e evangelização dos próprios filhos. Em sua casa, crianças menores de cinco eram proibidas de aprender a ler e escrever. O objetivo era evitar a canseira de um intelecto que ainda estava se desenvolvendo.

Mas, no dia seguinte ao quinto aniversário, a criança tinha sua aula inaugural. Durante seis horas, recebia ensinamentos suficientes para aprender todo o alfabeto. Na segunda aula, já começava a aprender a decifrar as palavras, utilizando como base o primeiro livro da Bíblia, Gênesis. Seu método, ela garantia, levava seus filhos a aprender a ler e escrever em três meses.

Conta o escritor Mateo Lelièvre, autor da biografia John Wesley – sua vida e obra (Editora Vida), que, certa vez, Samuel disse-lhe: “Acho admirável sua paciência, porque você repetiu a mesma coisa nos ouvidos dessa criança nada menos do que vinte vezes”. Ela respondeu: “Teria perdido o meu tempo, se a tivesse repetido somente dezenove, pois foi só na vigésima vez que cumpri o meu objetivo”.

Mas não era só. Susannah preocupava-se em demasia com a felicidade e realização de seus filhos. Cada um deles tinha uma hora marcada para uma conversa em particular com a matriarca da família, onde ela lhes ouvia os problemas e alegrias da semana. O próprio John Wesley já adulto, em uma das cartas que escreveu a Susannah, pediu que, quando estivesse em casa, fosse recebido em uma destas “audiências”. Ela também ensinou às crianças a importância de compartilhar o amor de Deus através da evangelização. Durante uma viagem de seu esposo, ela reunia filhos e criados na cozinha de sua casa, nas tardes de domingo para cultos voltados a este assunto. A programação cresceu tanto que os vizinhos pediram para participar, chegando ao número de 200 participantes por reunião.

Um dos assessores de seu marido, preocupado que os cultos domésticos tivessem uma influência negativa no que diz respeito à transmissão das doutrinas anglicanas escreveu uma carta a Samuel pedindo que impedisse Susannah de continuar os encontros. Mas, tendo o relato de sua esposa dos grandes testemunhos gerados naquela iniciativa, ele afirmou que os cultos continuariam. O que viu neles ajudou John Wesley, quando, impedido de pregar nas igrejas, se viu obrigado a transformar muitas casas em locais de adoração.
Um fato, no entanto, fez com que Susannah investisse mais ainda na vida espiritual de sua prole, especialmente o pequeno John. No dia 9 de fevereiro de 1709, um incêndio destruiu totalmente a casa dos Wesleys. Com medo ter esquecido alguma criança em meio às chamas, Susannah tentou entrar na casa por três vezes, mas foi impedida pelo fogo que se alastrava. Do lado de fora, ao contar os filhos, deu fato de John. A pedido de Samuel, todos se ajoelharam para encomendar a Deus a alma do menino, mas ele surgiu na janela do quarto e acabou sendo resgatado por dois vizinhos.

Desde aquele momento, sua mãe piedosa, segundo ela mesma contava, tomou a resolução “de velar com esmero muito especial pela alma de uma criança a quem Deus protegera com tanta misericórdia”. Esforçava-se para que aquele filho seu tivesse bastante consciência de pertencer, corpo, alma e espírito, ao Deus cuja mão paterna o protegera de modo tão evidente.

Foi ela a única responsável por sua educação até os dez anos de idade, quando ele ingressou na Charterhouse, uma renomada escola que se destacava pelos excelentes resultados acadêmicos. Já no Christ Church College, uma das unidades de Oxford onde formou-se em Mestre em Artes, escreveu a sua mãe, mostrando dúvida quanto ao desejo de seguir a carreira pastoral.

Ela lhe respondeu em uma carta que foi, de acordo com relatos pessoais em seu diário, responsável pela busca obstinada de Wesley por uma experiência com Deus. Dizia em um dos trechos: “Peço-lhe encarecidamente que faça um exame rigoroso de sua consciência a fim de descobrir se possui a fé e o arrependimento que são, conforme você bem sabe, as condições indispensáveis para entrarmos em uma aliança com Deus. Se você se encontrar nesse estado de religião, a satisfação de saber disso recompensará amplamente os seus esforços; caso contrário, você terá motivo de derramar lágrimas muito mais amargas que aquelas que a presença de uma tragédia poderia arrancar de você”.

Alguns anos mais tarde, quando o Movimento Metodista estava se espalhando por todo o país, John Wesley se deparou com um sério problema de liderança. Sem pastores anglicanos que aceitassem o desafio de discipular e acompanhar os novos convertidos, ele não tinha confiança em entregar grandes responsabilidades nas mãos de ministros leigos – sem formação teológica acadêmica. Foi sua mãe quem lhe convidou a reparar no trabalho que estes homens faziam e valorizá-los. Ouvindo o conselho materno, ele chegou a uma conclusão que, mais tarde, escreveu em seu diário: “Isso vem do Senhor! Que Ele faça o que lhe pareça bom (…) Atrevo-me a firmar que esses homens sem letras têm a ajuda de Deus para executar a grande obra de livrar almas da morte. Com efeito, na única coisa que professam saber, não se lhes pode taxar de ignorantes”.

Em sua morte, Susannah, que já era viúva, estava cercada por seus filhos. Atendendo a seu pedido, os filhos cantaram um salmo e ficaram apenas com as belas e inesquecíveis lições de sua mãe.

Autora: Renata Tomaz Fonte: http://www.institutojetro.com

terça-feira, 15 de março de 2016

VAI ENTENDER ...

 DO FACEBOOK DO PR AÉCIO

Desde que cheguei ao “universo” evangélico, onde permaneço há quase trinta anos, observo vários comportamentos intrigantes. Um desses é o da intolerância entre os irmãos, principalmente quando há falhas de uns para com os outros. Exemplo: Lá no “mundão” (usando o evangeliquês escrachado), quando pessoas não convertidas ou não crentes disputam uma partida de futebol de várzea, muitas vezes o que deveria ser jogo não passa de um espetáculo de caneladas, cotoveladas, empurrões, etc., sem falar nos “elogios” que as mães dos adversários ganham sem nem saber da partida entre os canelas-de-pau. Mas, passado o show de bola (ou de horror... rsrsrs), todo mundo vai pro boteco dar risada das patacoadas – até a próxima pancad... Partida! Agora, olha o contraste: Em muitas igrejas ou comunidades cristãs, não raras vezes, basta uma repreensão; basta um irmão menos atento não cumprimentar o outro com “a paz do Senhor”; basta uma divergência numa reunião; basta uma postura estranha no culto; basta discordar desta ou daquela opinião e pronto: Já existem motivos de sobra para não participar das atividades da congregação, dos ministérios ou dos grupos e (para escândalo da torcida de várzea) até mesmo mudar de igreja! Gente, vamos parar de frescura?! Ou, então, vamos aprender um pouco mais de tolerância lá nos campinhos de terra, onde se encontram aquilo que muitas vezes falta entre nós: AMOR E AMIZADE REAIS QUE SUPORTAM ATÉ ALGUNS HEMATOMAS!

Vamos celebrar a unidade e a comunhão, apesar de tudo?! Vamos fazer esse gol!

“Sejam sempre humildes, bem educados e pacientes, suportando uns aos outros com amor. Façam tudo para conservar, por meio da paz que une vocês, a união que o Espírito dá.” - Efésios 4.2, 3 (NTLH)


pr Aécio

segunda-feira, 14 de março de 2016

TORRADAS QUEIMADAS

 FONTE: VIDANET



Quando eu ainda era um menino, ocasionalmente, minha mãe gostava de fazer um lanche, tipo café da manhã, na hora do jantar. E eu me lembro especialmente de uma noite, quando ela fez um lanche desses, depois de um dia de trabalho, muito duro. Naquela noite, minha mãe pôs um prato de ovos, linguiça e torradas bastante queimadas, defronte ao meu pai. Eu me lembro de ter esperado um pouco, para ver se alguém notava o fato. Tudo o que meu pai fez, foi pegar a sua torrada, sorrir para minha mãe e me perguntar como tinha sido o meu dia, na escola. Eu não me lembro do que respondi, mas me lembro de ter olhado para ele lambuzando a torrada com manteiga e geléia e engolindo cada bocado.

Quando eu deixei a mesa naquela noite, ouvi minha mãe se desculpando por haver queimado a torrada. E eu nunca esquecerei o que ele disse:  “Adorei a torrada queimada…” 

Mais tarde, naquela noite, quando fui dar um beijo de boa noite em meu pai, eu lhe perguntei se ele tinha realmente gostado da torrada queimada. Ele me envolveu em seus braços e me disse: 

“Companheiro, sua mãe teve um dia de trabalho muito pesado e estava realmente cansada… Além disso, uma torrada queimada não faz mal a ninguém. A vida é cheia de imperfeições e as pessoas não são perfeitas. E eu também não sou o melhor marido, empregado, ou cozinheiro, talvez nem o melhor pai, mesmo que tente todos os dias!

O que tenho aprendido através dos anos é que saber aceitar as falhas alheias, escolhendo relevar as diferenças entre uns e outros, é uma das chaves mais importantes para criar relacionamentos saudáveis e duradouros. Desde que eu e sua mãe nos unimos, aprendemos, os dois, a suprir um as falhas do outro. Eu sei cozinhar muito pouco, mas aprendi a deixar uma panela de alumínio brilhando. Ela não sabe usar a furadeira, mas após minhas reformas, ela faz tudo ficar cheiroso, de tão limpo. Eu não sei fazer uma lasanha como ela, mas ela não sabe assar uma carne como eu. Eu nunca soube fazer você dormir, mas comigo você tomava banho rápido, sem reclamar.

A soma de nós dois monta o mundo que você recebeu e que te apoia, eu e ela nos completamos. Nossa família deve aproveitar este nosso universo enquanto temos os dois presentes.

Não que mais tarde, o dia que um partir, este Mundo vá desmoronar, não vai. Novamente teremos que aprender e nos adaptar para fazer o melhor.” 

De fato, poderíamos estender esta lição para qualquer tipo de relacionamento: entre marido e mulher, pais e filhos, irmãos, colegas e com amigos.  Então filho, se esforce para ser sempre tolerante, principalmente com quem dedica o precioso tempo da vida, à você e ao próximo. 

As pessoas sempre se esquecerão do que você lhes fez, ou do que lhes disse.
Mas nunca esquecerão o modo pelo qual você as fez se sentir.

AUTOR DESCONHECIDO

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

COISAS DE IGREJA EVANGÉLICA


Todo ano (o ano todo) milhares de crentes trocam e "destrocam" de igreja. É um vai e vem, um frenesi até certo ponto normal e, guardadas as devidas proporções, necessário. Confesso que foi difícil, mas com o tempo aprendi a lidar com isso. Nessas ondas, tem muita gente honesta, pessoas bacanas, legais e super confiáveis - conheço e convivo com um bocado. Seria injusto não dizer que são crentes sinceros, cristãos de verdade com motivos razoáveis de sobra pra mudar de igreja, comunidade, etc., mesmo. Há casos mais que justos como mudança de bairro e tal; algum desconforto com a visão do ministério ou denominação anterior; algum desacordo com pessoas ou grupos, etc. Agora, minha gente, cá entre nós: difícil mesmo é separar o joio do trigo - às vezes tarefa i-m-p-o-s-s-í-v-e-l!

No bolo desses movimentos de vai e vem tem cada enrosco. Cada "causo" mal contado, cada história pra boi dormir, cada rolo que "só Jesus na causa" (kkkk)... Tem gente querendo se esconder de situações que envolvem pecados; tem insubmissos fugindo de uma bela disciplina ou correção; tem outros que vivem peregrinando em busca de obter alguma vantagem aqui ou ali; tem alguns que simplesmente querem sugar um pouquinho da ingenuidade e da boa vontade dos pastores ou líderes pra depois seguirem seus intermináveis caminhos de desventuras e por aí vai ... Meu Deus! Quanto igrejeiro sem noção, hein?!

"Porque há muitos desordenados, faladores, vãos e enganadores ..." - Tito 1.10

-pr Aécio -

sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

FELIZES NATAIS PRA TODOS!

UM NATAL SÓ É POUCO



Minha conclusão é que precisamos de mais "natais". Talvez um natal por semana. Se possível um por dia. Assim, creio que muitos dos problemas e dilemas vividos por mim e por você poderiam ser amenizados - alguns erradicados até. Precisamos urgentemente de hábitos natalinos pra aliviar os fardos, os estresses, as frustrações e todas as demais paranoias que atormentam as pessoas que conhecemos (ou não).

Dar ou trocar presentes uma vez por ano é pouco. Aliás, o bom mesmo é ser o presente, é ser presente. Pacotes embrulhados jamais substituirão corações abertos pra ouvir, falar ou compartilhar.
Encontrar-se com familiares e amigos pra comer juntos uma ou duas vezes por ano é pouco. A mesa no centro das festas natalinas prova que é possível juntar gente que se ama pra ter comunhão com elas sem pressa. Tudo bem que nem sempre vai ter fartura de comida e bebida, mas sempre pode ter fartura de diálogos, de gargalhadas, de conversas cruzadas e de olhares cúmplices.

Aliás, fazer boas ações, trocar afagos e ser generoso só para com aqueles que conhecemos é pouco. Há muitos desconhecidos, gente “invisível”, que ficariam muito gratos com um gesto mínimo de caridade – conversando com um morador de rua outro dia ouvi o seguinte: “Não quero nada seu, exceto sua atenção”.

Alimentar bons sentimentos e desejos em relação ao outro só quando o ano se finda é pouco. Pensar, desejar, verbalizar que almeja o sucesso, a prosperidade e a benção sobre os outros faz nos sair daquele eixo de egoísmo que dita o ritmo da busca desenfreada por autorrealização.

Exibir fotos com familiares, parentes ou amigos nas mídias sociais no Natal é pouco. Bom mesmo são as imagens que podem ser impressas eternamente nas mentes de quem amamos e vice versa. Pode ser aquela visita surpresa. Quem sabe a imagem da ajuda no tempo de crise, o cafezinho sem compromisso e até a presença na hora da dor. Carregar boas imagens de quem amamos e por quem somos amados no coração realmente não tem preço. Nem o tempo apaga!

Abraçar, beijar ou fazer um cafuné no calor da festa natalina é pouco. Num mundo de gente armada, a melhor forma de desarmar-se é abraçando, é beijando é fazendo carinho. Como isso faz bem!

As luzes nas fachadas dos prédios e casas nesta época são lindas, encantadoras. Mas isso ainda é pouco. As pessoas que trabalham ou moram nesses lugares precisam do brilho d’Aquele que disse “Eu sou a luz do mundo” todo dia, toda hora. Ele, Jesus, disse que as pessoas podem ver essa luz em nós para a glória de Deus, o Pai. Então, onde estivermos e por onde formos, deixemos a luz do Cristo ressurreto brilhar através de nós, das nossas atitudes, enfim, das nossas vidas!

Felizes natais pra todos o ano todo!

Do Facebook do pastor Aécio

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

AOS PAIS COM CARINHO


 DO FACEBOOK DO PR AÉCIO
 


Queridos pais cristãos evangélicos,

Como todos vocês só tenho bons desejos, sempre que penso em minha prole. Oro e torço para que minhas cinco filhas sejam bem sucedidas na vida em todos os sentidos. No que depender só de mim, por exemplo, não permitirei que passem 1% das dificuldades que vivenciei durante o tempo da minha infância até a juventude. Quero vê-las prósperas, socialmente bem colocadas, bem sucedidas nas profissões que escolherem, com famílias bem constituídas no futuro, enfim, felizes e realizadas em tudo, como todo pai babão.

Mas, gostaria de compartilhar algumas coisas com vocês, pais. Alguns pensamentos que têm me incomodado: Como estamos contribuindo para a formação espiritual dos nossos filhos? Estamos influenciando ativa e positivamente no tocante a formar neles mais paixão e entrega ao Senhor, a fim de que tenham mais compromisso e envolvimento com Sua obra, Seu Reino? Quais incentivos, por exemplo, na área de vocação cristã estamos proporcionando a eles? Ou será que as próximas gerações não terão obreiros, pastores, evangelistas, diáconos, etc., por negligência nossa?

Outro dia soube que uma mãe disse "Deus me livre de meu filho se tornar missionário"! Outros podem achar que ser pastor é quase uma punição, logo, não desejam esse "mal" para um filho ou uma filha. Que pena... Que mentalidade pobre e anticristã. Mas, isso aí não é a exceção: É A REGRA! Mesmo que muitos não confessem, boa parte tem verdadeira paúra de que seu filhinho ou sua filhinha venha atender um chamado ministerial, de que atenda uma vocação para servir ao Senhor como ministro do Evangelho.

Tudo bem que muitos não serão obreiros ou ministros full time, dedicados 100% na obra de Deus. Uma pequena parte, mas muito pequena mesmo, vai se interessar por algum curso teológico com vistas a empregá-lo no serviço cristão. Mas, independente disso, todos podem ser incentivados a despertarem dons, vocações e chamados; todos podem ser orientados a oferecerem suas habilidades e conhecimentos na igreja local ou na comunidade que o cerca como servos, como testemunhas vivas do Evangelho.

Pensem com carinho nisso, queridos pais!

Um abraço.
pr Aécio

terça-feira, 3 de novembro de 2015

CANSADO DE QUÊ?

 FONTE: Facebook do pastor Aécio
 

Mal terminou o feriado prolongado e muita gente já ou ainda se sente cansada. Nossos dias são assim mesmo, dias de cansaço, dias fadiga, dias de desânimo. Se preferir tudo isso numa palavra só, acho que "estresse" resolve - somos (também) uma geração de estressados. É impressionante como até mesmo pessoas jovens estão literalmente prostradas e sem motivação para vencer as questões e os desafios mais simples da vida.

Mas, o mundo não vai parar pra que a gente se anime. A vida vai seguindo seu curso e todas as coisas vão acontecendo. Cada uma segundo seu próprio ritmo.

Sei que o planeta está mergulhado num caos, que nosso país está de ponta cabeça, que cada dia vivo é um testemunho de sobrevivência, que desconfiamos de quase todas as pessoas, etc., etc. Por esses e por outros motivos que ninguém sabe explicar, milhões de pessoas amanhecem todos os dias como se uma bola de ferro de uma tonelada estivesse presa aos seus tornozelos. Talvez você, que está lendo esta pequena mensagem se encontra assim. Então, é pra você que escrevo: Vença qualquer cansaço com persistência, com foco e, sobretudo, com fé! Supere-se, ultrapasse os limites autoimpostos. Saia desse sofá e deixe essa cama. Saia desse cantinho de falsa segurança e vá pra luta! Enfrente seus medos; encare seus traumas e seus complexos; rompa com as mágoas e elimine os rancores. Transforme suas dores em motivação. Não espere que as oportunidades apareçam, vá ao encontro delas! Liberte-se do vitimismo e do espírito de autocomiseração que só servem para alimentar esse “cansaço”. Creia na Bíblia e nas Palavras de Jesus. 

Permita que o Espírito Santo seja seu ajudador em cada passo, em cada etapa da jornada!

“Os jovens se cansarão e se fatigarão, e os moços certamente cairão; mas os que esperam no Senhor renovarão as forças, subirão com asas como águias; correrão, e não se cansarão; caminharão, e não se fatigarão.” - Isaías 40.30,31

“Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei.” - Mateus 11.28

quinta-feira, 30 de julho de 2015

O SEGREDO DE UMA VIDA PRÓSPERA

By: Sibele Pistori da Silva Farias
Fonte: Instituto Jetro*

 
"Bem aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores; antes tem seu prazer na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e noite. Pois será como a árvore plantada junto às correntes de águas, a qual dá o seu fruto na estação própria, e cuja folha não cai; e tudo quanto fizer prosperará."Salmo 1: 1-3

Falar sobre prosperidade dá-se a entender que é como falar em riquezas. Contudo, ser próspero não significa ser rico. Ser próspero aos olhos de Deus é ser como alguém que produz bons frutos e os colhem em abundância. Segundo o contexto da palavra de Deus, o recebimento da verdadeira prosperidade material e espiritual vem de um resultado de obediência, reverência e temor a Deus. O ser humano que deseja ser próspero na vida, deve se submeter a uma vida regrada segundo os princípios e a vontade do Senhor. Pois é Ele quem governa todas as coisas, e é dEle que vem toda sorte de bênçãos.

O desejo do nosso Deus é que seus filhos sejam prósperos. O seu interesse é que possamos possuir as boas coisas da vida. Por isso, sua palavra diz; "Se quiserdes, e ouvirdes, comereis o bem desta terra". ( Isaías 1:19)

Infelizmente, muitos têm um entendimento bastante distorcido do significado de prosperidade. Muitos pensam que os ricos e abastados é que são prósperos, já os pobres esses são culpados pela sua própria decadência. Claro que isso não é verdade. Pois a verdadeira prosperidade não está em bens materiais e sim em bens espirituais. Como está escrito em Mateus 6: 32, 33: "...pois vosso Pai celeste sabe que necessitais de todas elas; buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas".

Deus sabe exatamente de tudo o que necessitamos, é Ele quem conhece nossos sonhos, e até nossas ambições. Contudo, também é Ele quem pode nos dar todas essas coisas, e muitas outras que nem podemos imaginar. Por outro lado, Deus conhece profundamente o íntimo do nosso coração e sabe perfeitamente nossas intenções. Por isso, os bens materiais só serão concedidos segundo a nossa fé e compromisso com Ele, e, é claro na proporção que o Senhor achar necessário para cada um de nós.
A realidade vivenciada pelo ser humano é a sua constante luta para alcançar uma vida próspera. O motivo principal de não alcançá-la, é porque sempre está colocando seus problemas acima de todas as coisas e por incrível que pareça, até mesmo acima do poder de Deus. É por isso, que pessoas assim, vivem suas vidas em constantes reclamações e murmurações, e é claro que nada dá certo, e quando as coisas começam a ficar difíceis, os problemas parecem surgir um atrás do outro.

É a velha e chamada independência, o maior mal que existe entre Deus e seus filhos. Estar independente de Deus é viver a vida tentando resolver por si só, e com suas próprias forças, os seus problemas, em vez de cair aos pés do Senhor e se humilhar demonstrando dependência total nEle.
O profeta Habacuque, em seu livro demonstra várias de suas inquietações. As quais o importunava e lhes deixava indignado até com o próprio Deus. Suas perguntas confrontavam a Deus por não ouvir seus clamores e até seus gritos de socorro, isso fazia com que imaginasse que Deus o abandonou. Mas, a grande realidade foi à falta de submissão ao Senhor, a falta de uma entrega total a Ele.

Foi quando no capítulo 2 de Habacuque, que ele recebe a resposta do Senhor após uma entrega total a Ele, e, assim diz as seguintes menções de Habacuque: "Pôr-me-ei na minha torre de vigia, colocar-me-ei sobre a fortaleza e vigiarei para ver o que Deus me dirá e que respostas eu terei à minha queixa. O Senhor me respondeu e disse: Escreve a visão, grava-a sobre tábuas, para que a possa ler até quem passe correndo. Pois a visão ainda está para cumprir-se no tempo determinado, mas se apressa para o fim e não falhará; se tardar, espera-o, porque, certamente, virá, não tardará".
Colocar-se na torre de vigia, e lá orar e vigiar é a melhor forma para se obter respostas vindas de Deus a respeito de nossas queixas. Crer e ter fé acima dos obstáculos que a vida nos trás, é garantir uma vida vitoriosa repleta de prosperidade e benção sem fim.
O grande segredo para uma vida próspera nada mais é que colocar Deus em primeiro lugar em nossa vida, e não duvidar do Seu poder e nem daquilo que Ele possa nos dar!
 
 ____________________
*Devidamente autorizado
 

terça-feira, 21 de julho de 2015

UM DESAFIO ÀS MULHERES - JOHN PIPER



Nesse artigo quase como que em formato de oração John Piper enumera conselhos direcionados as mulheres cristãs, para que Jesus Cristo possa ser glorificado!
  1. Que tudo da sua vida — em qualquer esfera — seja devotado à glória de Deus.
  2. Que as promessas de Cristo sejam confiadas tão plenamente que paz, alegria e força encham sua alma a ponto de transbordar.
  3. Que essa plenitude de Deus abunde em atos diários de amor, de forma que as pessoas possam ver suas boas obras e glorificar ao seu Pai no céu.
  4. Que vocês sejam mulheres do Livro, que amem, estudem e obedeçam a Bíblia em cada área do seu ensino. Que a meditação sobre a verdade bíblica possa ser a fonte de esperança e fé. E que vocês continuem a crescer em entendimento através de todos os capítulos de sua vida, nunca pensando que o estudo e o crescimento são apenas para os outros.
  5. Que vocês sejam mulheres de oração, de forma que a Palavra de Deus se abra para vocês; e o poder da fé e santidade desça sobre vocês; e sua influência espiritual crescerá no lar, na igreja e no mundo.
  6. Que vocês sejam mulheres que tenham uma profunda compreensão da graça soberana de Deus fortalecendo todo esse processo espiritual, que sejam pensadoras profundas sobre as doutrinas da graça, e amantes e crentes profundos dessas coisas.
  7. Que vocês sejam totalmente comprometidas ao ministério, seja qual for o seu papel específico, que não desperdicem o seu tempo em revistas de senhoras ou hobbies inúteis, assim como seus maridos não deveriam desperdiçar o tempo deles em esportes excessivos ou coisas sem propósito na garagem. Que você redima o tempo para Cristo e seu reino.
  8. Que vocês, se solteiras, explorem seu solteirismo para a plena devoção a Cristo e não sejam paralisadas pelo desejo de se casar.
  9. Que vocês, se casadas, apóiem a liderança do seu marido de maneira criativa, inteligente e sincera, tão profundamente como uma obediência a Cristo permitir; que vocês o encorajem em seu papel designado por Deus como o cabeça; que vocês o influenciem espiritualmente primariamente através da sua tranqüilidade destemida, santidade e oração.
  10. Que vocês, se tiverem filhos, aceitem a responsabilidade com o seu marido (ou sozinhas, se necessário) de criar os filhos que esperam no triunfo de Deus, compartilhando com ele o ensino e a disciplina das crianças, e dando aos filhos aquele toque e cuidado protetor especial que vocês são unicamente capacitados para dar.
  11. Que vocês não assumam que o emprego secular é um desafio maior ou um melhor uso da sua vida que as oportunidades incontáveis de serviço e testemunho no lar, na vizinhança, comunidade, igreja e no mundo. Que não proponham somente a pergunta: Carreira vs. Mãe em tempo integral? Mas que perguntem tão seriamente: Carreira em tempo integral vs. Liberdade para o ministério? Que vocês perguntem: O que seria maior para o Reino — ser empregado de alguém que lhe diga o que você deve fazer para seu negócio prosperar, ou ser um agente livre de Deus, sonhando o seu próprio sonho sobre como seu tempo, seu lar e sua criatividade poderiam fazer o negócio de Deus prosperar? E que em tudo isso você faz suas escolhas não sobre a base de tendências seculares ou expectativas de estilo de vida, mas sobre a base do que fortalecerá a sua família e promoverá a causa de Cristo.
  12. Que vocês parem e (com seus maridos, se forem casadas) planejem as várias formas da sua vida ministerial em capítulos. Os capítulos são divididos por várias coisas — idade, força, solteirismo, casamento, escolha de emprego, crianças no lar, crianças na escola, netos, aposentadoria, etc. Nenhum capítulo é tudo alegria. A vida finita é uma série de permutas. Encontrar a vontade de Deus, e viver para a glória de Cristo plenamente em cada capítulo é o que faz dele um sucesso, não se ele se parece com o capítulo de outra pessoa ou se tem nele o que  o capítulo cinco terá.
  13. Que vocês desenvolvam uma mentalidade e um estilo de vida guerreiro; que nunca se esqueçam que a vida é breve, que milhões de pessoas estão entre o céu e o inferno todos os dias, que o amor ao dinheiro é suicídio espiritual, que os objetivos de mobilidade ascendente (roupas chiques, carros, casas, férias, comidas, hobbies) são um substituto pobre para os objetivos de viver para Cristo com toda a sua força, e maximizar sua alegria no ministério ao ajudar pessoas.
  14. Que em todos os seus relacionamentos com os homens vocês procurem a direção do Espírito Santo ao aplicar a visão bíblica da masculinidade e feminilidade; que vocês desenvolvam um estilo e comportamento que faça justiça ao papel único que Deus deu aos homens para serem responsáveis pela liderança graciosa com relação às mulheres — uma liderança que envolve elementos de proteção, cuidado e iniciativa. Que vocês pensem criativamente e com sensibilidade cultural (assim como ele deve fazer) ao moldar o estilo e ajustar o tom de sua interação com os homens.
  15. Que vocês vejam a direção bíblica para o que é apropriado e inapropriado para os homens e mulheres em relação uns para com os outros, não como restrições arbitrárias sobre a liberdade, mas como prescrições sábias e graciosas de como descobrir a verdadeira liberdade do ideal de complementaridade de Deus. Que vocês não mensurem sua potencialidade pelas poucas funções restringidas, mas pelas incontáveis oferecidas.
FONTE: Teologia Cristã
(Devidamente autorizado)

quinta-feira, 25 de junho de 2015

"CRENTES IMPASTOREÁVEIS”

Quem são eles? O que pensam? Onde estão?

 

Tenho a impressão que alguns pastores irão concordar comigo...

Uma das coisas que mais me incomoda nessas mais de duas décadas pastoreando é um crescente grupo cirandando nas igrejas, o qual vou chamar de “crentes impastoreáveis” (não sei se essa palavra existe). Para mim, essa trupe é formada por aquele pessoal meio asa de xícara – a turma que faz parte, mas que está sempre do lado de fora, sabe? Aquele grupo que não se envolve por mil e uma razões nada razoáveis, diga-se de passagem. Mas, o que eles pensam? Respondo: Eles pensam que são experts em tudo (tudo mesmo)! Eles entendem tudo de igreja; manjam tudo de pastorado, de louvor, de dons e ministérios; dominam teologia como ninguém; possuem (e contam) experiências pra Matusalém nenhum botar defeito, além de conhecerem profundamente assuntos do mundo sobrenatural, naturalmente! 

Agora, onde eles estão é algo meio difícil de responder. Mas, vamos lá: Você pode encontrá-los num perfil do Facebook, do Instagram ou vasculhando num grupo qualquer do WhatsApp. É possível topar com eles na praia, no cinema, no Shopping, na academia (por que malhar é preciso, óbvio), etc. e, sempre que não houver nada mais importante, possivelmente estarão num evento qualquer, de uma igreja qualquer por aí.


Fonte: Facebook do pastor Aécio

quinta-feira, 18 de junho de 2015

COMUNHÃO - TÁ DIFÍCIL!

"Não conte o número de amigos que você tem, mas o o número de amigos com quem pode contar."
A palavra comunhão, como conhecemos em português, vem da raiz grega “koinos” e dá origem a termos como “koinonia”, que dentre outros significados, “também significava estreita união e laços fraternais entre os homens.” (Dicionário Internacional de Teologia do Novo Testamento – Lothar Coenen e Colin Brown/Vida Nova 2ª edição, pág. 377). Pois bem, é sobre esse significado que quero soltar o verbo, comparando com alguns comportamentos que presencio ao longo da minha vida cristã.

Falar de comunhão na era de amizades virtuais “feicebuquianas” (desculpem o neologismo desengonçado) é tarefa quase impossível, pelo menos para mim. Tentar traduzir emoções e sentimentos nas frias linhas de um teclado, de qualquer que seja o aparelho é até uma afronta à nossa humanidade – mas é o que inocuamente insistimos em tentar. Não há “emoticons” ou “emojis” capazes de traduzir a dor de uma perda, o sofrimento de um coração partido pela saudade, a alegria esfuziante de uma conquista e sentimentos semelhantes, minha gente! De cara digo isso como um apelo: Não deposite todas as fichas em aparelhos eletrônicos, nem em seus recursos ou aplicativos, pelo amor de Deus! Essas coisas NUNCA substituirão as velhas e infalíveis formas de se relacionar. É preciso um retorno às relações de proximidade, ao abraço, ao olho no olho, à conversa em volta da mesa, às gargalhadas gostosas das conversas de ocasião, etc.

Mas ainda têm muitas coisas pra se falar sobre esse assunto, sobre a comunhão. Não posso atribuir (só) às tecnologias a falência das amizades sólidas e verdadeiras. Já de longa data a coisa vem se arruinando, se degringolando. O capitalismo, por exemplo, produziu no ocidente gerações de gente interesseira, cujos relacionamentos já se iniciam em fase terminal, de tão doentios que são.

As relações no mundo capitalista têm seu preço, e dependendo do caso, pode ser muito caro se relacionar hoje em dia – observe o mundo artístico, o mundo dos atletas e das celebridades, etc. e veja como (quase) tudo gira em torno de dinheiro, de status quo e de fama.

Mas, vamos ficar entre os simples mortais. Observo que nem nossas igrejas escapam dessa coisa de se “precificar” a aproximação entre pessoas. O que antes era amor fraternal, hoje pode ser interesse comercial, pode ser moeda de troca, pode ser apena um “toma-lá-dá-cá”. O que não falta hoje em dia entre nós é gente se aproximando umas das outras querendo obter lucro; querendo vender seu peixe; querendo mostrar seu produto; querendo obter alguma vantagem, enfim... Que dó, também, das nossas igrejas, gente! Mas não é só isso não. Tem aquela coisa da exclusão: Se é feio, se é pobre, se não tem “sangue azul”, se mora na favela, etc. conta. E como conta... Quem não se enquadra nos padrões de estética ou da última moda corre sérios riscos de não ser aceito nas rodas de “comunhão”, pode se queimar até mesmo em nossos circuitos cristãos ou evangélicos – que nesse caso não tem nada de cristão ou de evangélico!

O assunto é vastíssimo. Termino com um gostinho de "quero escrever mais". Porém, deixo dois versículos bíblicos que insistem naquilo que alguns de nós há muito desistimos:

“Permaneça o amor fraternal.” - Hebreus 13.1
“Mas, sobretudo, tende ardente amor uns para com os outros ...” - I Pedro 4.8a

Um abraço.

- pr Aécio - 

quarta-feira, 10 de junho de 2015

PENSANDO SERIAMENTE IGREJA

31 breves conselhos de um pastor quase velhinho:

 

1 - Honre sua igreja;
2 - Honre seu pastor e seus líderes espirituais;
3 - Honre seus irmãos de mesma confissão, doutrina ou denominação;
4 - Não cuspa no prato em que come;
5 - Não seja um parasita;
6 - Não se associe a fofoqueiros ou disseminadores de contendas;
7 - Seja humilde;
8 - Seja solícito;
9 - Seja participativo;
10 - Ame com amor àgape;
11 - Perdoe sempre;
12 - Ore ao invés de acusar ou murmurar;
13 - Fuja do pecado;
14 - Fuja das discussões que não agregam valores nem edificam;
15 - Fuja da zona de conforto;
16 - Não critique o que não está disposto a fazer ou o que não tem capacidade pra fazer;
17 - Aliás, não critique;
18 - Contribua sempre com todos os recursos ao seu alcance;
19 - Seja parte da solução, não o problema;
20 - Celebre as pequenas conquistas em unidade;
21 - Chore a dor do outro como se fosse a sua própria;
22 - Busque crescimento espiritual continuamente;
23 - Aprofunde-se no conhecimento bíblico;
24 - Faça da oração uma necessidade diária;
25 - Leia bons livros;
26 - Use as coisas, não as pessoas;
27 - Não ataque ou humilhe pessoas;
28 - Não use a internet para desabafar seus desafetos;
29 - Viva a máxima "construa pontes ao invés de muros";
30 - Evite as futilidades para não se tornar fútil;
31 - Seja um cristão de verdade!


- pr Aécio -

sexta-feira, 24 de abril de 2015

ALEGRES EM JESUS... SÓ QUE NÃO!


Onde temos buscado prazer? O que nos causa satisfação e alegria? 

 Cadê a alegria de estar na casa de Deus? Onde foi parar a satisfação de estar com os irmãos em Cristo?

Pare um pouco pra pensar: O que realmente nos alegra? Passeios nos shoppings? Restaurantes? Cinema? Viagens? Festas? Games? São essas coisas que estão preenchendo o seu coração?

Sabe, a impressão que tenho é que considerável parcela dos crentes em todo o mundo já não sente mais prazer em estar nos cultos, não quer mais saber de templos e muito menos de agenda de igreja. Parece até que muitos detestam reuniões de oração, acham enfadonho e tal. Muitos vão pra as igrejas “arrastando os pés”, talvez pensando em quem vai pregar, em quantos louvores vão cantar, se o culto vai demorar, se alguém vai dizer algo do tipo “nossa, você sumiu!”, etc. Muitos relutam, pensam uma, duas, dez vezes antes de tomar a decisão de ir ao culto; ficam em dúvida se não tem algo “mais importante” a fazer ou a curtir, pois para esses igreja se tornou um fardo (pra não dizer outra coisa).
Há quem nem disfarce. Fazem caras e bocas, se contorcem, mostram enfado na hora do louvor, mal cumprimentam os irmãos. Na hora da Palavra nem se fala... Parece que é um tormento!

Sei lá, acho que aquele prazer que nossos antepassados tinham em cultuar, orar, buscar ao Senhor, fazer vigílias, enfim, deram lugar às muitas horas gastas (inutilmente) diante das telas brilhantes dos aparelhos eletrônicos. Há muito que a alegria de desfrutar da comunhão entre irmãs de fé perde feio para as novelas, para os jogos de futebol, para incontáveis horas no Xbox e, ultimamente, até para campeonatos de UFC nos canais pagos... Vai entender!

Será que nós, pastores, teremos que nos vestir de palhaços (com todo respeito à arte e à profissão) para atrair as pessoas às igrejas? Será que teremos que aprender técnicas para fazê-las dar boas gargalhadas? Será que teremos que imitar como fazem as seitas Universal, Mundial e semelhantes que inventam mil e uma iscas em forma de campanhas, correntes e “milagres”? Será que teremos que começar a chamar demônios para darem entrevistas em nossos cultos, com o intuito de exibir um suposto poder ou domínio sobre as “forças do mal”? Será que vamos ter de apelar para luzes de neon, canhões de fumaça ou contratar artistas para dar show gospel?

Parem e reflitam meus irmãos: Onde estão nosso prazer e nossa alegria?

Um abraço.

- pr Aécio -