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quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

QUE DIFERENÇA FAZ


... Um analfabeto funcional na Câmara Federal num país de grande maioria analfabeta política?
A eleição de Tiririca era previsível. Se por voto de protesto, ou por mera gandaia não vem ao caso agora, o fato é que ele estará lá. Com ele, toda a malandragem política assume uma faceta há muito escondida: a da piada de mal gosto.
Sempre achei tragicômico a maneira como somos tratados pelos políticos picaretas. Eles riem para nós no período eleitoral e riem de nós quando são eleitos e se percebem intocáveis, prontos para tirarem proveito das prerrogativas a eles conferidas (em muitos casos deve ser lido "prontos para meter a mão no dinheiro público").

Tiririca é a personificação dessa tragicomédia. A gente não sabe se ri ou se chora - ou se os dois juntos. Tiririca não é o mal, mas revela os vários males e vícios praticados pelos partidos políticos que querem marcar presença; querem seu naco do bolo; querem perpetuar a prática da política de troca-troca de favores e muitos outros desejos sórdidos.
Tiririca revela a maldade engraçada, aquela que fere fazendo cócegas, que machuca "sem querer querendo".
Tiririca não é o problema, é a resposta, o resultado do mesmo. É uma equação mais ou menos assim:

Partidos políticos predadores + Eleitores analfabetos políticos x Ausência de políticos realmente dignos de credibilidade - Bom senso = Tiririca

Tenho vergonha de morar em um país que elege um "boi de piranha" para reivindicar seus anseios, suas necessidades.
Tenho vergonha de um país que elege alguém que, tão certo como sua previsível vitória nas urnas, tem tudo para ser uma derrota no exercício de seu mandato. Obviamente que seus acessores redigirão seus discursos, que sua equipe de gabinete poderá conduzir todos os processos próprios do ofício parlamentar, mas nada disto mudará sua condição de inabilidade em se articular, e sua incapacidade em lidar com todas as questões técnicas, burocráticas, etc. - se alguém tem dificuldade com sua própria língua não é de se estranhar que também tenha enormes dificuldades em compreender, elaborar, debater e votar projetos de leis, por exemplo.
Tenho vergonha de morar em uma nação em que há pessoas que acham engraçado rir de sua própria incapacidade de fazer uma leitura crítica de seu tempo - sim o voto em Tiririca representa mais de um milhão de eleitores debochando de si mesmos.

Mas, a despeito de qualquer debate, Tiririca vai estar lá. Não achei nenhuma graça quando foi anunciada sua candidatura, nem quando iniciou sua campanha, pleiteando a vaga. Não achei nada engraçado quando foi anunciada sua vitória e, certamente, sua posse (pelo menos para mim) não será nenhum motivo de alegria, não terá graça nenhuma. - pr Aécio

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

ELEIÇÕES: POSLÚDIO



Acabou a agitação da época das eleições... Já não era sem tempo!
Até que chegue a próxima, fica o rescaldo e os pequenos focos fumegando – política é fogo mesmo. Aliás, nesta matéria conclui que a igreja brasileira está mais política que evangélica. Sério! Acho que se a gente não abrir os olhos, daqui a pouco teremos algumas fachadas com as seguintes inscrições nas placas: “Partido Universal do Reino de Deus”, ou “Partido das Assembléias de Deus”, ou ainda “Partido do Movimento das Igreja Pentecostais e Independentes”- e por aí afora.

Parece piada, mas não é. Ontem à noite (03/10/2010), zapeando à procura de alguma coisa interessante, parei na TV Senado e assisti um pouco do primeiro dia de trabalho da casa – nada interessante por sinal. Mesmo indiferente, estanquei o controle na fala de certa senadora do PT, que oscilou entre o combate do preconceito aos nordestinos ressuscitado e deflagrado via Twitter, e a vitória da candidata de seu partido. Neste ínterim, outro senador (evangélico) pediu um aparte, e falou mal dos evangélicos que falaram mal da Dilma... Crente falando mal de crente no Senado Federal pra todo mundo ver. Que lindo! Que nome a gente dá pra isso? “Desavença evangélica federal”?! Sei lá...

Tenho batido forte neste incômodo dilema da igreja brasileira, que já é divididíssima em várias questões. Pois bem, nas eleições se dividiu mais?...
Então, o que parecia impossível aconteceu: aumentou o abismo que divide a igreja evangélica brasileira! Sim, não bastassem as posições teológicas, as diferenças doutrinárias e as “frescuras” dos costumes, agora temos que dormir com este barulho: Temos nossas diferenças nas ideologias políticas e partidárias! Que horror!
Teve até pastores que quase chegaram às vias de fato... Isso mesmo, entre ameaças de bofetada e troca de ofensas, pudemos assistir cenas deploráveis, protagonizadas por homens que têm a reponsabilidade de ser “exemplo dos fiéis” (I Tm 4.12) – e que exemplo, hein?!

Os púlpitos, outrora reverenciados (às vezes até sacralizados), se tornaram mais um espaço útil pra se fazer campanha. Nas falas impregnadas de falsa moralidade, alguns pastores exageravam na rasgação de seda. Frases ensopadas de demagogia e falso pieguismo induziam os fiéis com chavões enviesados: “Vamos orar pelo nosso ilustríssimo candidato”... “nossa denominação apóia (leia-se vota) o candidato tal” – preste atenção nos grifos... Sentiu a hipocrisia?! Mas, infeliz mesmo foi a frase de um tal apóstolo: “Se você confia em mim, vote no fulano” – manipulação mais radical do que essa impossível.

Pra mim, estas eleições deixaram algumas marcas indeléveis. Uma delas foi a do Tiririca – que palhaçada. Outra marca interessante foi a “violenta” guerra de bola de papel e saco com água, deflagrada no segundo turno da disputa presidencial. A marca deixada pelas esquecidas e decadentes ex-celebridades no pleito, mostrou que vale tudo pra ressuscitar a fama, tudo mesmo.
Contudo, as marcas deixadas pelas igrejas arrendadas aos partidos políticos, bem como as dos escandalosos pastores posando em santinhos e expondo-se como puxadores de votos sem nenhum pudor nas nos horários de propaganda obrigatória, estas sim, são dignas de nota, pois deixaram nódoas que dificilmente se apagaram da minha mente, e da de muitos outros que ainda acreditam que a vocação da Igreja não é política, mas evangélica. – pr Aécio

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

FALTANDO TRÊS DIAS...



Minha frustração com o atual caos na política me impede de votar em quem quer que seja (não tenho nenhum problema com quem pensa diferente) - obviamente o presente estado se dá por conta do loteamento partidário e dos muitos bandidos engravatados.
Também já disse que não é minha função como sacerdote induzir as pessoas no intuito de que encabrestem suas opiniões às minhas. Repudio, por exemplo, as atuações dos pastores e bispos que, possuídos de interesses pessoais e dos que giram em torno de suas denominações, se tornaram cachorrinhos de madame nas mãos dos partidos. Aqueles parece não perceberem que estão mutilando a igreja, vendendo-a aos pedaços nas bancas de liquidação, estes descobriram nos nichos evangélicos a “galinha dos votos de ouro”...

A Igreja de Cristo no Brasil está dividida, retalhada aos pedaços. Há muito que os pastores trocaram o cajado pelo cutelo!
Será o espírito do engano cegando seus entendimentos, cauterizando suas mentes? Será que eles não veem o que nós vemos e discordamos?
Como se não bastassem os grandes rachas internos, agora temos de lidar com influências externas que provocam cisões mais profundas, em razão das alianças que se fazem entre as denominações e os partidos políticos! Algumas das ditas denominações mantém relações tão promíscuas, que nem disfarçam mais seus “casos”, ora se entregando a este, ora em abraços com aquele partido, feito prostitutas das zonas de meretrício! É isto mesmo! Muitas denominações brasileiras estão mais para prostitutas ávidas por poder do que para Noiva de Cristo ansiosa por Sua Volta... É duro, mas é isto!

Pois bem, faltando três dias para o segundo turno da eleição que irá decidir quais partidos (desde a adolescência percebi que essa coisa de presidente por aqui é balela, conversa pra boi dormir) irão nos governar, o que nós como Igreja, devemos fazer efetivamente, do ponto de vista de nossa vocação como um povo dentre os povos, um povo sacerdotal (I Pe 2.9)?
Deixando as paixões partidárias e opiniões pessoais de lado, apelo a você, amado irmão, obreiro, etc., que tenhamos nossas mentes centradas nas questões bíblicas e espirituais que envolvem nosso testemunho – parece pueril, romântico ou espiritual demais, mas é isto que está faltando em nosso caso: Que nossos corações não sejam enganados pelas palavras de políticos de fora ou de dentro de nossas igrejas. Lembremo-nos de que o “mundo jaz no maligno” e conspira o tempo todo contra a Igreja do Senhor, contra os crentes; e que há entre nós muitos falsos irmãos e obreiros, os quais se deixaram dominar pelo espírito que governa este mundo! Há muitas vozes que pretendem sufocar, confundir e até imitar a voz do Espírito!

A Bíblia nos ensina que tudo o que fizermos por palavra ou por obras deve ser feito com ação de graças, para a glória de Deus! Então, suas escolhas devem ser para a glória de Deus! Logo, verifique se esta escolha, seu partido, seu candidato estão à altura de serem motivos de louvor e gratidão a Deus! A grande questão é como ficará sua consciência, caso tenha sido participante (cúmplice) na eleição de um candidato ou partidos que imponham leis contrárias aos mandamentos, costumes, valores e tradições que herdamos da Bíblia e de nossos antepassados! O que deveria preocupar os crentes é a possibilidade de ter que conviver com suas consciências perturbadas por terem sido co-participantes na implantação de leis contrárias à Leis de Deus e da natureza! Vida e morte; certo e errado; justiça e injustiça; liberdade e opressão; verdade e mentira; paz e guerra; escassez e abundância; certo e duvidoso e outros tantos paradoxos estão em jogo agora... Sua escolha glorificará a Deus? Favorecerá o Estado de Direito? Ou seu voto será uma afronta ao Criador? Tem certeza de que não contribuirá para o reino das trevas?

“Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas” no Brasil! - pr Aécio

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

MINHA OPINIÃO


SOU CONTRA AS INDUÇÕES, AS SEGUNDAS INTENÇÕES E OS INTERESSES DAS ELITES

"Vote branco, nulo ou em quem você quiser... Desconfie das induções, ainda que elas venham de artistas, intelectuais ou teólogos partidários e tendenciosos. Vote o seu voto, não o voto alheio! Nada é tão ou mais vergonhoso que manifestações 'pró-esse' ou 'pró-aquele' de elites fingidas e interesseiras, aliadas a um pseudo partido dos trabalhadores que dissimula o tempo todo com sua política de alianças e manobras duvidosas para se perpetuar no poder - o PT já demonstrou nestes oito anos que adora o poder e seu líder máximo, o Lula, encarna e emana isto com toda a propriedade. 'Nunca na história deste país', por exemplo, vi ou li sobre um presidente tão arrogante e narcisista com o tal.
O PT só é dos trabalhadores na sigla e na teoria. Na prática é um partido da e para as elites.

Contudo, o que mais me dói é assistir a manipulação das massas,  seqüestradas intelectualmente como se fossem incapazes para pensar e decidir por si.
Por quê Chico Buarque, Leonardo Boff ou Margareth Menezes, dentre outros, têm que escolher por mim ou por você? Será que somos tão burros assim? Será que eles têm razão?" - pr Aécio

sábado, 16 de outubro de 2010

QUEM AJUDOU CRIAR A "COISA" ENTENDE DA COISA


"Um dos fundadores do PT e vice de Marta Suplicy (PT) na prefeitura de São Paulo (2001-2004), o jurista Hélio Bicudo declarou voto no tucano José Serra no segundo turno das disputa à Presidência da República. Na primeira rodada de votação, Bicudo havia apoiado Marina Silva, do PV, em detrimento da presidenciável petista Dilma Rousseff.

'Eu voto Serra no segundo turno porque não há escolha. O Serra é um homem competente, é um homem sério, eu nunca soube absolutamente nada contra o passado do Serra', afirma o jurista, em um vídeo que começou a circular na internet neste sábado (16).
...

 'Se nós deixarmos que a candidata Dilma vença, essas eleições, nós vamos ter aqui no Brasil um sistema mexicano', disse, em referência ao PRI (Partido Revolucionário Institucional), que ficou no poder no México por 70 anos, até ser derrotado nas eleições de 2000."

INDIGNAÇÃO

"Os votos dos bispos Manoel Ferreira e Edir Macedo, ou de quaisquer outros da estirpe destes senhores que arrendam suas denominações aos interesses políticos não representam o voto evangélico, nem de sua maioria. Aliás, já está na hora dos crentes pararem com esta estúpida alienação de se deixarem levar pelos coronéis da fé.

Caso o PSDB estivesse no poder, estes controversos personagens estariam empregando a mesma energia para angariar favores e concessões: Duvidem da opinião deles, pois não são, nem nunca foram unanimidade entre nós!"  -  pr Aécio

terça-feira, 12 de outubro de 2010

VALE A PENA LER DE NOVO (COM COMENTÁRIO ADICIONAL)

APROVEITANDO QUE ESTAMOS NA "TORTURA" DO SEGUNDO TURNO...

Não é de hoje que bato de frente com a politização das denominações evangélicas brasileiras. Parece-me que nossos líderes desconhecem a história, ou então, são acometidos de amnésia temporária sempre que se inicia a temporada de caça aos votos.
Minha abordagem não é a de levantar a bandeira de nulidade total das igrejas em relação à política, nem de rechaço aos políticos (se bem que alguns merecem passagem só de ida para Marte), apesar de minhas opiniões – algumas radicais, reconheço – contrárias à grande maioria das lideranças atuais. Estas, não só usam e abusam do troca-troca de votos, como se utilizam de estratagemas nada honestos para manipular as massas que estão sob seus auspícios. Lembro-me com nitidez de quando ainda novo convertido fui induzido a não votar no Lula porque o pastor local recebeu uma “ordem lá de cima” (o “oráculo” presidente da convenção) de alertar o povo da igreja que o mesmo era o anticristo! Sério... É cômico mas é isso mesmo!

Era um dia de culto e o clima assumiu um ar meio tétrico. Os diáconos foram orientados a baixarem as portas para que o povo ouvisse a sinistra “revelação-orientação” – quase uma coação para que não votássemos no naquele que para eles era uma manifestação do capeta! Havia inclusive, interpretações das cores do PT, da estrela de cinco pontas, da barba do homem... Burrice pouca é bobagem, né?! Fiquei com medo terrível do Brasil ser tomado de assalto pelo anticristo... Hoje, mesmo sem ser partidário e não ter votado nele ou em nenhum outro candidato do PT (meu voto hoje é o da consciência, não o da indução), penso que “nunca na história desse país [sic]” tivemos um presidente que tivesse a cara do povão e que falasse sua língua; que mesmo não sendo unanimidade deixará uma marca de popularidade invejável para todos aqueles que torciam pelo seu fracasso – com erros e tudo.

Pois bem, as coisas hoje mudaram. Tem gente comendo do pão que diabo não amassou! Há, há, há... Não resisti a piada! Os mesmos que outrora tachavam o agora presidente Lula de anticristo, hoje babam nas barbas do homem... Xi! Outra piada! As igrejas que rechaçavam o vermelho se “avermelharam”... De novo!... Hoje estou impossível!

Se sou contra ou a favor das igrejas se associarem a partidos, ou de indicarem candidatos, etc., é algo que posso comentar posteriormente com mais profundidade. Por enquanto, adianto que defendo com unhas e dentes a idéia de que os pastores não deveriam ceder seus púlpitos a candidatos com o intuito de “fazer a cabeça” das pessoas, induzindo-as a votarem neles ou em seus partidos para tirar proveito.
Neste caso, acredito que o mais ético e coerente é orientar aos irmãos da comunidade a votarem conscientes da importância de seus votos como expressão de cidadania. Orientar que, ainda que os mesmos optem por anular seus votos, que o façam na liberdade de consciência individual, nunca por indução do pastor ou outro ministro. Peço também para que analisem os partidos e respectivos candidatos; que sondem as propostas; que busquem conhecer as idéias e pensamentos que os candidatos defendem de maneira que não choquem com o que declaramos e cremos; etc. Outra coisa que deixo bem claro é que não devemos votar em candidatos só porque são evangélicos, pois infelizmente, “picaretas” têm aos montes em nosso meio. – pr Aécio

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COMENTÁRIO ADICIONAL:

Desculpa aí gente, mas é "tragicômico" assistir a igreja evangélica brasileira loteada à partidos e a candidatos políticos. Como se não bastassem nossas profundas cisões, ainda temos que aguentar pastores, bispos e outros que tais empreendendo toda sua energia e poder de persuasão para influenciar os crentes a votarem neste ou naquele.
É uma lástima assisitr vídeos no Youtube e ver um pastor "descendo a lenha" na Dilma ou no Serra, então, a gente acha outro vídeo de pitro pastor defendendo apaixonadamente um e outro! Isto é o quê? Hipocrisia demais, demagogia demais ou estupidez demais? Ou será que é os três juntos?

Você que é crente e tem o Espírito Santo use toda a sua inteligência e capacidade de observar. Compare o atual governo e contraste com as propostas do concorrente, dose as informações e boatos. Ore e peça direção de Deus para que seu voto não seja o da indução (há muitos pastores experts em manipular as massas ignorantes), mas o da razão comprometida com a fé e a Palavra de Deus. Chega da infantilização promovida e sustentada por líderes religiosos interessados em concessões para canais de televisão e outros favores políticos impublicáveis.

Chega a ser obsceno assistir pastores brigando ou se justificando publicamente por causa dos entraves e conchavos políticos. Na dúvida, não ouça e nem siga nem mesmo a orientação de sua denominação ou de seu pastor na hora de votar, eles pode mestar tremendamente enganado!

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

VALE A PENA LER DE NOVO


RADICALIZE: NÃO VOTE EM EVANGÉLICOS

Calma! Antes de julgar pelo título leia o artigo na íntegra!

É cada vez mais crescente o interesse de ministros evangélicos pela política. Pena que este interesse seja movido por interesses que, boa parte das vezes, fogem às regras das boas intenções e motivações. Escrevo e afirmo sem medo de estar julgando (e se estivesse, estaria no meu direito) que nem mesmo o altruísmo, o heroísmo ou a simples generosidade estão embutidos no tal interesse.

Entendo que há muitos irmãos que são bem intencionados e alguns (tipo agulha no palheiro) são realmente preparados e capazes de realizar bons trabalhos na vida pública, seja em que cargo for.

Mas, a experiência tem mostrado que muitos ministros evangélicos que migram para o terreno político se tornam grandes cafajestes, causadores de escândalos, oportunistas demagogos, falastrões insensatos e exímios aproveitadores do expediente que as credencias políticas conferem – estas, por sua vez, são conhecidamente usadas para favores pessoais, denominacionais e outras coisas não muito diferentes.

Você que é crente e está lendo esta mensagem pense rápido: Faça uma lista mental de 10 políticos evangélicos, de suas respectivas obras ou trabalhos relevantes (não vale plaquinha de cidadão honorário para apóstolos e afins, nem nome de pastor falecido em ruas ou praças, tá?) para sua cidade, estado ou país. Conseguiu? É muito difícil!

Somados os vereadores, deputados estaduais e federais, senadores e ocupantes de cargos políticos por indicação, talvez cheguemos à casa dos milhares de irmãos e irmãs das mais variadas denominações. Mas, mais uma vez perdoem-me mais a acidez: Boa parte deles são tão parasitas quanto quaisquer ateus ou adeptos de outras religiões ou crenças, quando o são.

Antes que me crucifiquem, quero deixar registrado que entendo, aceito e até creio que se faz necessário a presença de pessoas que representem o Reino, e influenciem com o poder do Evangelho os meios políticos. Entendo que o registro Bíblico mostra que Deus usou providencialmente homens e mulheres para realizarem grandes obras a partir de cargos, posições ou influencias políticas – e que Ele pode fazer isto nos dias de hoje. Na verdade, o título foi apenas uma maneira de chocar e atrair o leitor para o corpo do texto, pois creio que é possível ser mais criterioso na hora de votar por pessoas que vão não só representar o bairro, a cidade, o estado ou a nação: Eles irão representar o Reino do Senhor Jesus! Por isto, NÃO VOTE EM EVANGÉLICOS:

• Que não tenham testemunho condizente com a Bíblia;

• Que não possuam satisfatórios preparo e conhecimento teológicos;

• Que não sejam membros ativos de alguma igreja ou denominação;

• Que não queiram ou não se deixem ser mentoreados por líderes capazes e imparciais;

• Que não tenham uma plataforma ou proposta coerentes com suas aspirações políticas;

• Que não estejam dispostos a deixar a titularidade de suas congregações – no caso de pastores responsáveis diretos por rebanhos – pois é quase impossível conciliar a vida pública com o expediente pastoral;

• Que não tenham capacidade intelectual e formação suficientes;

• Que não tenham um histórico que justifique sua incursão na política.

É do conhecimento de todos que na época de eleições muitas igrejas, lamentavelmente, fervilham de candidatos em busca de votos. Alguns deles são verdadeiros “diabos”, mas se “transfiguram em anjos de luz” no afã de conquistarem mais eleitores – alguns até já politizaram o“glória a Deus” e o “aleluia”; outros até pregam com fervor!

Há até irmãos candidatos que apelam para profecias, sonhos e visões – que muitas vezes não se cumprem nas urnas!

Neste tempo, congregações inteiras são mobilizadas e orientadas a votarem nos candidatos e partidos que seus pastores julgam melhores (leia-se “candidatos e partidos que lhes oferecem maiores vantagens”)... É o tempo em que muitas igrejas se transformam em comitês políticos; muitos pastores se trasvestem de cabos eleitorais; muitos púlpitos viram palanques e muitos crentes passam de ovelhas a vaquinhas de presépio! Por estas e por muitas outras razões, não aconselho e nem voto em qualquer evangélico!– pr Aécio

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Comentário adicional: Algumas vezes assisto ao horário eleitoral e fico dividido em minha raiva com patética atual situação política brasileira. Fico entre o dissimulado humor amarelo do palhaço mais sem graça do país e a sordidez farisaica e proselitista de alguns "bispos", "apóstolos", "missionários" e outros puxadores de votos (ou será puxa-sacos?). - pr Aécio

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

“...VOTE EM MIM ABESTADO...”


A frase acima, li no site de certo humorista, agora candidato a deputado federal.
Sabe-se que é proibido fazer piadas com candidatos 90 dias antes das eleições, quanto ao referido aspirante à nossa seríssima Câmara Federal, porém, isto nem é necessário por se tratar de uma piada pronta, uma caricatura muito engraçada. Aliás, de todas as piadas que este senhor deve ter contado ou encenado ao longo de sua vida, esta é de longe a mais hilária!

Mas, uma coisa acho que a gente precisa considerar: Ele, por enquanto, ainda que só esteja brincando e fazendo o que sabe com o eleitorado ao chama-lo de “abestado” (*), pelo menos faz o que os outros não têm coragem (se é que precisa disto) de dizer o que os outros candidatos nunca disseram.
É público e notório que há políticos espalhados pelas câmaras de vereadores, câmaras de deputados federais e estaduais, além do Senado, que não nos chamam (pelo menos à vista) de “abestados”, mas que nos tratam como se fôssemos!

E quanto aqueles que não usam roupas de palhaços, que posam de sisudos diante das câmeras de televisão, mas que riem nos bastidores ao contabilizarem as grandes somas de dinheiro que angariam através de propinas e concordatas sórdidas?!

O que o humorista e, então, candidato faz diante das câmeras da TV aberta pra todo mundo ver e rir, não pode ser comparado com o aquilo que só as câmeras escondidas dos vídeos-denúncia trazem à tona. Embora não seja fã e muito menos eleitor do mesmo, preferiria seu humor “trash” e performances ensaiadas no plenário, aos discursos purulentos, verborrágicos e demagógicos daqueles que sabem muito bem como atuar em seus planos de enriquecimento ilícito nos bastidores, para depois rirem sarcasticamente de nós.
Pode até ser que este senhor seja eleito – em termos de política nada mais me surpreende neste país. Ao menos ele confessa que nem sabe o que vai fazer em Brasília, mas será que ele é o único a ignorar o que realmente deve fazer por lá? Arrisco em dizer que não, a maioria não sabe mesmo. – pr Aécio

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Abestado: Adjetivo pejorativo e degradante que provém de besta = pessoa burra, boba.

terça-feira, 4 de maio de 2010

VALE A PENA LER DE NOVO - "POLÍTICOS NOS PÚLPITOS: A INSUPORTÁVEL INVASÃO"


Não é de hoje que a igreja brasileira vem se “prostituindo” com a política.

Como uma prostituta de beira de estrada (desculpe a grosseria) muitas denominações se entregam a partidos políticos em troca de dinheiro para reformar seus templos, financiar congressos, conferências ou outro evento qualquer. Isto é uma relação tão promíscua e absurda que certos pastores não têm nenhum pudor em entregar seus púlpitos (e seu rebanho) a homens e mulheres muitas vezes ímpios – alguns até ateus – interessados em favores e regalias que contemplem suas denominações (que é o que lhes basta!).

Na época que antecede as eleições por aqui começa a “farra do boi”. A casa de Deus em muitos lugares vira a casa da mãe Joana! Centenas de púlpitos se transformam em palanque e tribunas eleitoreiras, onde a demagogia partidária toma o lugar e a honra que deveriam ser dadas somente ao Senhor Jesus.

Sempre achei o fim da picada, políticos invadirem os cultos e demais eventos evangélicos com aquelas máscaras de falsa simpatia e falsa generosidade, quando em seus corações o que eles vêem nem são pessoas, enxergam apenas mais eleitores, mais votos. Com uma mão, eles pedem a benção de Deus e com outra, recebem a ajuda do capeta!

Mais horroroso ainda é a atitude patética dos pastores que lhes entregam os microfones em pleno culto, permitindo que tais homens ou mulheres cheios de segundas intenções ensaiem rápidos discursos em tom religioso, citem certos chavões bíblicos ou imitem os crentes com cumprimentos no bom, batido e besta evangeliquês do tipo “a paz do senhor irmãos” – haja paciência para aguentar tanta teatralidade, tanta estupidez.

Outra coisa que acho o fim do fim da picada são os pastores que dividem o tempo entre o ministério pastoral e cargos políticos. Isto sim é um dos maiores disparates. Não adianta quererem dar exemplos de estadistas bíblicos, ou de Calvino, Martin Luther King, etc., porque isto não cola pra mim! Na minha humilde opinião se o sujeito quer ser político, que dê adeus ao púlpito! Quer púlpito, dê adeus à política!... O quê, deputado e pastor? Senador e bispo? Vereador e apóstolo? Uma vírgula... Coração dividido, isto sim! Isto não rola e nem cola! Pra mim não! Jesus disse que não se pode servir a dois senhores e ponto final!

Entendo que é preciso que homens e mulheres tementes a Deus estejam em posições estratégicas, mas entendo também que há muitos líderes evangélicos que se corrompem e causam escândalos de proporções gigantescas, que mais atrasam do que adiantam para a causa do Evangelho. Atualmente há pastores, missionários, apóstolos, evangelistas, etc., que são analfabetos políticos, não entendem quase nada dos cargos que ocupam e que são colocados lá pelos membros de suas denominações, para obterem vantagens e favores para si mesmos e, quando muito, legislando em prol de suas igrejas ou criando projetos para batizar ruas com nomes de antepassados crentes ou praças da Bíblia – desculpe a ironia de novo. No geral vários políticos crentes são ilustres desconhecidos para as comunidades às quais deveriam servir. São celebridades anônimas para as pessoas de seus bairros e cidades, conhecidos tão somente nos quintais de suas igrejas.

Homens e mulheres honestos sabem que não conseguem conciliar estes dois jugos (dividir tempo entre púlpito e cargo político). Mas, justiça seja feita, atualmente há meia dúzia no Brasil que sabem, entendem e se afastam das suas funções do ministério cristão para se dedicarem ao ofício e exercício políticos – entenda meia dúzia como uma simples ironia pelo fato de que muitos líderes evangélicos atualmente no cenário político não cheiram nem fedem.

Quero terminar contando uma situação em que fui convidado a falar numa igreja onde havia um pastor candidato a vereador. Antes de ministrar fui questionado sobre o que achava do envolvimento da Igreja com a política, respondi o que já escrevi em uma matéria anterior: "Água e óleo, irmão, não se misturam!"
Não satisfeito com minha resposta perguntou se eu votaria nele, caso morasse naquela cidade. Respondi um grande “NÃO”, afirmando que não o conhecia suficientemente, muito menos seus projetos; que não voto em quem não conheço, e que para mim o que interessa é que os políticos sejam bons profissionais da política, não necessariamente crentes*.

Antes de terminar a conversa perguntou se eu oraria por ele no final do culto, ao que concordei com uma ressalva: Que não fosse no púlpito – e assim sucedeu. Minha oração foi bem objetiva, porém, fiz questão de pedir ao Senhor que, se fosse para ele ser só mais um político (porque de político safado o Brasil e o inferno já estão cheios), que não fosse eleito, pois seria muito mais útil na igreja onde servia do que na câmara dos vereadores. Ele perdeu a disputa – pode não ter sido só por causa da minha oração, mas glórias a Deus por não corrermos o risco de termos mais um político crente medíocre na área, sem nenhuma relevância nem para a Igreja, nem para a sociedade e muito menos para a história de sua comunidade. – pr Aécio

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*Mais uma vez apelo: NÃO VOTEM EM POLÍTICOS SÓ PORQUE SÃO CRENTES! Lamentavelmente há muitos “crentes” sacanas no cenário político brasileiro! Analisem cada candidato; pesquisem seus históricos; seus projetos; julguem seus partidos e, sobretudo, não se deixem levar pela indução de seus pastores e líderes sem os devidos questionamentos e críticas. Lembre-se que o voto é livre e cada um deve votar de acordo com sua consciência. Não vote nem mesmo em seus pastores ou líderes locais, caso eles não tenham projetos com abrangência social e comunitária – denominacionalismo e “igrejismo” só não bastam.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

OLHA AS ELEIÇÕES “TRAVÊS”

Não é de hoje que bato de frente com a politização das denominações evangélicas brasileiras. Parece-me que nossos líderes desconhecem a história, ou então, são acometidos de amnésia temporária sempre que se inicia a temporada de caça aos votos.
Minha abordagem não é a de levantar a bandeira de nulidade total das igrejas em relação à política, nem de rechaço aos políticos (se bem que alguns merecem passagem só de ida para Marte), apesar de minhas opiniões – algumas radicais, reconheço – contrárias à grande maioria das lideranças atuais. Estas, não só usam e abusam do troca-troca de votos, como se utilizam de estratagemas nada honestos para manipular as massas que estão sob seus auspícios. Lembro-me com nitidez de quando ainda novo convertido fui induzido a não votar no Lula porque o pastor local recebeu uma “ordem lá de cima” (o “oráculo” presidente da convenção) de alertar o povo da igreja que o mesmo era o anticristo! Sério... É cômico mas é isso mesmo!
Era um dia de culto e o clima assumiu um ar meio tétrico. Os diáconos foram orientados a baixarem as portas para que o povo ouvisse a sinistra “revelação-orientação” – quase uma coação para que não votássemos no naquele que para eles era uma manifestação do capeta! Havia inclusive, interpretações das cores do PT, da estrela de cinco pontas, da barba do homem... Burrice pouca é bobagem, né?! Fiquei com medo terrível do Brasil ser tomado de assalto pelo anticristo... Hoje, mesmo sem ser partidário e não ter votado nele ou em nenhum outro candidato do PT (meu voto hoje é o da consciência, não o da indução), penso que “nunca na história desse país [sic]” tivemos um presidente que tivesse a cara do povão e que falasse sua língua; que mesmo não sendo unanimidade deixará uma marca de popularidade invejável para todos aqueles que torciam pelo seu fracasso – com erros e tudo.

Pois bem, as coisas hoje mudaram. Tem gente comendo do pão que diabo não amassou! Há, há, há... Não resisti a piada! Os mesmos que outrora tachavam o agora presidente Lula de anticristo, hoje babam nas barbas do homem... Xi! Outra piada! As igrejas que rechaçavam o vermelho se “avermelharam”... De novo!... Hoje estou impossível!

Se sou contra ou a favor das igrejas se associarem a partidos, ou de indicarem candidatos, etc., é algo que posso comentar posteriormente com mais profundidade. Por enquanto, adianto que defendo com unhas e dentes a idéia de que os pastores não deveriam ceder seus púlpitos a candidatos com o intuito de “fazer a cabeça” das pessoas, induzindo-as a votarem neles ou em seus partidos para tirar proveito.
Neste caso, acredito que o mais ético e coerente é orientar aos irmãos da comunidade a votarem conscientes da importância de seus votos como expressão de cidadania. Orientar que, ainda que os mesmos optem por anular seus votos, que o façam na liberdade de consciência individual, nunca por indução do pastor ou outro ministro. Peço também para que analisem os partidos e respectivos candidatos; que sondem as propostas; que busquem conhecer as idéias e pensamentos que os candidatos defendem de maneira que não choquem com o que declaramos e cremos; etc. Outra coisa que deixo bem claro é que não devemos votar em candidatos só porque são evangélicos, pois infelizmente, “picaretas” têm aos montes em nosso meio. – pr Aécio