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terça-feira, 3 de julho de 2012

NO MEIO DO CAMINHO HÁ UMA IGREJA


A igreja evangélica brasileira tem experimentado um crescimento sem precedentes nos últimos 30 anos aproximadamente. Entretanto, este crescimento (ainda) não tem sido suficiente para a conscientização de sua tarefa e consequente mobilização para a “Grande Comissão”. Tal afirmação pode ser facilmente constatada ao consultarmos os dados estatísticos que mostram as ações missionárias dentro e fora do país. Exemplos: Número insignificante de missionários proporcionalmente aos membros das igrejas evangélicas; investimentos irrisórios em missões comparativamente a outros investimentos; ausência de ensino sobre o assunto, resultando no pouco conhecimento, ou ignorância total sobre o tema (incluindo lideranças); etc.

O poeta disse “no meio do caminho tinha uma pedra”, o missionário diz “no meio do caminho há uma igreja”! É isso, a igreja local se transforma em uma “pedra de tropeço” no meio do caminho quando não cumpre seu devido papel.

Ao longo dos anos aprendi pelas leituras, pesquisas, experiências e observações que independente do tamanho e da estrutura, qualquer igreja local pode contribuir significativamente para o avanço mundial através de ações simples, porém, surpreendentemente eficazes no resultado final. 
Dentre estas ações estão a conscientização e mobilização dos crentes; a captação e a devida aplicação de recursos financeiros; o despertamento, treinamento, envio e sustento de vocacionados para o campo.

Estas últimas parecem complexas, mas se nos atermos menos às questões funcionais, burocráticas e técnicas nas ações missionárias, focando a obediência a ordem de Jesus, então, concluiríamos que nossa parte é cumpri-la, o resto é consequência!

- pr Aécio -
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TEXTO INTRODUTÓRIO DE AULA SOBRE MISSÕES

segunda-feira, 2 de julho de 2012

FESTA DO QUENTE: DATA ALTERADA

ATENÇÃO!


A "FESTA DO QUENTE" NÃO SERÁ MAIS NO DIA 08 (DOMINGO)
.
OCORREU UM ERRO ENTRE AGENDAS E O EVENTO DEVERÁ ACONTECER SEM MAIS PROBLEMAS NO DIA 14 (SÁBADO), LOGO APÓS A CEIA DO SENHOR NA IBERO.

Pedimos desculpas e a compreeensão dos am
igos que já haviam mostrado interesse em nos apoiar. 
Caso haja possibilidade, por favor, estejam conosco!

CARTAZ: CLICA QUE AMPLIA!

domingo, 1 de julho de 2012

RECESSO DA EBD 2012


Começou hoje o recesso da Escola Bíblica Dominical da Ibero!

Este é um tempo de "férias", mas lembremos que a Bíblia deve fazer parte do nosso cotidiano e não apenas aos domingos.

Apesar das novas modalidades de ensino adotadas por várias denominações atualmente, nós da Ibero temos as gratas convicção e satisfação de mantermos a "boa e velha" Escola Dominical como referência de ensino ideal para o crescimento do novo convertido, e um método indispensável pra a manutenção da fé dos "veteranos".

Além disto, entendemos que a EBD não se trata de um instrumental eficaz e confiável apenas para cultivarmos o ensino sistemático das Escrituras Sagradas. Cremos que trata-se também de uma poderosa estratégia que pode fornecer a todas as igrrejas e comundades:
  • O discipulado contínuo;
  • Um ótimo ambiente para a formação do caráter cristão desde a mais tenra idade;
  • A oportunidade para despertamento de aspirantes ao serviço cristão;
  • Um treinamente teológico constante para líderes e obreiros;
  • A capacitação para o reconhecimento e combate de seitas e heresias;
  • Um espaço ideal para debates de ideias;
  • A oportunidade de se abordar mais profundamente assuntos polêmicos;
  • Um ambiente propício para desenvolvimento de amizade e comunhão;
  • A oportunidade de se promover evangelização e missões;
  • A consolidação da fé e do testmunho cristãos;
  • Um cuidado pastoral mais abrangente.
Esperamos todos os membros da Ibero na EBD do próximo semestre!

Um forte abraço!

- pr Aécio -

sábado, 30 de junho de 2012

COMO SERÁ A IGREJA EVANGÉLICA BRASILEIRA DE 2040?

POR: Paulo Freston
Via: ULTIMATO

Saiu nos jornais o resultado de uma pesquisa do IBGE com dados interessantes sobre a realidade evangélica no Brasil. O dado que mais nos chamou a atenção é o que diz respeito à categoria evangélica que mais cresce: o “evangélico sem igreja”. A maior parte desse grupo não é de evangélicos “nominais” (os que se autodenominam evangélicos, mas não frequentam uma igreja); antes, é composta pelos que se consideram evangélicos, mas não se identificam com denominação alguma. Longe de ser “nominal” ou “não-praticante”, o evangélico sem igreja talvez frequente várias igrejas sem se definir por uma; ou pode ser que assista a uma igreja durante alguns meses, antes de passar facilmente a outra. Com isso, não chega a se sentir assembleiano ou batista ou presbiteriano ou quadrangular. Existe, então, um setor crescente de pessoas que se identificam como evangélicas, mas não como pertencentes a uma determinada denominação.
Há também outra tendência que logo vai aparecer. Ainda não temos os resultados religiosos do Censo de 2010, mas as pesquisas recentes indicam que a porcentagem de evangélicos continua crescendo -- não no ritmo dos anos 90 (que foi inteiramente excepcional), mas voltando ao ritmo de crescimento que caracterizou os anos 50, 60, 70 e 80. Contudo, esse crescimento um dia vai parar. Tal afirmação não é uma questão de “falta de fé”! Mesmo estatisticamente, nenhum processo de crescimento pode durar para sempre. Percebemos, pelas tendências atuais, que o fim do crescimento evangélico no Brasil pode não estar distante. De cada duas pessoas que deixam de se considerar católicas, apenas uma passa a se considerar evangélica. Além disso, evidentemente, a Igreja Católica não está a ponto de desaparecer. Fenômenos como a Canção Nova e outros testemunham disso; ou seja, há formas de catolicismo que arrebanham muita gente. É verdade que o catolicismo continua diminuindo numericamente, mas principalmente entre adeptos nominais ou de vínculo fraco. Existe um núcleo sólido que não está desaparecendo e que constitui, provavelmente, em torno de 25 a 30% da população. Pelas tendências atuais, será difícil que os evangélicos, que hoje são em torno de 20%, passem de 35% da população. 

Tudo isso significa que logo vivenciaremos uma nova fase da religião evangélica no Brasil. Estamos desde os anos 50 na fase do crescimento rápido. (Antes dos anos 50 as igrejas não cresciam tanto.) Crescimento rápido significa que a igreja média tem poucas pessoas que nasceram evangélicas, mas muitas que se converteram, inclusive que acabaram de se converter. Essa situação é privilegiada sob muitos aspectos, mas também tem certas implicações. Quando terminar a fase do crescimento rápido -- provavelmente nas próximas duas ou três décadas --, haverá outro perfil em uma igreja média: mais pessoas que “nasceram na igreja” e menos que se converteram ou que acabaram de se converter. Com isso,  muitas coisas mudarão. O perfil de liderança eclesiástica exigida mudará. O crescimento rápido privilegia certo tipo de líder: o que tem um ministério capaz de atrair novos membros. Isso, claro, é muito importante, e sempre haverá espaço para esse tipo de líder. Porém, com a estabilização da igreja, haverá mais espaço para outras modalidades de liderança. E, como sabemos pelo Novo Testamento, os ministérios na igreja são múltiplos e variados. Não devemos ter uma linha de montagem de líderes cristãos com todos exatamente iguais. Temos de abraçar a variedade de ministérios e de tipos de líder evangélico.
 
Por que no futuro uma variedade de tipos de líder será ainda mais importante? Quando as igrejas crescem muito, a exigência é fazer bem o bê-á-bá, pois há sempre pessoas novas chegando. Entretanto, quando há uma comunidade estabilizada numericamente, com mais pessoas com muito tempo de vivência evangélica, outras exigências ganham força. “Entre a conversão e a morte, o que tenho de fazer? Como desenvolvo a minha fé? Como devo crescer nas mais variadas áreas? O que significa ser discípulo de Cristo em todas as dimensões da vida? O que a fé evangélica tem a dizer sobre as questões que agitam a sociedade?” Haverá, então, mais exigência por um ensino variado e por pessoas que saibam falar para a sociedade em nome da fé evangélica. Precisaremos de pessoas preparadas nas mais diversas áreas de interface com a sociedade; portanto, precisaremos de ministérios cada vez mais diversificados. Esse tipo de líder não aparece da noite para o dia, pois a formação leva tempo. O carisma e o autodidatismo não bastam nesses casos.
 
Além disso, será cada vez mais importante a questão da transparência: primeiro, porque é uma demanda do próprio evangelho e, segundo, porque (queira Deus!) o Brasil de 2040 terá uma democracia mais limpa e transparente. Os líderes evangélicos do futuro precisarão ter vida pessoal capaz de ser examinada. Haverá menos tolerância para o líder inacessível e opaco, que vive atrás das máscaras. Em vez disso, uma liderança mais exposta e vulnerável será exigida. E as técnicas não ajudam nisso. O que produz esse tipo de líder é um profundo processo de formação pessoal, que leva tempo.
 
Se não houver pessoas à altura, é possível que, quando terminar o crescimento rápido, em vez de uma comunidade evangélica estabilizada em torno de 35% durante gerações e com um efeito benéfico profundo na vida do país, haja um decréscimo na porcentagem de evangélicos. A curva numérica que agora ascende rapidamente pode cair de forma igualmente rápida. O evangélico ingênuo, que acha que isso nunca poderá acontecer, desconhece a história da igreja cristã, pois isso aconteceu algumas vezes em outros países. Se não tivermos um olhar para o futuro, para perceber os desafios de amanhã e nos preparar hoje para eles, a probabilidade é que esse declínio aconteça.
 
Portanto, o primeiro desafio de hoje em função do futuro é formar um leque de tipos de líder, com ministérios variados, mas sempre humildes e com vidas transparentes. E o segundo desafio é a recuperação da Bíblia. A identidade evangélica não deve estar ligada meramente a uma tradição que se chama evangélica. Antes, ser evangélico significa a vontade de ser verdadeiramente bíblico, em todas as dimensões da vida com Cristo. E a Bíblia é um grande país, um terreno vasto, que precisamos conhecer por inteiro. Todavia, perdemos muito o sentido de ser bíblico. É raro hoje ouvir sermões verdadeiramente embasados na Bíblia. São mais comuns aqueles que nem sequer partem da Bíblia, ou aqueles em que o pregador lê um texto bíblico para depois falar de outro assunto. É incomum a interação séria com o texto bíblico, em que se deixa o texto falar para depois se fazer as aplicações para a vida pessoal, comunitária e social. É raro porque é difícil. Esse tipo de mensagem requer formação, preparo, pensamento, meditação. Via de regra, na fase atual do crescimento rápido, é mais fácil não fazer tudo isso, se preocupar apenas em ter uma igreja cheia.
 
Em um futuro próximo, porém, esse enfoque será cada vez mais necessário. Se não recuperarmos a capacidade de interagir com o texto bíblico, de deixá-lo falar a nós e, a partir disso, tirar as implicações individuais, eclesiásticas e nacionais, nos mostraremos irrelevantes. Assim, é possível que a curva decline logo após a estabilização, pois a capacidade de estudar e ensinar a Bíblia é algo que não se constrói da noite para o dia. É necessário exigirmos de nossos líderes que ensinem a Palavra, que interajam profundamente com o texto bíblico, que não fujam! Contudo, o bom ensino na igreja precisa também ser complementado pela leitura individual. É fundamental adquirir menos livros água com açúcar ou triunfalistas e mais leituras que nos embasem biblicamente.
 
O processo, portanto, tem de começar com os membros comuns exigindo uma melhor qualidade de ensino e de literatura. A nova liderança para fazer frente aos desafios de 2030 e 2040 só vai surgir se houver uma demanda articulada a partir dos membros das igrejas. 
Dentro do tema da recuperação da Bíblia, insisto na centralidade dos Evangelhos. Comenta-se que a fé evangélica se tornou prisioneira da cultura religiosa da barganha. Ora, uma das maneiras de superar a cultura da barganha é incentivar a dedicação a uma causa (como fazem os movimentos políticos mais ideológicos). O problema, neste caso, é a persistência ao longo do tempo, a capacidade de continuar dedicado a ela durante décadas e apesar dos contratempos. Porém, existe uma outra maneira de combatermos a cultura religiosa da barganha: encantando-nos com a figura de Cristo, com a humildade amorosa de sua figura humana retratada nos quatro Evangelhos. O melhor antídoto para a cultura da barganha é o fascínio por Cristo, que advém do estudo sério dos Evangelhos.
 
A igreja evangélica brasileira de 2040 precisará, portanto, de líderes mais diversos nos seus dons, profundos no seu conhecimento e sabedoria e transparentes nas suas vidas; e precisará ter redescoberto o verdadeiro sentido de ser evangélico, que é a vontade de ser profundamente bíblico em toda a nossa existência. Esses dois requisitos existirão se a igreja de hoje tomar as medidas necessárias.
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Paul Freston, inglês naturalizado brasileiro, é professor colaborador do programa de pós-graduação em sociologia na Universidade Federal de São Carlos e professor catedrático de religião e política em contexto global na Balsillie School of International Affairs e na Wilfrid Laurier University, em Waterloo, Ontário, Canadá.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

IGREJAS, MOVIMENTOS E MINISTÉRIOS PREDADORES – PARTE 2


Aqui no Brasil, entre ventos, eventos e atrações, a ala dos predadores vai variando nos métodos e técnicas com o intuito de fidelizar o que podemos chamar de clientela. Isto mesmo, o clientelismo está acima de qualquer outro interesse, inclusive sobre o discipulado e o interesse pelo crescimento espiritual sadio, afinal o que importa é casa cheia... E cofres também! Não importa se é santo ou profano; se é sério ou leviano; se é convertido, invertido ou só divertido!
O pieguismo fingido no trato com os adeptos e simpatizantes destes “devoradores de almas” está na cara (geralmente obreiros e líderes destes segmentos recebem treinamentos que deixariam qualquer franqueado do McDonald’s de queixo caído!).
Pode parecer exagero, mas é preciso saber que o que está por trás da “fala mansa” nas pregações melosas e apelativas, das performances bem elaboradas na apresentação de seus cultos (que muitas vezes se assemelham a shows) e dos jogos de cena recheados de dramatizações emotivas que de espontâneos não têm nada: Tudo é estudado, calculado e combinado como em qualquer empresa que depende de números e, como já afirmei, de numerário.

O discurso afinado com o pensamento secular e humanista correntes faz das igrejas, movimentos e ministérios predadores ótimos atrativos para aqueles que até querem encontrar respostas imediatas para seus dilemas, ou cura para suas doenças.
Sim, não duvido que dentre estes possa até existir um e outro que queira, ou que aceite até mudar de religião. Acho que, no geral, a maioria não quer mesmo é mudar de vida, ou de conduta! Em outras palavras: Não quer conversão, nem compromisso com a fé evangélica!

Pode parecer duro o que você leu acima, mas é a mais pura verdade.
Não pense que a maioria das pessoas que entra nas igrejas evangélicas o fazem por que está cansada de pecar, ou porque teme ser condenada por toda a eternidade. Não pense ainda que foi subitamente tomada de uma paixão descontrolada por Jesus.

Posso ser crucificado por essa afirmação, mas tenho a impressão de que a maioria quer mesmo é o conforto da vida regalada, quer as bênçãos e todas as demais propostas mirabolantes que as fabriquetas de milagres estão oferecendo por aí! Neste bojo estão aqueles que continuarão se embriagando, fumando, usando drogas, mentindo, adulterando, fornicando, subornando, enfim, praticando todo tipo de pecado sem nenhum constrangimento. Estes permanecerão frequentando cultos, eventos ou encontros onde se sentirem mais confortáveis, como se fossem irmãos em Cristo, quando na verdade ainda permanecem na qualidade de filhos do diabo. A esta altura é preciso lembrar que se houve alguma contribuição por parte dos predadores foi a de torna-los duas vezes mais candidatos ao inferno!

COMBATENDO IGREJAS, MOVIMENTOS E MINISTÉRIOS PREDADORES

Durante algum tempo minha preocupação era combater as seitas e heresias clássicas, aquelas que são bastante e facilmente conhecidas em razão dos seus ensinos e práticas esdrúxulos ou antibíblicos estarem muitas vezes à vista. Mas, erroneamente meus esforços eram concentrados no que acontecia apenas do lado de fora das nossas igrejas – ato falho repetido por quase todos os pastores.

Com o tempo percebi que tão ou mais perigosos são os falsos ensinos, doutrinas, práticas e comportamentos que de repente vão surgindo sorrateiramente, bem debaixo dos nossos narizes, entre nós! Estes sim são perigosos porque vão “comendo por dentro”, absorvendo tudo o que está em volta, destruindo, causando polêmicas, semeando dúvidas, provocando subversões, escandalizando e espalhando confusão.
Como um câncer, tais comportamentos erráticos vão crescendo silenciosamente, até chegarem numa “metástase” violentamente incontrolável, fase em que indivíduos ou grupos inteiros já foram comprometidos, e quando não há o que fazer a não ser se livrar deles – como em algumas experiências pessoais, tenho visto muitos pastores às voltas com eventos assim.

A propósito, já que comparei os predadores com o câncer, o mais indicado é o tratamento preventivo, de preferência. A maneira mais eficaz de evitar que uma igreja seja vitimada é a prevenção! Para isto servem as Escolas Bíblicas, os Cultos de Ensino e o mais importante: O discipulado. Por um lado, os pastores precisam implementar e enfatizar estas frentes em suas congregações. Os crentes, por sua vez, precisam urgentemente se interessar mais pelo aprendizado.

Quando não for possível alcançar o mal na origem, seja em que estágio for, o tratamento deve ser, então, radical e intenso. Não tem como a gente “pegar leve” nestes casos!

A pregação expositiva mais do que nunca é fundamental e indispensável. No meu caso, jamais poupei esforços ou palavras todas as vezes que me referi às mentiras e melindres dos “alquimistas da fé”. Algumas vezes ouvi “pastor o senhor não pode falar assim desta igreja, deste movimento, deste ministério ou deste pregador”, mas preferi dar atenção à minha consciência, às minhas convicções ao invés de considerar ou ceder aos conformados – é uma questão de escolher a quem queremos ouvir e servir, se Palavra de Deus ou se as vozes de quem já foi inoculado pelo veneno dos predadores.

Várias vezes preferi perder membros da congregação, encarando algumas destas perdas como uma “cirurgia” de Deus tirando do meio aqueles que, em algum momento, deixaram de ser bênçãos para o restante do corpo, e passaram a ser ameaças – pastores e líderes locais não podem ter medo de perder membros de seus grupos, principalmente oferecem perigo aos demais. É preferível abrir mão de dois, dez ou vinte do que correr o risco de perder uma igreja ou uma comunidade inteira!

Um abraço!

- pr Aécio -

quinta-feira, 28 de junho de 2012

SEM PALAVRAS...


AS MELHORES MANEIRAS DE MATAR BEBÊS EM GESTAÇÃO

NO MANUAL DA ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE SAÚDE PÚBLICA

FONTE: BLOG DO JULIO SEVERO

John-Henry Westen
GENEBRA, Suíça, 22 de junho de 2012 (LifeSiteNews.com) — A Organização Mundial de Saúde (OMS) publicou um manual detalhando as maneiras mais eficazes de se matar bebês em gestação, com diferentes métodos em cada estágio do desenvolvimento do feto.
O documento é a segunda edição de “Aborto Seguro: orientação técnica e política para sistemas de saúde”, originalmente publicado em 2003.
“É uma leitura assustadora”, afirma Scott Fischbath, Diretor Executivo do Minnesota Citizens Concerned for Life (MCCL) [Cidadãos de Minnesota Preocupados com a Vida] em escala global.
 “Seguir esses parâmetros irá certamente matar as mulheres e seus bebês, principalmente nos países em desenvolvimento", acrescenta. “Algumas das recomendações, admite a OMS, são baseadas em pouca evidência.  Elas são verdadeiramente irresponsáveis e mortais”.
Defensores internacionais do aborto celebraram o novo manual da OMS como “um grande avanço”. O IPAS, organização fundada com a criação de um dispositivo de sucção utilizado em abortos, elogiou “o respeito da OMS ao papel essencial do acesso ao aborto na saúde da mulher e na sua capacidade de exercer plenamente os seus direitos humanos” evidenciado em um novo documento.
Os parâmetros incluem quatro tópicos principais: estimativas sobre o aborto inseguro pelo mundo, as últimas recomendações clínicas para realizar abortos, recomendações para “ampliar” os serviços, e conselhos sobre formulação de políticas e legislação. A última das quatro áreas não costuma ser encontrada em documentos de recomendações médicas, mas a OMS destaca a aplicação da “base dos direitos humanos” para avançar na legislação e na formulação de políticas pró-aborto; principalmente para mulheres jovens.
Ao longo dos anos, a OMS tem feito um bom trabalho para que milhões de pessoas protegessem, avançassem e melhorassem suas vidas, mas Fischbach afirma que os parâmetros mortais para avançar e promover o aborto levam a organização em uma direção completamente diferente.
“A solução para os abortos ilegais e para as altas taxas de mortalidade infantil é simples: forneçam uma fonte limpa de água, uma fonte limpa de sangue e uma saúde pública adequada”, explica Fischbach.  “As estatísticas confirmam que isso salva as vidas das mulheres, não a legalização do aborto”.
Entre em contato com a Organização Mundial de Saúde:
Representante da Organização Pan-Americana de Saúde/Organização Mundial de Saúde no Brasil
Setor de Embaixadas Norte, Lote 19, 70800-400 Brasília, DF, Brasil
Caixa Postal 08-729, 70312-970 - Brasilia, DF, Brasil
Tel: +55 61 3251-9595
Traduzido por Luis Gustavo Gentil do artigo do LifeSiteNews: “World Health Organization publishes manual on best ways to kill unborn babies

quarta-feira, 27 de junho de 2012

UFC X PROTESTO EVANGÉLICO EM BH - DEUS NÃO TEM NADA A VER COM ISSO!

 UFC 147: competição de MMA é marcada por protesto de evangélicos e demonstração de fé dos atletas


No último sábado a cidade de Belo Horizonte foi palco do UFC 147. Na capital mineira a competição de MMA, considerado por muitos como um esporte violento, foi marcada por protestos de evangélicos e demonstração de fé dos atletas.

Apesar da discussão sobre a violência levantada pelos evangélicos, segundo o GPrime, muitos atletas manifestaram sua fé durante o evento esportivo. Wanderlei Silva que perdeu a luta para o americano Rich Franklin, se ajoelhou e orou antes de subiu ao octógono.

Evangélico, o lutador Rodrigo Damm também fez sua demonstração de fé no evento, Damm usou a música “Nuvem de Glória” de Fernanda Brum como fundo musical para subir ao octógono, para a luta na qual derrotou Anistávio Gasparzinho. Ao final da luta o pugilista, que tem a palavra “missão” tatuada no peito, fez ainda uma oração de agradecimento: “Obrigado Senhor, obrigado Deus, meu nome é missão”.

A tatuagem do lutador é uma referência à igreja capixaba Missão Praia da Costa, da qual ele faz parte.

De acordo com o Terra, Silva criticou a postura dos evangélicos em relação ao evento e destacou a importância de se protestar sobre assuntos mais relevantes. “Tem que fazer protesto contra crack, não contra esporte. Não tem que fazer protesto nenhum contra o MMA. Nós vivemos disso, representamos uma massa e temos muitos fãs e admiradores. O esporte é a salvação”, afirmou o lutador, que ressaltou ainda o crescimento do esporte no Brasil e destacou o lado humano a luta: “o MMA está crescendo muito no Brasil. Aqui o pessoal sempre gostou de luta, mas não tinha muito acesso. A gente mostrou que por trás do lutador tem um pai, um filho. São pessoas que correm atrás do sonho como todo brasileiro”.

O diretor de Desenvolvimento Internacional do UFC, Marshall Zelaznik, afirmou que essa não foi a primeira vez que enfrentam problemas com grupos religiosos por causa do esporte. “Já tivemos que enfrentar protestos. O Wanderlei estava lá na Alemanha. São coisas para quais nós estamos preparados. Não temos que discutir com ninguém e não teremos problemas no Brasil, um país que tem tradição no MMA”, afirmou, lembrando o primeiro UFC na Alemanha quando, revoltados com a chegada do evento no país, religiosos alemães protestaram contra a violência do MMA.

“Sempre vai ter esses protestos. Mas agora é nossa onda”, destacou o lutador Maurício Shogun. Ele ainda comparou o MMA ao futebol e ao hóquei, e afirmou que se trata apenas de mais um esporte de contato.

Fonte: Gospel+
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COMENTÁRIO DO PR AÉCIO:

A facilidade com que os cristãos modernos defendem suas idéias, preferências e pensamentos usando e abusando de Deus e da Bíblia é impressionante! Discussões absurdas como esta desanimam muita gente, e causam cada vez mais danos à fé evangélica... 

Parem com estas bobagens!!! 

Quanto aos manifestantes de BH, acho que deveriam deixar os lutadores se esmurrarem, baterem e apanharem quando quiserem, e o tanto que quiserem até o sangue! 
Ao invés de protestarem, deveriam gastar suas energias evangelizando, num autêntico protesto contra o inferno - esta sim é nossa luta!

Para os atletas que amam esta modalide de esporte e escolheu como profissão, seria bom se deixassem os manifestantes e as opiniões contrárias de lado, mas também deveriam tomar mais cuidado ao fazerem alusões à Deus, à fé e à Bíblia porque na maioria das vezes erram em suas declarações, e erram feio!
 
Para mim, é uma desinteligência achar que o Criador está envolvido nesta pendenga ridícula, entre quem concorda e quem não concorda com UFC ou quaisquer outros esportes! Na minha humilde opinião, Deus, o Senhor dos senhores, tem ocupações maiores, mais importantes e urgentes para tratar do que desperdiçar tempo num octógono, ou numa multidão alvoroçada de protestantes... Creio que Ele não tem nada a ver com isto!

Estas são minhas impressões!

Um abraço.

CADÊ O PASTOR?

No dia 15/07, domingo,  à partir da 19h, o pastor Aécio ministra em Conferência Missionária em São Bernardo do Campo, na Igreja Batista Missionária (Areião), liderada pelo Pr Roberto.
End.: Rua Cruzeiro, 669  -  São Bernardo do Campo

terça-feira, 26 de junho de 2012

IGREJAS, MOVIMENTOS E MINISTÉRIOS PREDADORES


Não sei se o título explica, ou se é exatamente o que sinto em relação a determinadas igrejas, movimentos e ministérios que a cada instante surgem com procedimentos que sugam, minam, agridem, desrespeitam, confundem e acabam por estragar trabalhos evangélicos sérios, alguns que levaram dezenas de anos para serem plantados, edificados e estruturados.
Sem nenhum constrangimento ou pudor, grupos “predadores” costumam até mesmo alugar salões e outros espaços vagos bem próximos de igrejas há muitos instaladas, travando uma espécie de vale-tudo para atrair os crentes das vizinhas e os não crentes desesperados do entorno.
Quando lancei mão do termo “predadores”, o fiz pensando naqueles que invariavelmente chegam com propostas mirabolantes e irresistíveis, arrombando ou destruindo tudo o que está à sua volta. São aqueles que usam e abusam das temáticas “milagres”, “prosperidade”, “poder de Deus”, “libertação”, “cura”, “restituição”, “restauração”, “conquista” e outras não menos atraentes – temas que chamam a atenção principalmente de curiosos, mas são iscas quase sempre infalíveis para grupos de pessoas (cristãos ou não) que estão:

- Fragilizadas social, psicológica, emocional ou espiritualmente;
- Buscando uma religião ou crença (não importa qual);
- Descontentes com suas igrejas ou denominações;
- Procurando desesperadamente uma tábua de salvação, não importando o que ou qual seja;
- Atrás de novas ou “diferentes” experiências relativas ao universo da fé.

Não é muito difícil a gente identificar igrejas, movimentos e ministérios predadores.
Apesar de confundirem os indoutos ou menos avisados, pois à primeira vista boa parte deles é muito similar aos demais segmentos evangélicos, algumas marcas são peculiares e facilmente identificáveis. Veja algumas:

QUANTO AS LIDERANÇAS:

No geral, são liderados por homens ou mulheres extremamente carismáticos e com grande habilidade na oratória, através da qual fazem questão se auto promoverem, demonstrando certa aura messiânica. Estes também gostam de manipular as massas usando desde as técnicas de sugestão e dos velhos e batidos chavões, e até a ênfase exagerada no “sobrenatural”. Esta química infernal resulta num marketing intenso e apelativo que ilude, hipnotiza e atrai.
Em suas performances, estes líderes costumam agir como santos, amorosos, atenciosos e humildes diante de suas plateias. No entanto, fora do alcance dos olhos do público eles podem ser verdadeiros demônios, caudilhos autoritários, egoístas excêntricos, esbanjadores cheios de caprichos e luxos que se materializam em carros importados, mansões caríssimas, jatinhos particulares, helicópteros e outros mimos dignos de milionários excêntricos.
Como se não bastasse a ostentação no estilo de vida, os líderes deste meio também amam títulos de “apóstolos”, “bispos”, “patriarcas”, “pais”, etc. – se continuar assim, em breve teremos semideuses, arcanjos e querubins em carne e osso!

QUANTO AS PROPOSTAS:

Geralmente suas propostas e ofertas são extremamente ousadas e radicais, levando as pessoas a crerem cegamente que poderão mudar rapidamente da miséria absoluta à vida regalada. Além disto, prometem milagres instantâneos dos mais espetaculares do tipo “cura do câncer”, “cura da Aids”, “quebra do ciclo de maldições que acompanha a família”, etc.  A impressão que querem causar é a de que eles são mais poderosos, ou que possuem franquias exclusivas do poder de Deus!
Exageros à parte, basta ir até um local onde eles se apresentam, ou assistir um de seus  programas nos canais abertos de TV, para ver o quanto os pregadores desta ala usam e abusam à exaustão das imagens em que seus seguidores afirmam ter recebido uma cura, um milagre, uma benção qualquer.
Mas, é preciso observar que a exposição exaustiva de um caso provoca a impressão (ou a ilusão) de que aquilo é uma constante, que acontece a todos que frequentam suas reuniões, mas não é bem assim.
Quero registrar um caso recente como exemplo de um ex-obreiro da igreja que pastoreio, o qual migrou para a mais nova sensação de curas e milagres no Brasil– a IMPD –, encantado com o curandeirismo e com as falsas promessas. Após abandonar os remédios dos quais dependia, trocando-os por “óleo e água ungidos”, morreu pouco tempo depois. Um absurdo que custou a própria vida! Isto eles não publicam na TV, não é?!
O que dizer do sincretismo encontrado nas campanhas, correntes, reuniões e cultos na IGD, na IURD, na CCB, na IPDA, nos movimentos mais recentes batizados de “emergentes” e outros tantos que vão “dando cria” por aí?

QUANTO AOS ENSINOS OU DOUTRINAS:

No meu caso, penso que a maneira mais fácil de identificarmos um seguimento predatório é prestando bem atenção em seus ensinos, pregações e até nas músicas, hinos, etc. Depois, é só compará-los com as Escrituras, pois como em quaisquer seitas, eles ensinam, pregam e cantam até as coisas mais absurdas com ares de revelações divinas, mas que não resistem à mais simples análise exegética ou hermenêutica.
Mas é preciso ressaltar aqui que a gente esbarra num problema sério que contribui para o crescimento destes “monstros” religiosos: De um lado os descrentes ou adeptos de outras religiões ignoram as verdades contidas nos Evangelhos, e de outro os crentes leem pouco ou quase nada da Bíblia!
Outro aspecto importante: Boa parte das igrejas evangélicas ou cristãs já abriu mão da Escola Bíblica Dominical, do discipulado e de outras formas clássicas de ensino, as quais levavam os crentes ao aprofundamento bíblico.
Na tentativa de suprir a carência (ou ausência) de ensino, aquelas igrejas aderiram a movimentos com propostas rasas, que não suprem adequadamente a necessidade do ensino sistemático e permanente da Bíblia.
Lembro-me com pesar de quando surgiu um dos mais perturbadores movimentos em terras tupiniquins. Aquele que no Brasil ficou conhecido como “G-12”, e que espalhou heresias ridículas como a tal da “regressão espiritual” e aquela coisa horrorosa conhecida até hoje como “quebra de maldição”, dentre outras não menos malignas, etc.
Foi um alvoroço de pessoas correndo para seus encontros e pós-encontros que, por fim, as deixaram desencontradas até hoje! Este movimento predatório perdeu força, mas como todos os demais, onde passou também deixou um lastro de destruições, divisões, confusões, e rebeliões.

Acordei com isto na cabeça, não se continuo o assunto depois... Pode ser que sim!

Um abraço!

- pr Aécio -