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domingo, 14 de março de 2010
sexta-feira, 12 de março de 2010
quinta-feira, 11 de março de 2010
ALGO COERENTE SOBRE O "CREPÚSCULO"
Vez por outra, sou procurado para dar alguma opinião sobre assuntos relacionados à adolescência. Não é segredo que tenho uma obra direcionada a este público, comento lições de Escola Dominical para a faixa etária e, além de ser educador, sou pai de uma pré-adolescente. O jornalista Ivan Carlos, da Revista GeraçãoJC, enviou-me algumas perguntas para a matéria de capa da nova edição do periódico. Confira minha opinião sobre a "nova febre" dos teens.
Você é pai de uma adolescente e sabe o quanto são curiosos. Como você lida com essa questão em casa?
Essa é uma pergunta bastante pessoal e, por isso, talvez não se aplique a outros casos. Em relação à minha filha, por mais que alguém ache que seja retrógrado pensar assim, ela conhece limites. Não tenho nenhum receio em dizer “não” para ela. Afinal, ela só tem 11 anos e não pode decidir (inclusive legalmente) por sua vida. Agora, é lógico, entendo que não basta simplesmente dizer “não” sem que a situação sirva de experiência, ou seja, não a deixo sem razões. A ideia de limite, disciplina ou coisa parecida, precisa ter uma função pedagógica. Assim, o “não”, geralmente é seguido de “para que”. Algo que quero deixar claro é que não educo minha filha como se estivesse em uma redoma ou bolha, pois tal empreendimento é uma fuga temporária que fragiliza, imediatamente, a vida espiritual e, posteriormente, a vida adulta. Eu e a minha esposa sempre trabalhamos bem o fato de que se Deus nos criou, Ele é quem determina como devemos viver e não as convenções sociais ou os modismos. Por isso, não temos grandes problemas com esses assuntos, pois com pouco diálogo, a Céfora logo conclui que aquilo não é para alguém que conhece a Deus, logo, não é para ela! Sinceramente, existem coisas que, a priori, ela mesma não quer nem saber. Pode estar todo o mundo inclinado para o negócio que ela faz questão de ir na contramão. Alguém poderia alegar que ela assim procede apenas para agradar aos pais, entretanto, existem aqui também duas coisas importantes: caráter e sensibilidade espiritual. São coisas que ela precisa ter, pois não dá para forjar por tanto tempo.
Qual conselho daria para os pais?
É difícil, mas procurem fazer o mesmo. Conversem com os seus filhos, tenham diálogo. Não há receita de bolo (algo que funcione exatamente da mesma forma para todos os casos). Sejam os primeiros e maiores amigos de seus filhos, sem necessariamente serem cúmplices aceitando tudo que eles fazem ou querem. Agora é claro, tudo vai depender do tipo de criação que esse adolescente teve. Entre a repressão despropositada e a restrição consciente há uma grande distância. Outro cuidado extremamente necessário de se ter é não criar o filho em uma redoma, pois quando ele se deparar com o “mundo real” (sem o protecionismo ou a blindagem moral dos pais), não saberá como se comportar.
Qual conselho daria para os adolescentes?
Ele não é cristão porque é diferente, mas exatamente o contrário. É preciso que entenda que não é ele que está errado, mas os outros é que não estão sendo o que foram criados para serem! É por isso que, desde muito cedo, entendi que não adianta ensinar um monte de regras de “pode” ou “não pode”, pois elas se desgastam. O ideal é ensinar princípios e discutir o propósito da nossa existência: “Por que existimos?” “Para que fomos criados?” Essa é a metodologia adotada na educação de nossa filha e a mesma que utilizei na ficção O Mundo de Rebeca. É altamente eficaz, esclarecedora e oferece a possibilidade de o adolescente decidir, por si mesmo, o que deve ou não fazer.
A Bíblia diz que tudo me é lícito, mas nem tudo convém. Eu pergunto. Convêm ao adolescente assistir esse tipo de filme?
Depende. Minha filha, por exemplo, assistiu o Crepúsculo juntamente comigo (Afinal de contas como é que eu iria criticar o filme ou o livro sem ter ao menos algum contato com o material?). Ela não gostou da mensagem do filme e eu fiz questão de apenas observar alguma coisa depois que ela fazia a crítica. Várias vezes ela parou o filme, e fez comentários extremamente maduros. Isso me alegra. Lamentavelmente, sei que essa não é a realidade da maioria dos lares cristãos. Assim, se os pais não possuem o costume de fazer um exercício crítico das programações televisivas e, de toda a cultura popular, é aconselhável aprofundar-se com literatura séria e, quem sabe, iniciar essa atividade a partir desses filmes. Por último, é importante observar a motivação com a qual o adolescente cristão quer assistir. Se caso a sua postura for de encanto, admiração ou mesmo simpatia, é preciso que, com o exercício crítico realizado juntamente com os pais, o adolescente cristão passe a, definitivamente, não gostar desse tipo de filme, ou seja, é preciso que ele tenha uma mudança de atitude.
Como o adolescente deve se portar com os amigos da escola, se ele não viu o filme e os amigos assistiram? Deve agradar os amigos para ser aceito naquele grupo?
Definitivamente não. Primeiro porque ele não é obrigado a ser como os demais, massificado. Para isso, volto a destacar, é importante que ele tenha tido uma boa formação familiar. Por outro lado, não recomendo que ele tenha uma postura antagonista ou legalista. Acredito que se o adolescente cristão estiver realmente preparado, pode até pregar o evangelho a partir do assunto do filme. Ele pode questionar alguém que não acredita em Deus, mas que, paradoxalmente, acredita nas ficções que envolvem ocultismo, superstições crenças e religiosidade. Tudo, repito, vai depender da capacidade e do conhecimento do adolescente cristão. Se ele foi ensinado e instruído na Palavra, é um assíduo aluno da Escola Dominical (uma que tenha qualidade, é claro), com certeza terá possibilidade de assistir, não ser influenciado e ainda usá-lo como ponto de partida para falar de Jesus.
No filme existem vários pontos que vão contra nossa crença, por exemplo, a traição. Como mostrar para o adolescente que isso é errado, pois os filmes mostram que isso é comum?
Permita-me uma correção: a traição não é apenas contra a nossa crença, mas contrária aos bons princípios que até mesmo as pessoas não-crentes possuem. Esse é outro cuidado que precisamos ter ao tratar com os adolescentes cristãos. A traição não é errada somente para quem serve a Deus, mas para qualquer pessoa! E talvez seja exatamente nesse ponto que a gente mais erra. É preciso reconhecer uma coisa: o filme e os livros sabem passar sua ideologia de forma muito criativa e sutil. O nosso problema é que achamos que as coisas certas, ou seja, os bons valores e princípios devem ser ensinados com a testa franzida, a voz grave e em tom ameaçador. Em outras palavras, significa que eu não posso ser simplista e ensinar aos adolescentes cristãos que a traição é um pecado e que sua prática leva à pessoa ao inferno (apesar de isso ser verdade). É preciso acrescentar que ser íntegro é obrigação do ser humano, independentemente de sua crença. Por isso, não canso de insistir, tudo passa pela formação familiar do adolescente. Se ele tem essa boa formação, com certeza ela se refletirá em todos os momentos de sua vida, ou seja, ela servirá como um “filtro moral”, fazendo com que o adolescente rejeite tudo aquilo que não condiz com a ética, a boa moral, os bons costumes e valores e, acima de tudo, com a Palavra de Deus.
Muitas meninas, evangélicas, começaram a sonhar (no sentido de dormir e ter um sonho) com o galã (vampiro), depois de assistir o filme. Como lidar com essa situação?
Sinceramente, não sei. Ouvi de minha filha um relato de uma colega de sua classe que estava sonhando com o Edward (vivido pelo ator Robert Pattinson). Não creio que isso tenha alguma relação com a espiritualidade ou algo equivalente. Acredito que o excesso de concentração, a fase da vida em que a imaginação encontra-se muito fértil, faz com que o muito pensar (sobre os livros) ou lembrar-se dos filmes provoque esse fenômeno. Minha recomendação é que os pais instruam as filhas (se elas assistiram as películas ou leram os livros), a não ficarem encabuladas, achando que encontrarão um “Edward” por aí, colocando a imagem dele no celular ou no computador, pois isso provoca um excesso de imagens mentais que, após irem para o inconsciente, ressurgem na forma de sonhos.
Qual o prejuízo para nossos jovens e adolescentes assistir filmes que trazem vampiros como mocinhos?
A ideologia que a trama consegue passar. Esse aspecto para mim é o mais pernicioso. O existencialismo (com sua indiferença e irresponsabilidade quanto às consequências das más ações), ou mesmo o ceticismo, aparecem em diversos momentos. Só um exemplo, tem uma cena em que Bella (a atriz Kristen Stewart) e Edward chegam ao colégio onde ambos estudam. Devido ao fato de o Edward nunca ter sido visto com garota alguma, todo mundo fica olhando para eles. Ela então diz: “― Estamos quebrando todas as regras”, ao que ele responde: “― Não tem importância, eu vou para o inferno mesmo”. O momento é supervalorizado e não a eternidade. Se as pessoas que assistem soubessem da realidade do inferno, aí sim sentiriam arrepios. A Bíblia revela algo sobre este lugar que nenhum filme de terror pode reproduzir. No entanto, da forma como a ficção mostra, o inferno pode se tornar interessante em virtude da criatividade com que toda a trama se desenrola (nos livros ou nos filmes). Não saber distinguir a realidade da ficção, no sentido de aferir as consequências de determinados atos, é algo extremamente perigoso. Se em minha época de adolescência (final dos anos 80 e início dos anos 90), o conde Drácula era assistido ― e temido! ―, no enredo da autora Stephenie Meyer, os vampiros são “legais” e atraentes, além de cavalheiros. A principal mensagem do filme é que é possível o autodomínio, a autossalvação. Os vampiros, sem a ajuda de ninguém além de si mesmos, foram capazes de dominar seus impulsos grotescos. Isso é autorredenção. Observe a mensagem para o cristão: Somente através do novo nascimento é que recebemos uma nova natureza implantada em nós através do fruto do Espírito. Na trama vampiresca, não há necessidade alguma de intervenção divina, você mesmo se autorredime!
Caso queria acrescentar algo fique a vontade.
Acrescentaria apenas que não adianta “espiritualizar”, dizendo que os filmes e os livros são um sucesso porque foram oferecidos a Satanás. É preciso que abramos os olhos para a realidade. Os livros, todos eles, indistintamente, possuem entre 380 a 580 páginas. Tem adolescente que conseguiu ler em um dia! É preciso que pensemos sobre o fato de que o adolescente gosta de ler. Acho que o que está faltando é produzir literatura que faça sentido para o adolescente cristão que vive no mundo pós-moderno. Não adianta insistir que eles não gostam de ler, quando conseguem “devorar” um livro de quase quatrocentas páginas em um único dia! É preciso que nos despertemos. Produzindo material com conteúdo cristão que faça sentido e seja interessante, instigador. C. S. Lewis afirmou certa vez que não precisamos de mais livrinhos sobre o cristianismo, mas de livros sobre outros assuntos e das mais variadas categorias literárias com o nosso cristianismo latente. Foi justamente o que tentei fazer em O Mundo de Rebeca.
Pastor César Moisés - Pedagogo, escritor, articulista e conferencista. Atualmente trabalha como Chefe do Setor de Educação Cristã da CPAD e professor da FAECAD (Faculdade Evangélica de Ciências e Tecnologia da CGADB - Convenção Geral das Assembléias de Deus no Brasil).
quarta-feira, 10 de março de 2010
VEM AÍ: CONGRESSO DE JOVENS NA IBERO!
UM MÊS PARA VIVER
É o título do livro de Kerry & Chris Shook (prefaciado por Rick Warren) sobre a vida, sob a perspectiva da certeza da morte. Transcrevi um pequeno trecho da introdução - o suficiente para refletirmos sobre o que de fato é prioritário, imprescindível para viver bem enquanto vivermos. - pr Aécio
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"Seu tempo na terra é limitado.
Isso é um fato, por mais que esta idéia o perturbe. Não importa quem você é, qual sua idade, qual o grau de seu sucesso ou onde vive: a mortalidade continua sendo o grande nivelador. A cada tique-taque do relógio, um momento da vida fica para trás. Enquanto lê este parágrafo, os segundos que passam nunca serão recuperados. Seus dias estão contados, e cada um que passa vai embora para sempre.
Isso é um fato, por mais que esta idéia o perturbe. Não importa quem você é, qual sua idade, qual o grau de seu sucesso ou onde vive: a mortalidade continua sendo o grande nivelador. A cada tique-taque do relógio, um momento da vida fica para trás. Enquanto lê este parágrafo, os segundos que passam nunca serão recuperados. Seus dias estão contados, e cada um que passa vai embora para sempre.
Se você é como eu, talvez se sinta tentado a considerar essa realidade dura e inoportuna, com o poder de nos vencer e paralisar. Mas, esse não é meu propósito ao escrever este livro – aliás, é exatamente o oposto. Estou convencido de que, em vez de nos inibir e forçar a viver na defensiva, aceitar que nosso tempo na terra é limitado tem o incrível poder de nos libertar. Se soubéssemos que teríamos apenas um mês para viver, viveríamos de maneira mais diferente. Seríamos mais autênticos e teríamos mais ousadia na forma como gastamos o tempo. Mas essa reação contraditória levanta uma questão: o que nos impede de viver dessa maneira agora?
Minha motivação para encontrar a resposta – e, melhor ainda para vivê-la e ajudá-lo a vivê-la – nasceu da experiência no ministério. Nessa função, tenho tido o privilégio de passar algum tempo com pessoas próximas do fim da vida. Enquanto várias delas lutam com os diferentes estágios da agonia da morte – choques, negação, barganha, culpa, ira, depressão, aceitação -, a maioria faz mudanças radicais quando descobre sua condição terminal. Dão-se o direito de dizer o que de fato sentem e de fazer aquilo que realmente querem. Pedem perdão e perdoam. Não pensam mais apenas em si mesmas, mas procuram aqueles que amam e lhes dizem o quanto realmente significam. Assumem riscos que jamais correriam antes e deixam preocupações de lado, aceitando com gratidão cada novo dia. Parece que adquirem uma nova percepção em relação às prioridadesdes, como o relacionamento com Deus e o propósito de deixar legados que perdurem."
UM MÊS PARA VIVER - TRINTA DIAS PARA UMA VIDA SEM ARREPENDIMENTO / PÁGS. 18 E 19 - ED. MUNDO CRISTÃO
terça-feira, 9 de março de 2010
VALE A PENA LER DE NOVO
A seguinte mensagem traz uma reflexão "apimentada" sobre um comportamento horroroso, porém, muito comum entre nós: a hipocrisia. Pelo teor sempre polêmico e atual, vale a pena ler de novo!
“OBSERVANDO HIPÓCRITAS…”
Amo a Igreja, amo as pessoas da Igreja, mas detesto a hipocrisia que se encontra vez por outra em nossos arraiais. Desde muito cedo tive de aprender a lidar com os cristãos falsos e dissimulados que recheiam nossas comunidades e, sempre que podem, tornam ambientes que deveriam ser apenas de amor e comunhão em lugares de disputas, fofocas e outras perturbações do gênero. Como são terríveis os hipócritas! Eles ocupam cargos e desenvolvem funções eclesiásticas – no sacerdócio, entre os músicos e espalhando-se feito ervas daninhas em ministérios, departamentos, etc. Dê qualquer nome para eles e não será suficiente para descrever o potencial nocivo que os hipócritas possuem. Pode chamar um hipócrita de fariseu, traíra, vira-casaca ou qualquer outro adjetivo parecido que não será suficiente, pois eles são tudo isto e muito mais.
Uma definição bíblica bem simples, porém exata do hipócrita: “Um hipócrita é uma pessoa que finge e exibe uma religião sem servir a Deus de coração. Mateus 23 fala do povo que limpava o exterior da taça, mas deixava o interior sujo. Eles eram como sepulcros caiados, que pareciam belos e adornados, mas por dentro estavam cheios de ossos de mortos e imundície. Jesus disse, 'Assim também vós exteriormente pareceis justos aos homens, mas, por dentro, estais cheios de hipocrisia e iniqüidade' (Mateus 23.28). Há muitos religiosos hipócritas, homens que tentam impressionar os outros com uma fina camada externa de santidade, mas se o interior for visto, ali há pensamentos impuros e motivos impróprios. A religião hipócrita não alcança favor diante de Deus. - por Gary Fisher”
Viu? O hipócrita tem só uma maneira muito peculiar de praticar sua religião, ele tem sua própria religião, que é a da aparência. Assim convivi (são estas pessoas que tenho em mente agora e alguns tive o desprazer de conviver por até mais de 15 anos!) e infelizmente ainda conheço alguns que não só enganaram a mim e a igreja sob meus cuidados, mas até hoje tentam justificar sua perversão de caráter acusando, difamando e caluniando (característica sui generis). Hipócrita é um tipo de gente horrível!
Mas, há outra definição para hipócrita: “A hipocrisia é o ato de fingir ter crenças, virtudes, idéias e sentimentos que a pessoa na verdade não possui. A palavra deriva do latim hypocrisis e do grego hupokrisis ambos significando a representação de um ator, atuação, fingimento (no sentido artístico). Essa palavra passou, mais tarde, a designar moralmente pessoas que representam, que fingem comportamentos.
Um exemplo clássico de ato hipócrita é denunciar alguém por realizar alguma ação enquanto realiza a mesma ação.
O cientista cognitivo Keith Stanovich fez uma carreira do estudo da hipocrisia. Ele a vê como surgindo da incompatibilidade de tais coisas como o interesse próprio e os desejos com crenças de ordem mais alta na moralidade e na virtude. As únicas pessoas que não são hipócritas são a minúscula e talvez não-existente minoria que é tão santa que nunca se entregam a seus instintos mais básicos e o grupo maior que nunca tenta viver segundo os princípios da moralidade ou virtude. Ele dessa forma defende que os hipócritas são na verdade a classe mais nobre das pessoas.
François duc de la Rochefoucauld revelou, de maneira mordaz, a essência do comportamento hipócrita: 'A hipocrisia é a homenagem que o vício presta à virtude'. Ou seja, todo hipócrita finge emular comportamentos corretos, virtuosos, socialmente aceitos.
O termo 'hipocrisia' é também comumente usado (alguns diriam abusado) num sentido que poderia ser designado de maneira mais específica como um 'padrão duplo'. Um exemplo disso é quando alguém acredita honestamente que deveria ser imposto um conjunto de morais para um grupo de indivíduos diferente do de outro grupo.
Hipocrisia é pretensão ou fingimento de ser o que não é. Hipócrita é uma transcrição do vocábulo grego 'hypochrités'. Os atores gregos usavam máscaras de acordo com o papel que representavam numa peça teatral. É daí que o termo hipócrita designa alguém que oculta a realidade atrás de uma máscara de aparência.” – Wilkipédia
Pela convivência e decepcionantes experiências com a hipocrisa de algumas pessoas que conheci ao longo de minha vida cristã, desenvolvi uma espécie de "faro" que hoje me ajuda a detectar um potencial hipócrita – não é nada científico, nem sempre acerto 100%, mas tem ajudado e me prevenir das noites mal dormidas, dos acessos de raiva e outros sentimentos nada agradáveis. Este "faro" na verdade, é fruto das amargas experiência (como já disse) e das observações daquilo que chamarei de "sinais", ou "códigos" comuns emitidos pelos hipócritas. Eis alguns:
1. Demagogia – Todo hipócrita é puxa-saco, mas todo cuidado é pouco porque sempre agrada pela frente, censura, critica e tripudia por trás.
2. Dissimulação – O hipócrita é adepto da postura do Chaves – sempre faz as coisas “sem querer querendo”.
3. Politicagem – Todo hipócrita é um bom articulador, por conveniência e por necessidade, pois gosta de se meter em qualquer questão, mesmo sem ser convidado.
4. Solicitude – Hipócrita é aquele que tem por hábito prometer mundos e fundos, e de se comprometer a realizar coisas sem ter a capacidade ou disposição de fazer um décimo do que propõe.
5. Covardia – O hipócrita é o covarde por excelência, pois foge da confrontação como o “diabo foge da cruz”, escorrega como quiabo quando o assunto é colocar as questões em pratos limpos.
6. Dupla (ou tripla) personalidade – O hipócrita tanto pode evidenciar nos primeiros momentos seu poder de camuflar os sentimentos e preferências, como pode escondê-lo por longos períodos.
7. Inconstância – Na maioria das vezes o hipócrita é extremamente instável e, movido por sua volubilidade, se desloca procurando outro território para ludibriar novos incautos ou novos grupos, sempre que for desmascarado ou se achar ameaçado.
8. Vingança – Hipócrita de carteirinha não tem nenhum escrúpulo quando decide liquidar aqueles que são contrários às suas práticas perversas. Ameaçam, mentem, criam boatos, etc.
9. Pieguismo – Quando um hipócrita se vê sem saída, pode usar truques apelativos do tipo chorar, contar misérias pessoais ou colocar suas “boas ações” na mesa para lançar uma cortina de fumaça.
10. Egocentrismo – Além de si mesmo, o hipócrita não ama e nem perdoa a ninguém – por isso é o que é. Ele descarta as pessoas como descarta lixo.
Vou continuar amando a Igreja e as pessoas da Igreja, mas continuar detestando e repudiando a hipocrisia! Não tenho medo de hipócritas, nem da hipocrisia deles, no entanto, vou continuar a evitá-los onde quer que os encontre; quando depender de mim, farei o possível para não dividir o mesmo espaço e ambiente onde os tais estiverem. Afinal, a cura da hipocrisia depende do arrependimento sincero e decisão espontânea para a reformulação de hábitos, conceitos e posturas que afetam os indivíduos que assim procedem - o que nem sempre acontece. - pr Aécio
Uma definição bíblica bem simples, porém exata do hipócrita: “Um hipócrita é uma pessoa que finge e exibe uma religião sem servir a Deus de coração. Mateus 23 fala do povo que limpava o exterior da taça, mas deixava o interior sujo. Eles eram como sepulcros caiados, que pareciam belos e adornados, mas por dentro estavam cheios de ossos de mortos e imundície. Jesus disse, 'Assim também vós exteriormente pareceis justos aos homens, mas, por dentro, estais cheios de hipocrisia e iniqüidade' (Mateus 23.28). Há muitos religiosos hipócritas, homens que tentam impressionar os outros com uma fina camada externa de santidade, mas se o interior for visto, ali há pensamentos impuros e motivos impróprios. A religião hipócrita não alcança favor diante de Deus. - por Gary Fisher”
Viu? O hipócrita tem só uma maneira muito peculiar de praticar sua religião, ele tem sua própria religião, que é a da aparência. Assim convivi (são estas pessoas que tenho em mente agora e alguns tive o desprazer de conviver por até mais de 15 anos!) e infelizmente ainda conheço alguns que não só enganaram a mim e a igreja sob meus cuidados, mas até hoje tentam justificar sua perversão de caráter acusando, difamando e caluniando (característica sui generis). Hipócrita é um tipo de gente horrível!
Mas, há outra definição para hipócrita: “A hipocrisia é o ato de fingir ter crenças, virtudes, idéias e sentimentos que a pessoa na verdade não possui. A palavra deriva do latim hypocrisis e do grego hupokrisis ambos significando a representação de um ator, atuação, fingimento (no sentido artístico). Essa palavra passou, mais tarde, a designar moralmente pessoas que representam, que fingem comportamentos.
Um exemplo clássico de ato hipócrita é denunciar alguém por realizar alguma ação enquanto realiza a mesma ação.
O cientista cognitivo Keith Stanovich fez uma carreira do estudo da hipocrisia. Ele a vê como surgindo da incompatibilidade de tais coisas como o interesse próprio e os desejos com crenças de ordem mais alta na moralidade e na virtude. As únicas pessoas que não são hipócritas são a minúscula e talvez não-existente minoria que é tão santa que nunca se entregam a seus instintos mais básicos e o grupo maior que nunca tenta viver segundo os princípios da moralidade ou virtude. Ele dessa forma defende que os hipócritas são na verdade a classe mais nobre das pessoas.
François duc de la Rochefoucauld revelou, de maneira mordaz, a essência do comportamento hipócrita: 'A hipocrisia é a homenagem que o vício presta à virtude'. Ou seja, todo hipócrita finge emular comportamentos corretos, virtuosos, socialmente aceitos.
O termo 'hipocrisia' é também comumente usado (alguns diriam abusado) num sentido que poderia ser designado de maneira mais específica como um 'padrão duplo'. Um exemplo disso é quando alguém acredita honestamente que deveria ser imposto um conjunto de morais para um grupo de indivíduos diferente do de outro grupo.
Hipocrisia é pretensão ou fingimento de ser o que não é. Hipócrita é uma transcrição do vocábulo grego 'hypochrités'. Os atores gregos usavam máscaras de acordo com o papel que representavam numa peça teatral. É daí que o termo hipócrita designa alguém que oculta a realidade atrás de uma máscara de aparência.” – Wilkipédia
Pela convivência e decepcionantes experiências com a hipocrisa de algumas pessoas que conheci ao longo de minha vida cristã, desenvolvi uma espécie de "faro" que hoje me ajuda a detectar um potencial hipócrita – não é nada científico, nem sempre acerto 100%, mas tem ajudado e me prevenir das noites mal dormidas, dos acessos de raiva e outros sentimentos nada agradáveis. Este "faro" na verdade, é fruto das amargas experiência (como já disse) e das observações daquilo que chamarei de "sinais", ou "códigos" comuns emitidos pelos hipócritas. Eis alguns:
1. Demagogia – Todo hipócrita é puxa-saco, mas todo cuidado é pouco porque sempre agrada pela frente, censura, critica e tripudia por trás.
2. Dissimulação – O hipócrita é adepto da postura do Chaves – sempre faz as coisas “sem querer querendo”.
3. Politicagem – Todo hipócrita é um bom articulador, por conveniência e por necessidade, pois gosta de se meter em qualquer questão, mesmo sem ser convidado.
4. Solicitude – Hipócrita é aquele que tem por hábito prometer mundos e fundos, e de se comprometer a realizar coisas sem ter a capacidade ou disposição de fazer um décimo do que propõe.
5. Covardia – O hipócrita é o covarde por excelência, pois foge da confrontação como o “diabo foge da cruz”, escorrega como quiabo quando o assunto é colocar as questões em pratos limpos.
6. Dupla (ou tripla) personalidade – O hipócrita tanto pode evidenciar nos primeiros momentos seu poder de camuflar os sentimentos e preferências, como pode escondê-lo por longos períodos.
7. Inconstância – Na maioria das vezes o hipócrita é extremamente instável e, movido por sua volubilidade, se desloca procurando outro território para ludibriar novos incautos ou novos grupos, sempre que for desmascarado ou se achar ameaçado.
8. Vingança – Hipócrita de carteirinha não tem nenhum escrúpulo quando decide liquidar aqueles que são contrários às suas práticas perversas. Ameaçam, mentem, criam boatos, etc.
9. Pieguismo – Quando um hipócrita se vê sem saída, pode usar truques apelativos do tipo chorar, contar misérias pessoais ou colocar suas “boas ações” na mesa para lançar uma cortina de fumaça.
10. Egocentrismo – Além de si mesmo, o hipócrita não ama e nem perdoa a ninguém – por isso é o que é. Ele descarta as pessoas como descarta lixo.
Vou continuar amando a Igreja e as pessoas da Igreja, mas continuar detestando e repudiando a hipocrisia! Não tenho medo de hipócritas, nem da hipocrisia deles, no entanto, vou continuar a evitá-los onde quer que os encontre; quando depender de mim, farei o possível para não dividir o mesmo espaço e ambiente onde os tais estiverem. Afinal, a cura da hipocrisia depende do arrependimento sincero e decisão espontânea para a reformulação de hábitos, conceitos e posturas que afetam os indivíduos que assim procedem - o que nem sempre acontece. - pr Aécio
segunda-feira, 8 de março de 2010
A IGREJA QUE DEUS JAMAIS DESEJOU - PARTE 4
A igreja que Deus jamais desejou é auto centralizada. Nela, a palavra omissão é insuficiente para definir a postura daqueles que transformaram a Grande Comissão em “grande omissão”. Nela o que antes era o povo do caminho (At 19.23 e outras refs.), se ajunta o “povo do cantinho”. Nela, os outrora chamados para fora estão cada vez mais voltados para dentro, acomodados fisicamente, “sentados eternamente em bancos esplêndidos”; acomodados espiritualmente ao som das pregações chulas de prosperidade e outras efemeridades; acomodados emocional e sentimentalmente pelos hinos-mantras que mais abalam os tímpanos do que o inferno!Missões e evangelização na igreja que Deus jamais desejou não é prioridade – é opção de agenda quando convém. E, mesmo quando há surtos de missões e evangelização, tudo o que se faz, faz-se na base do proselitismo barato, com ênfase no que batizei de “igrejismo”; faze-se com a característica peculiar da concorrência do livre mercado (de igrejas e da fé).
Poucos crentes sabem que a igreja evangélica em nosso país conta com algo em torno de três mil missionários transculturais espalhados pelo mundo. Isto, se comparado ao oceano de crentes atualmente no Brasil, é uma gota. Com licença, mas devo ressaltar que o que se gasta com missões por aqui é uma verdadeira miséria, se compararmos os gastos astronômicos com organizações de congressos e demais eventos que são ótimos para produzir barulho e atrair mídia, péssimos, porém, para produzir frutos para a eternidade.
O que me constrange é saber que em nosso Brasil evangélico valoriza-se muito mais a cantores e preletores nacionais e internacionais, pagando verdadeiras fortunas a eles para entreterem públicos de crentes ávidos por “novidades gospel” – perdoem-me a franqueza mais o que tem de lixo sendo cantado e pregado por aqui não é brincadeira. Em contrapartida, como são desvalorizados aqueles que abortaram seus próprios sonhos para realizar o “grande sonho” de Deus, que é de ver todas as nações da Terra alcançadas para Sua glória.
Nossos missionários são muitas vezes tratados como mendigos, ainda insistindo na comparação com os VIP’s da elite gospel nacional e internacional. Aqueles, em muitos casos, quando muito, recebem “ofertinhas”, arrecadações resultantes de bazares ou festas beneficentes, estes grandes e vultosos cachês. Aqueles, humildes como são, hospedam-se nas casas de quaisquer irmãos que lhes abrirem as portas de suas casas, estes outros exigem acomodações à altura de seu sucesso. Aqueles comem o que lhes oferecerem, estes escolhem o cardápio. Aqueles não reclamam se tiverem de andar de Fusca ou Kombi, estes exigem ar-condicionado. Aqueles servem ao Reino, estes se aproveitam da fama.
Incluo neste “pacote” os salários altíssimos destinados aos pastores em várias igrejas que, se comparados às ofertas mensais de próprios missionários, estas não passam de gorjeta. Salários superfaturados e quantias absurdas mais têm contribuído para transformar estes homens em profissionais de tribuna do que qualquer outra coisa. Sei que podem me odiar por isso, mas na igreja que deus jamais desejou os pastores e lideranças são empregados bem pagos, enquanto na Igreja-Noiva, eles são servos gratos e obedientes ao seu chamado.
Outro aspecto não menos intrigante na igreja que Deus jamais desejou é o fato dos gastos com as construções dos templos faraônicos, nos quais os gastos são astronômicos. Aí, sim é que gostaria de saber quais serão as explicações que os grandões das lideranças darão ao Senhor, no dia da prestação de contas. Como justificarão investimentos absurdos em templos luxuosos e requintados, símbolos de suas extravagâncias, em detrimento às necessidades de investimentos em projetos missionários estratégicos, ou da implantação e manutenção de projetos comunitários tais como escolas, creches e outros serviços comunitários.
domingo, 7 de março de 2010
AGENDA IBERO - 08/03 A 14/03/2010
Não perca esta semana... Além de todas as programações, teremos ainda: Vigília e Ceia do Senhor!
Você que já é membro da Ibero venha prestigiar nossos cultos semanais, que estão cada vez melhor!
Presenteie-nos com sua visita, você que está na Zona Leste de São Paulo!
A IGREJA QUE DEUS JAMAIS DESEJOU – PARTE 3
A igreja que Deus jamais desejou é marcada por escândalos promovidos na maior parte das vezes por aqueles que deveriam ser exemplos dignos de ser imitados. Paulo escreveu aos crentes de Corinto para que fossem seus imitadores, assim como ele imitava a Cristo (I Co 11.1) – muitos cristãos e líderes cristãos em nossos dias mais causam vergonha que honra! Jesus deu um recado muito pesado para os promotores de escândalos: Seria melhor que vocês amarrassem uma pedra bem grande no pescoço e se atirassem em alto mar, antes de escandalizar qualquer um que creia em mim (esta é uma livre interpretação de Marcos 9.42; por favor, não cometa suicídio, converta-se!).Os mártires da igreja que Deus jamais desejou são contraditórios, polêmicos, obscuros, melindrosos, narcisistas e outros adjetivos não menos funestos. Eles protagonizam cenas e casos bizarros sem remorso e sem pena de quem irá se frustrar com suas demonstrações megalomaníacas.
Muitos dos mártires da igreja que Deus jamais desejou se orgulham de seus pecados e de suas conquistas duvidosas – para eles Deus é escravo de seus prazeres. A Igreja para estes é um meio de se manterem no pedestal e no domínio de pequenos impérios. Arrependimento para os tais é argumento para os mais fracos. Humilhar-se, então, impossível, visto que ditam e são a lei, mesmo vivendo sem ela!
Ser mártir na igreja que Deus jamais desejou é ser lançado na arena da mídia; é ser perseguido por papparazzis algozes ávidos pela execução pública do povo de Deus; é ser alvo de críticas e não ter argumentos para se defender; é ser réu e não poder contar com a defesa daquele que é Advogado por excelência: Jesus.
Diferentemente dos mártires cristãos da antiguidade que morriam pela e em nome da fé, os mártires na igreja que Deus jamais desejou são capazes de ir até as últimas conseqüências em nome do status quo, do poder e de seus pequenos impérios. Aqueles deixavam seus bens temporais em busca daquilo que é eterno e mais valioso, estes agarram-se com unhas e dentes aos seus cargos, títulos e fortunas. Aqueles amavam o Senhor acima de suas próprias vidas, estes são “...amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela...” (II Tm 3.2-5).
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