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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

MOTIVAÇÃO: QUAL É A SUA?

Fala-se muito em motivação em nossos dias. Este é um tema “bola da vez” nas empresas, nas escolas, e até nas igrejas e em todos os demais ambientes onde a presença e a força tarefa das pessoas é matéria-prima indispensável. Pessoas desmotivadas tendem a produzir pouco, a se relacionar mal, etc.
Existem empresas que investem pesado em cursos e outros eventos, além de usar artifícios como prêmios extras para manter seus funcionários “pra cima” – o que chamo de "estratégia MacDonald's", aquela em que a foto do funcionário do mês fica exposta próxima ao balcão pra todo mundo ver. Assim, através de estímulos motivacionais, espera-se que a produtividade e o ambiente se mantenham equilibrados e saudáveis.

Mas, o que deve motivar o crente? Cursos? Foto no hall de entrada da igreja? Por que existem tantos crentes desmotivados e apáticos?
Sei que o tema merece uma atenção e consideração mais aprofundadas, porém, no momento quero lançar apenas uma proposta para a reflexão de cada um dos que lerem esta mensagem, no sentido de resgatarmos em nossa experiência cristã a não necessidade de exercermos nossa fé em função dos aspectos exteriores ou aparentes, mas sim dos interiores e invisíveis. Em outras palavras e, ainda que isto pareça pragmático, se visto apenas sob o aspecto humano, devemos levar em conta que o mais importante, e o que realmente deve nos mover, não é aquilo que está diante de nós, mas o que está dentro de nós!
Se o ambiente em que estamos inseridos e as variações do mundo que nos cerca nos convencem o tempo todo a fazer ou deixar de fazer isto ou aquilo outro, que fé é esta?
Dias atrás, ministrando em uma vigília, disse que tenho tido muitas “visões” de olhos abertos (bem abertos). Vejo cristãos derrapando em picuinhas; andando de marcha à ré na vocação ministerial; escorregando em questiúnculas e “viajando na maionese” dos dilemas corriqueiros. Grande parte destes sofre o que está sofrendo simplesmente por que creditam toda a expectativa de suas motivações nos aspectos aparentes, então, continuam escorregando, andando de marcha à ré e “viajando na maionese”.
Infelizmente, há ministros evangélicos especialistas em inculcar na mente de seus seguidores a idéia de que quanto mais dinheiro, carros, casas e viagens, mais as pessoas se sentem realizadas e felizes – conseqüentemente motivadas, certo? Errado!
Bem, primeiro que detesto estes mentirosos, depois suas mensagens são um lixo e por último precisamos considerar que há uma infinidade de pessoas ricas infelizes; existem colecionadores de carros amargurados; não é difícil encontrar um morador de condomínio de luxo depressivo e muitos viajam para a Europa levando dentro de si seus “infernos” particulares.

Como o secularismo tomou conta e impregnou (leia-se envenenou) até mesmos muitos pregadores modernos, e tem moldado a mente dos crentes deste século, sei que vai dar um pouco de trabalho engolir o que vou escrever em seguida, mas arrisco dizendo que em matéria de vida cristã, nossa motivação constante deve resultar do conhecimento de Deus e de Sua Palavra; de vida cheia do Espírito Santo; de fé genuína; de nosso testemunho autêntico e de nosso serviço para o Reino. O que passa disto é mera especulação!

- pr Aécio -

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