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quarta-feira, 21 de abril de 2010

Fofoca: Esse “vírus” pega!


É possível que todas as pessoas que lerão esta postagem já tenham sido alvos de alguma fofoca – arrisco em dizer que esta poderá cair nas mãos de pelo menos um fofoqueiro (caso isto venha a acontecer, convido-o a consagrar sua língua ao Senhor Jesus).

No meu ponto de vista, o fofoqueiro é um doente (uma espécie de maníaco). Não há um adjetivo mais adequado para qualificar uma pessoa que usa seu tempo inutilmente. Se não for um doente o que seria? Um louco? Um complexado? Um desocupado? Um servo do “chifrudo”? Não sei, não. Mesmo assim, continuo achando que também é uma doença! Melhor: tenho certeza que é tudo aquilo, somado a uma doença muito grave, um tipo de câncer que se espalha e se enraíza onde quer se instale (II Tm 2.16 e 17). Muita gente boa sofre por causa da fofoca. Sofre de raiva; de insônia; de angústia; de mágoa; de revolta; de desconfiança... Tudo isso mostra que é uma doença contagiosa e degenerativa! Contagiosa, porque mesmo que a gente tente não dar muito crédito, esse “vírus” acaba “grudando” até na nossa própria consciência, quando somos alvo desta desventura. Por exemplo, quando uma pessoa é alvo de fofocas, muitas vezes fica tão confusa que chega a perder horas tentando encontrar alguma coisas que o culpe e justifique o falatório contra si. Degenerativa, porque denigre o caráter das vítimas e, muitas vezes, os leva a crises profundas e a danos irreparáveis.

Existem vários tipos de fofocas. Um vasto cardápio de encher os olhos (ou a língua) de qualquer fofoqueiro. Vou relacionar os que me vierem à memória:

- A fofoca social: aquela que fofoqueiro geralmente solta como quem tem intimidade com a vítima – Antes ou depois de soltar o verbo diz: “Eu já aconselhei o fulano a não fazer isto ou aquilo.” – Detalhe: ninguém perguntou.
- A fofoca espiritual: Geralmente a vítima aparece num pedido de oração – “Irmãos, vamos orar pelo fulano que não sabe o que fazer com a mulher.” – Detalhe: pode ser acompanhado de lágrimas (de crocodilo).
- A fofoca em família: Tá liberado falar de todo mundo e do mundo todo, desde que as vítimas não estejam no almoço! – Detalhe: No próximo almoço ninguém vai faltar só para não falarem dele.
- A fofoca do “puxa-saco” (desculpem a grosseria): – Muito comum em meios onde se pode conseguir uma promoção – Detalhe: O autor sempre destaca que não está querendo se promover.
- A fofoca “inocente”: Este tipo de fofoca só não engana a Deus – Detalhe: Surge com um falso pieguismo e uma falsa postura de vítima.
- A fofoca “eletrônica”: Quem gosta da coisa só contava com o telefone fixo, agora usa celular e internet – Detalhe: “Não dá para contar pessoalmente...”, diz o autor.
- A fofoca “furo de reportagem”: Contada com ares de “Jornal Nacional” – Detalhe: Já é a centésima pessoa a ouvir, mas o autor jura que só ele sabe.
- A fofoca dissimulada: Tão insinuante e tão convincente que nem precisa citar dados – Detalhe: Ao mesmo tempo sutil e minuciosa, de tal forma que a gente consegue descobrir quem é o alvo, sem que seu nome seja citado na conversa.

Diante de tudo isto, o que fazer? Vacine-se com a promessa do Salmo 31.20: “Tu os esconderás, no secreto da tua presença, das intrigas dos homens; na tua habitação ocultá-los-às das línguas acusadoras.” - pr Aécio

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MENSAGEM PUBLICADA NO BOLETIM DA IGREJA CRISTÃ IBERO-AMERICANA

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